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Mais aromas e sabores de Provence

Está planejando passar uns dias em Provence? Então, provavelmente você vai notar o mesmo que eu ao pesquisar onde ficar: todos os hotéis são lindos e a escolha não vai ser fácil.

Acho que já falei aqui no blog que prefiro pequenos vilarejos a grandes metrópoles e acho que você irá entender o porquê quando vir as próximas fotos. Tudo é mais calmo, mais charmoso, mais sereno. Parece que o tempo nesses lugares passa mais devagar…

Le Mas des Herbes Blanches fica em Joucas, no vale do Luberon, a poucos quilômetros de Gordes. Além de ser cinco estrelas, o hotel é membro do Relais & Chateaux, referência de excelência quando o assunto é hospedagem e gastronomia.

Quando fomos para lá, estávamos na reta final da viagem e nossos euros estavam no mesmo ritmo. Acabamos nos hospedando apenas por uma noite lá, o suficiente para nos deixar com gostinho de quero mais e a certeza de que um dia voltaremos.

IMG_7451O hotel é um grande casarão feito todinho de pedras, os jardins são impecavelmente bem cuidados, há ciprestes e flores por toda parte. O staff é super solícito e cortês. Nosso quarto era o típico cantinho provençal, charmoso, delicado e bem decorado. Definitivamente, o lugar foi projetado para nos fazer sentir em casa, em pleno aconchego.

As amenities são todas da L´Occitane, fabricadas numa cidadezinha lá perto, chamada Manosque. Para completar, tínhamos uma vista maravilhosa da janela do nosso banheiro. Parece o cenário de um filme, de tão lindo, vocês não acham? Sabe que às vezes, quando estou tomando o banho, passo o shampoo de óleos essenciais da marca (o mesmo que usei lá) então, fecho os olhos por alguns segundos, sentindo aquele aroma delicioso e me imagino de volta à Provence. Dá uma saudade…

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Não é de tirar o fôlego?

 

IMG_7435E o café da manhã? O que são aqueles croissants quentinhos que derretem na boca? Está aí uma coisa que não podemos negar, esses franceses realmente sabem preparar um croissant. E a quantidade de opções de geleias? A maioria é feita na própria fazenda, por isso elas são tão fresquinhas e têm aroma e sabor bem marcantes das frutas. Os queijos também são preparados localmente. Me acabei no queijo de cabra, um dos meus preferidos. Agora, tomar um café da manhã incrível com uma vista dessas não tem preço. E quando eu imaginava que tudo não podia ficar ainda mais perfeito, eis que aparece um gatinho para nos fazer companhia, aproveitando o sol e as guloseimas que ganhou da gente. Eles não são bobos, né? ❤

Infelizmente ficamos apenas uma noite nesse hotel e, como passamos o dia em Gordes, acabamos comendo por lá. Uma pena, porque os pratos do restaurante gourmet pareciam verdadeiras obras de arte, tão lindos que deviam dar até dó de comer. Tem uma sobremesa de chocolate com folhinhas de ouro em cima. De comer com a boca, com os olhos e tudo mais que tiver direito. Juro!

Descobrimos o significado de ser um membro do Relais & Chateaux tarde demais e ficamos na vontade. Se você tiver a chance de se hospedar num dos hotéis desse grupo tão seleto, não deixe de aproveitar as experiências gastronômicas e sensoriais que eles são capazes de proporcionar. Quem sabe da próxima vez, teremos a chance de experimentar o que eles chamam de a “alta costura” da gastronomia….

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Os contrastes de Zanzibar

Zanzibar é um pequeno arquipélago banhado pelo Oceano Índico. Considerado um país semiautônomo à Tanzânia, esse pedacinho do continente africano tem mais de 90% de população muçulmana, que vive em extrema pobreza. Sua economia gira, principalmente, por conta do turismo.

Para quem está à procura de praias paradisíacas, mergulho, passeios de barco, calor escaldante e muito sossego, a ilha é um prato cheio e oferece inúmeras opções de hotéis, para todos os gostos e bolsos.

A eleita para os três dias da nossa passagem pela ilha foi a praia de Nungwi, uma das mais belas de Zanzibar. Ficamos hospedados no Z Hotel, mais bonito por fora do que por dentro, mas valeu. Caso tenha interesse, minhas considerações detalhadas sobre o hotel estão no Tripadvisor ;o)

Depois de tanto acordar cedo para pegar os diversos voos que nos levaram para lá e para cá pela África, resolvemos que nossa parada em Zanzibar seria somente para R-E-L-A-X-A-R. Então, passamos boa parte do tempo tomando um sauvignon blanc geladinho na piscina de borda infinita do hotel, com vista para o oceano. O azul do Índico contrastava com os coloridos trajes das muçulmanas que, ao final do dia, lavavam suas roupas à beira mar, enquanto as crianças brincavam alegremente a sua volta. IMG_3016

IMG_2939Tenho que ser sincera. Fazer um passeio romântico (a dois) nessa praia é complicado, pois lá, nunca estamos a sós. Basta colocar os pés na areia, na linha tênue que separa o hotel da praia, que inúmeros pescadores começam a te abordar, tentando vender passeios de barco, artesanato local ou descolar algum agrado. Quando você nega, eles respondem: hakuna matata e passam a rodear outros turistas. A expressão em swahili, a língua local, significa “sem problemas”, “não se preocupe” e resume bem o espírito de seus habitantes.

IMG_2929Quando conseguimos nos desvencilhar dessa turma de capitães de areia, demos uma olhada para trás e vimos que ainda tínhamos companhia. Eram eles, uma dupla da tribo maasai, nômades que costumam circular pelo Quênia e Tanzânia, em seus mantos vermelhos. Eles simplesmente passam a te se seguir e acompanhar sua caminhada e, se você dá corda, começam a conversar, falam um pouco de sua cultura e não deixam dúvida de sua enorme simpatia e marcante personalidade. Estes são Daniel e Michael, que após um jogo de vôlei na praia, nos acompanharam de volta ao hotel, cheios de estilo e alegria.

Tudo isso me fez pensar. Em meio a uma condição de vida precária em todos os sentidos, o povo de Zanzibar, que tem tantos motivos para reclamar e se lamentar, é guerreiro e batalhador. Mais agradece do que pede e está sempre distribuindo gentilezas e sorrisos, acompanhados do mantra “hakuna matata”, e seguindo em frente.

Zanzibar é um lugar que mexe com a gente e ponto. É inevitável.

Eu voltei de lá com um sentimento de que essa viagem foi um divisor de águas na minha vida. Algo aqui dentro mudou. Poucos dias na ilha foram suficientes para gerar um misto de inquietação, questionamento e reflexão, que me trouxe bastante aprendizado. Uma mudança de perspectiva. Uma mudança para o bem. Uma grande lição.

Acho que a canção do filme O Rei Leão resume bem o significado por trás dessa experiência e incrível viagem: “isso é viver, é aprender, hakuna matata”.IMG_2917

 

 

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Aruba, the happy island

Aruba é um destino muito procurado por turistas, não apenas por conta do seu exuberante mar azul, mas também, por oferecer programas para todos os gostos e idades.

Ficamos hospedados com a família no Riu Palace, localizado em Palm Beach, a praia mais badalada da região.

Bem em frente ao hotel, diversas opções de esportes aquáticos, passeios de barco e jet ski ficam à disposição dos mais animados e aventureiros, por uma pequena quantia de dólares, que vale a diversão.

Também é possível escolher entre sombra e água fresca, para acompanhar uma boa leitura, ou Coronas e frutos do mar no bar do píer, o disputado Bugaloe Beach Bar. Ambiente descontraído, garçonetes-cantoras e muita animação tomam conta do lugar, que tem uma das melhores vistas de Aruba.

Um amigo nos recomendou um restaurante chamado Barefoot que, segundo ele, era imperdível para assistir ao pôr do sol.

Em um fim de tarde, estávamos no centrinho de Oranjestad, a capital, quando resolvemos conhecer o restaurante. Fomos caminhando pela avenida da praia. Andamos, andamos e nada. Perguntamos para as pessoas na rua e falaram que estávamos perto. Estão vendo aquele farol? Fica logo ali. Andamos mais um pouco e perguntamos de novo. Estão vendo aquele barco? É lá atrás…Depois de andarmos uns 3 km e pensarmos seriamente em desistir, finalmente o encontramos.

Já estávamos soltando fogos (e famintos), quando a hostess perguntou: vocês têm reserva? Putz, vou ter que fazer um teatro – pensei. Mas nem precisei me esforçar. Quando falei que éramos do Brasil e queríamos muito conhecer o restaurante, ela pediu para aguardarmos, que iria ver o que era possível fazer.

Acho que ainda temos algum prestígio, pelo menos por aquelas bandas, pois a simpática hostess conseguiu uma mesa para a gente do lado de fora, pé na areia, com vista para o mar e o incrível pôr do sol. Mais perfeito impossível!

O garçom que nos atendeu foi muito cortês, agradável e atencioso. A comida extremamente bem preparada e saborosa (recomendo o spicy shrimp). Pedimos drinks coloridos, enfeitados com guarda-chuvas e um belo e refrescante pinot grigio para acompanhar a comilança. A noite foi maravilhosa e, com certeza, fez valer a longa caminhada. Se você planeja uma viagem para lá, não deixe de conhecer o Barefoot!

Aruba também foi eleita o cenário perfeito para celebrar a união de muitos casais. Enquanto estávamos lá, houve pelo menos três casamentos. Um deles, eu e meu cunhado presenciamos. Em meio aos turistas, que tomavam sol num calor de mais de 30 graus, a noiva caminhava pela areia, de sapatilha e um volumoso vestido, ao encontro de seu futuro marido que a aguardava sob um arco florido, cujo fundo era preenchido pelo límpido azul do mar. A plateia, em traje de banho, aplaudiu, curtiu e fotografou o evento do desconhecido casal, como se fizesse parte da família.

Aruba é assim, contagiante.  O clima lá é de festa e alegria em todo canto, regado a música caribenha e incontáveis mojitos.

Não é à toa que a ilha do Caribe é chamada de “The Happy Island”.

 

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Nannai – sossego e conforto

Há muito tempo namorávamos o Nannai Resort & Spa, localizado na praia de Muro Alto, Pernambuco. Conseguimos nos planejar e, no ano passado, ficamos quatro dias lá.

Assim que chegamos, fomos recepcionados com espumante, água de coco e muita simpatia pela equipe do hotel. A decoração rústica e praiana, acompanhada de pequenos detalhes e artesanatos locais, dão um toque aconchegante e especial ao lugar.

Dentre as opções de acomodação, uma mais incrível que a outra, optamos pelo Bangalô Super Luxo. Projetado para nos fazer pensar que estamos no Taiti, o confortável e charmoso bangalô fica sobre as águas de uma piscina privativa, rodeado por coqueiros e muito verde. É tão lindo, que nem dá vontade de sair de lá.

Resolvemos curtir a piscina da área comum nas espreguiçadeiras com vista para o mar e nos deliciamos com camarões, lulas e caipirinhas, feitas com frutas típicas da região. Ao redor dessa área, há muitas namoradeiras, redes e gazebos, perfeitos para relaxar, ler um livro e namorar.

Ao longo do dia, os garçons passam oferecendo finger foods para os hóspedes, mimos que costumam agradar muito, uma vez que o sistema lá é de meia pensão (café da manhã e jantar). No fim da tarde, o hotel também oferece um pequeno banquete com diversas variedades de bolos, tortas, pães, tapiocas, sucos e chás. Sensacionais!

Outro diferencial é o Spa da L´Occitane que, além de oferecer serviços de massagem e tratamentos corporais com produtos da marca, ainda possui um ambiente de relaxamento com piscina aquecida, hidromassagem e sauna.

Sem dúvida, a estrutura e localização privilegiadas do Nannai nos trazem muito sossego e tranquilidade. Se você busca se desligar um pouco do mundo, lá é uma ótima pedida.

Na última noite da viagem, eu e o Mau estávamos conversando e tomando um vinho branco à beira da piscina, quando nos demos conta de que nunca havíamos visto um nascer do sol juntos. Decidimos resolver essa questão (gravíssima) e ajustamos nosso despertador para as 5h da manhã seguinte.

Escolhemos um cantinho especial e, por volta das 5:20 da manhã, lá estávamos, só eu e o meu amor, num cenário paradisíaco, assistindo aquele momento mágico, um espetáculo de cores, quando o sol raiou, nos desejando um bom dia e nos trazendo a sensação de muita paz e alegria.

E, foi assim, que encerramos nossa viagem.

 

 

 

 

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Um segredo bem guardado

O segredo mais bem guardado da ilha – dizia a indicação do guia de viagem.

Ficamos intrigados com a descrição e boas referências do restaurante e já o incluímos na lista de “must go” da Grécia, quando começamos a planejar nossa viagem.

Localizado ao norte de Mykonos, na praia de Agios Sostis, Kiki´s Tavern é um restaurante que poderia passar facilmente despercebido, se não fosse pela fila de pessoas do lado de fora, esperando por uma mesa.

Já faz alguns anos que fomos para lá, mas, na época, lembro que não encontramos o endereço na internet e não havia nenhuma sinalização ou placa indicando sua localização. Apenas colocamos o nome da praia no GPS e seguimos para lá.

Rodamos pelas redondezas, parando em cada ruazinha e perguntando aos moradores e turistas se conheciam o restaurante. Não sei se realmente ele devia ser mantido em segredo, mas o engraçado é que a maioria das pessoas dizia que não o conhecia, ou respondia alguma coisa em grego, o que, definitivamente, não ajudava muito.

De repente, avistamos um cantinho cheio de gente na frente. Só poderia ser ali. Estacionamos o carro um pouco adiante, pois não havia vagas. Chegando lá, perguntamos para uma pessoa na fila se ali era o famoso Kiki´s e a resposta afirmativa, acompanhada de um sorriso no rosto, confirmou o que tanto esperávamos. Finalmente havíamos chegado!

Enquanto esperávamos pela nossa mesa, pedimos um vinho branco da casa, geladinho e refrescante, perfeito para amansar o calor do verão.

O restaurante de estilo rústico e casual, tem poucas mesas, que ficam sob um telhado de madeira vazado e entrelaçado por plantas trepadeiras e, ainda, conta com uma vista estonteante da pequena praia de Agios Sostis.

Especializado em comida grega e frutos do mar, no Kiki´s os pratos são preparados na brasa e servidos com a simpatia e a alegria que só os gregos têm. Seguimos a recomendação do guia à risca e pedimos lula grelhada e peito de frango recheado com queijo feta e tomate seco. Simplesmente imperdíveis.

Depois de almoçar com esta vista privilegiada, o melhor a fazer é descer a trilha que dá acesso à praia, dar um mergulho no mar, estender sua canga e relaxar.

Obs.: peço desculpas à tradição local, mas me senti na obrigação de compartilhar esse segredo com você!

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Zanzibar: de filtro, só o solar!

A chegada em Zanzibar é, no mínimo, impactante. Em todos os sentidos.

Da janela do avião, é impossível não se impressionar com o azul intenso do Oceano Índico. Sem dúvida, um dos mais lindos que já vi.

Saindo do avião, temperatura por volta de 40 graus e um sol de rachar. Ainda bem que levamos filtro solar!

O aeroporto tem pouca estrutura. As malas são empilhadas no chão mesmo, uma em cima das outras. O ar condicionado capenga não dá conta e a desorganização reina. Finalmente, pegamos nossas malas e passamos pela alfândega. Não víamos a hora de chegar no hotel.

Eu e meu marido, Mauricio, não havíamos contratado transfer do aeroporto para o hotel, já que o plano era alugar um carro e dar a volta na ilha, de ponta a ponta. Para nossa surpresa, não existia nenhuma empresa de locação de veículos, mas um bando de locais falando meio swahili-meio inglês, tentando “oferecer” serviço de motorista particular ou nos empurrar um carro velho. Não havia taxis.

Depois de alguns minutos aflitivos, sem conseguir falar com o hotel, arriscamos e “contratamos” um motorista, que dirigiu como um louco por uma estrada esburacada e nos cobrou 100 dólares pela aventura. Foi assim que descobrimos que lá não existe uma avenida à beira mar, nem sinalização.

Fizemos o check in no hotel e logo nos deparamos com um presente maravilhoso da natureza, que nos fez esquecer todo o perrengue que passamos e simplesmente agradecer por estarmos ali.

Era o incrível pôr-do-sol da praia de Nungwi, sem filtros, aguardando nossa chegada para ser contemplado.