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Terraviña, um hotel especial no Valle Colchagua

O Valle Colchagua fica a aproximadamente 150 km de Santiago e é lá que você encontra alguns dos maiores e melhores produtores de vinhos chilenos.

Quando começamos a planejar nossa viagem, minha ideia era ficar hospedada num hotel dentro de uma vinícola. Acontece que esse pequeno luxo custa muito caro e, para falar a verdade, não sei se compensa.

Mesmo assim, já me imaginava acordando bem cedo num dia ensolarado, colocando um macacão jeans, um chapéu e uma botina para participar da colheita manual nos vinhedos. Depois, ajudando os produtores a separar as uvas e entrando naqueles barris gigantes para pisoteá-las. Coisa de filme, sabe? Eu ia AMAR.

Voltando a realidade, continuei pesquisando opções mais viáveis de hospedagem, até que encontrei o adorável Terraviña, que fica na cidade de Santa Cruz. O hotel me conquistou logo de cara pois, além de ter ótima pontuação no TripAdvisor e no Booking, ele ficava num vinhedo. Era exatamente o que buscávamos e ainda cabia no bolso.

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O hotel tem uma excelente localização. Fica próximo a bons restaurantes e às mais conceituadas vinícolas da região, como a Viu Manent, Laura Hartwig, La Postolle e a Montes (minha preferida), que em breve ganharão posts exclusivos aqui no blog.

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Os olhos estavam fechados, mas o sorriso sempre aberto!

Quando chegamos lá, fomos super bem recebidos pelo simpático Nicolas. Pensa numa pessoa que simplesmente ama o que faz, que é apaixonado pelo seu trabalho. Ele conhece muito bem a região, dá ótimas dicas, verdadeiras aulas sobre a história dos vinhos e, de quebra, ainda está estudando português para se comunicar melhor com os hóspedes brasileiros. Sem dúvida, esse é o cara. O diferencial do hotel. Uma pessoa que transborda cordialidade e simpatia, que emana uma energia contagiante. Gratidão por conhecer pessoas assim!

 

Os quartos são amplos, arejados e recebem uma deliciosa iluminação natural. A decoração é rústica, com móveis restaurados e cheios de charme. Você consegue ver o nascer do sol pela janela e o pôr do sol pela varanda. Sensacional!

img_7366Ao fundo uma piscina, local perfeito para se deliciar com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho. Ah, para nossa alegria, o hotel dispõe daquelas máquinas de vinho que você pode tomar vários rótulos em taças, sabe? Assim, você pode provar todos os vinhos que quiser, sem ter que comprar a garrafa. Muito top, né?

img_7305O lugar não tem nenhum luxo, mas é muito especial. Traz um ar bem bucólico, onde a natureza se faz presente o tempo todo. No gramado, você se depara com delicados pés de limão siciliano, muitas plantas e flores. Para encher meu coração de alegria e fechar com chave de ouro, o hotel ainda tinha uma gatinha de estimação, chamada Sofia, que era um doce e muito carinhosa.

O conjunto de todas essas pequenas coisas fez com que nossa estadia no Terraviña fosse muito, mas muito especial.

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Kapama, “o” hotel no meio do selva

 

Quando contei nossa aventura no safári, falei que o hotel que nos hospedamos era tão incrível, que merecia (e teria) um post exclusivo aqui no blog. Hoje vou cumprir minha promessa.

O Kapama Private Game Reserve, fica entre as entre as montanhas de Drakensberg e o Kruger Park e possui 4 categorias de lodges , cada uma oferece algo diferente e especial, de acordo com o gosto, bolso e preferência dos visitantes. Nós escolhemos o Kapama Karula.

IMG_0153Chegando lá, fomos recepcionados com welcome drinks e fizemos nosso check in. Nossa aventura já teve início no caminho até o quarto, quando nos deparamos com macacos, impalas e waterbucks, um dos bichos mais lindos que já vimos. A princípio, ficamos com receio de continuar a caminhada, mas o ranger que nos levou até a porta garantiu que eles eram inofensivos.

FullSizeRenderOs quartos, que não podem ser chamados de quartos, pois têm o tamanho de um apartamento, ficam distantes uns dos outros, o que nos dá total privacidade. Já ficamos impressionados quando vimos as fotos pelo site, mas ao vivo, mal acreditamos que tudo aquilo seria nosso, pelo menos pelos próximos 4 dias.

Uma porta suntuosa de madeira maciça dá a ideia do que iremos encontrar lá dentro. São 140m2, basicamente sem paredes e com muito vidro, que dá ainda mais amplitude e iluminação natural aos ambientes do lodge. Na entrada, uma sala aconchegante com máquina Nespresso e biscoitinhos deliciosos estão à nossa disposição. Não tem TV e só nos demos conta disso no último dia. A verdade é que não faz a menor falta, porque a excitação de estar no meio da selva é tão grande, que você dorme e acorda pensando em como vai ser o próximo dia, não consegue pensar em outra coisa.

A decoração é clean e elegante e conta com banheira e uma piscina privativa de borda infinita, com uma vista espetacular da selva. Se você der sorte, conseguirá ver animais passeando ao fundo dessa bela paisagem. Uma cerca elétrica contorna as instalações do hotel e passa bem abaixo da piscina. Algumas vezes me peguei pensando – certeza que, se um leopardo quiser, ele salta essa cerquinha em poucos segundos – mas, tudo bem, a vida na selva tem que ter emoção mesmo!

O chalé é limpo duas vezes ao dia, eles não economizam nas toalhas, que estão por toda parte, sempre macias e cheirosas. Você também vai encontrar torrones de macadâmia sobre o seu travesseiro diariamente, bem como frutas e flores frescas.

IMG_2478Quando entrei no banheiro, pensei – não vai rolar. Se você se sentir à vontade, pode abrir as portas de vidro e respirar a brisa. No meu caso, dei graças a Deus que havia cortinas para me poupar desse episódio. Já chega todas as vezes que tive que fazer xixi atrás do jipe ou da moita (literalmente) nos safaris diurnos e noturnos. Sim, essa sou eu!

IMG_2480Os chuveiros são aventuras à parte. Há um chuveiro externo, que dá para tomar banho em dias quentes, tranquilamente, mas com um os olhos bem abertos. O mais legal é tomar banho no chuveiro interno, todo de vidro (e sem cortina) com uma vista de tirar o fôlego. Já à noite dá um certo medo, pois não enxergamos nada do lado de fora. Dá a sensação de que tem alguém ali nos observando, provavelmente os macaquinhos, que perambulam pelo telhado do quarto, enquanto tentamos dormir.

Toda a estrutura do hotel é bem rústica, muitas árvores, madeira e tons de cáqui e verde deixam os ambientes com um clima bem típico de floresta. Ao mesmo tempo, toques discretos, quadros e esculturas dão um ar de requinte e elegância, na medida certa.

Durante nossa estadia, fomos atendidos pelo mesmo garçom, o Cliff, que sempre nos recebeu com muita cordialidade e simpatia. A comida do hotel é deliciosa e há vinhos com preços bem acessíveis. Não hesite em pedir indicação ao garçom e não deixe de provar um pinotage com a carne de impala, que tem um sabor marcante e uma leveza incrível. Ah, uma dica muito importante para as meninas: quando o jantar for servido ao lado da piscina principal, protejam-se das pererecas, elas se parecem com folhas e estão por toda parte. Medo!

IMG_2548Quando você faz a reserva, eles perguntam se a viagem é para comemorar alguma data especial. Sim, é muito especial – falei. É nosso aniversário de casamento e queremos comemorar em grande estilo. Então, no dia 10 de setembro, voltando para o quarto após o jantar, fomos surpreendidos com uma garrafa de espumante, acompanhada de um bilhete carinhoso e um elefante feito com a toalha de banho. Quem não adora esses mimos? No Kapama é assim, um mimo atrás do outro. E é assim que tem que ser.

Uma viagem dessas não é barata, mas vale cada centavo do investimento, quando você pensa na experiência única que está vivendo ali. Estar em contato com a natureza, fazendo safaris, no habitat de leões, leopardos, elefantes, búfalos, rinocerontes, girafas e todos os outros animais, sentindo um misto de medo e ansiedade, seu espírito aventureiro a flor da pele, não tem preço.

Se tiver a oportunidade de ir, agarre com força. Você não vai se arrepender!

 

 

 

 

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Um pouco de Toscana nunca é demais

Minha recomendação mais importante para uma viagem pela Toscana é que você se perca, propositalmente. Não se apegue tanto ao GPS, pois a região tem tanto a oferecer, que seria um desperdício selecionar o que visitar ou não. Deixe-se levar e não se arrependerá.

Chegamos a Firenze ainda sem hotel definido, mas com algumas ideias em mente. Fomos parando de hotel em hotel, até encontrarmos um que nos encantasse e, claro, que tivesse um quarto disponível. Foi assim, que encontramos o Villa Belvedere Hotel.

Ele era simples, mas atendia aos quatro pontos que mais levo em consideração ao escolher um hotel: limpeza, conforto, charme e um belo café da manhã. De lambuja, ainda vi um gatinho andando no estacionamento (para quem não me conhece, sou gateira), era o sinal que faltava para que nos hospedássemos ali.

3O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.

Sempre pedimos dicas de passeio ao concierge do hotel e, dessa vez, nos recomendaram uma esticada até uma comuna italiana chamada Fiesole, que fica a aproximadamente 10 km de Firenze. Fomos conferir.

2O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.

No final do dia, resolvemos jantar num restaurante, do qual infelizmente não me lembro o nome, pois era incrível. Lembro que pedimos uma entrada divina, que mais parecia um prato principal. Havia porções do puríssimo e saboroso parmigiano reggiano, tomate seco, azeitona (pulei essa parte), caponata de berinjela e abobrinha, salames e cogumelos variados. Para acompanhar, pedimos um Chianti clássico, com a certeza de que seria o casamento perfeito. Nossa, só de falar, já me deu água na boca!

Agora só me resta preparar algo para jantar que me lembre essa experiência, já que o vinho estou tomando desde que comecei a contar essa história…

Até a próxima ;o)

 

 

 

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Annecy, charmosa até em dia de feira

Na manhã de 15 de junho do ano passado, saímos de Dijon a caminho de Annecy, uma cidadezinha da região dos Alpes franceses. Escolhemos estar a muitos quilômetros de distância da Copa do Mundo no Brasil. E fizemos a escolha certa.

A pequena Annecy já encantava pelas fotos, parecia uma cidade de conto de fadas, de tão perfeita. Eu sabia que ela nos encantaria ainda mais ao vivo, mas não imaginava que pudesse ser tão charmosa e apaixonante.

IMG_2048A começar pelo Splendid Hotel, que, em minha opinião, merece muito mais do que as 3 estrelas que tem. Muito bem localizado e com uma maravilhosa vista para o lago Annecy, ele nos surpreendeu positivamente em vários momentos.

Na recepção, fomos acolhidos com muita simpatia e, quando souberam que éramos brasileiros, ficaram animadíssimos, afinal, o Brasil estava em alta na época. Ao chegar no quarto, bastante espaçoso e confortável, encontramos um cartão de boas-vindas assinado pelo gerente do hotel e acompanhado por uma porção de deliciosos macarons. Quem não adora esses mimos? No café da manhã, croissants quentinhos com chocolate adoçavam ainda mais nossos dias e nos davam energia para perambular pela cidade.

Tivemos a sorte de chegar num dia de feira. A cidade fica lotada de turistas que, provavelmente, assim como eu, enlouquecem ao se deparar com tantas cores, cheiros e sabores. Vamos começar pelos tomates no canto esquerdo da foto abaixo. Meu Deus, que coisa mais linda é essa? Parece uma abóbora, só que vermelha e pequena. Não provei, mas imaginei que devia ser muito suculento e ter um sabor bem adocicado. Um pouco a frente, queijos e mais queijos, infinitos tipos e formatos de queijos. Aquele cheiro incrível de roquefort, brie e chèvre no ar. Definitivamente, eu moraria numa cidade de queijos – pensei. Mais adiante, torrones (também conhecidos como nougat) de figo, café, pistache, nutella, gengibre, caramelo e muitas outras opções, que comprei em fatias e trouxe comigo na mala. Flores, pasta de caviar, azeitonas, frutas, pães e artesanatos completavam as barraquinhas que tornavam Annecy ainda mais charmosa.

Você pode caminhar pelas ruelas ou alugar uma bicicleta. Nós passeamos o dia inteiro a pé. O importante é explorar cada canto, já que há tanta beleza e boas surpresas por lá.

No fim de tarde, sentamos num dos barzinhos à beira do lago, pedimos um croque monsieur, uma cervejinha gelada e aproveitamos a vista romântica.

Esse foi um dia simples, mas muito feliz. Que venham outros!

Em breve, outras paisagens, experiências e dicas desse pedacinho do paraíso.

Beijos,

 

 

 

 

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O vilarejo de St. Rémy

Quando cheguei à pequena Saint-Rémy-de-Provence, avistei a charmosa Joël Durand Chocolatier.

Ao entrar na loja, o cheiro de chocolate tomou conta do ar. Aromas de laranja, mel, lavanda, pimenta, canela e outras especiarias instigavam os sentidos. Joël, que cuida pessoalmente da “chocolateria”, desenvolveu um alfabeto de sabores, onde cada bombom leva uma letra e cada sabor possui uma história. Todos os que experimentei eram D-E-L-I-C-I-O-S-O-S. Recomendo muito!

Logo me lembrei do antigo e adorável filme “Chocolat”, estrelado por Juliette Binoche (Vianne) e outros grandes atores. Ele conta a história de mãe e filha, nômades e ateias, que chegam a um vilarejo tranquilo na França e resolvem abrir uma loja de chocolates em plena Quaresma.

Por se tratar de um período de abstinência, os religiosos mais conservadores do tranquilo vilarejo ficam horrorizados, pois consideram um momento inoportuno para abrir o comércio e, de forma preconceituosa, evitam qualquer contato com as novas moradoras com intuito de boicotar o negócio.

Por herança de seus ancestrais, Vianne acreditava que o cacau, além de possuir propriedades medicinais de cura, tinha o poder de libertar desejos e revelar o destino das pessoas. Por isso, preparava tudo com tanta paixão e dedicação.

O aroma do chocolate, que invadia as ruas da vizinhança, com o tempo foi despertando a curiosidade e encantando a todos, que acabaram se entregando a este prazer e experimentando uma nova forma de ver o mundo.

Acredito que o filme tenha tudo a ver com a Páscoa, não somente por conta do chocolate, mas, principalmente, pela mensagem que ele traz. No final das contas, toda a comunidade foi capaz de refletir, aprender a não julgar os outros, aceitar as diferenças, perdoar e renascer, completando a passagem e o aprendizado necessários para evoluir e seguir em frente.

Ao contrário do fictício vilarejo onde se passa o filme, St. Rémy é cheia de vida e cor. Seus habitantes são gentis e hospitaleiros. Em suas ruelas, muitos restaurantes, galerias de arte, lojas de artesanato e decoração nos convidam a esquecer o relógio e desfrutar o momento, como se não houvesse amanhã.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa, repleta de alegria e chocolate!

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Vinho com chocolate. Pode isso?

Não só pode como deve.

Talvez algumas pessoas que tenham enxaqueca (eu sou uma delas) possam discordar, por considerar essa combinação fatal para desencadear uma crise. Talvez, vocês possam mudar de ideia e se divertir um bocado com isso!

Minha sugestão é que você procure viver essa experiência sensorial pelo menos uma vez na vida. São aromas, sensações e sabores que se misturam e se completam.

Fomos pegos de surpresa quando a guia que contratamos em Cape Town, África do Sul, nos sugeriu uma degustação de vinhos e chocolates. Normalmente, fazemos harmonização com queijos, certo? Mas quem disse que essa outra combinação não é interessante?

Resolvemos experimentar e seguimos para Lanzerac Wine State, que fica a alguns minutos de carro da charmosa cidade de Stellenbosch, localizada a aproximadamente 50 km de Cape Town.

Visitamos outros lugares mais rústicos anteriormente (e igualmente intrigantes), mas o Lanzerac tem um apelo mais comercial que encanta, não somente pela estrutura, charme e elegância de suas instalações e staff, mas também pela qualidade de seus vinhos.

Dentre as opções, escolhemos a chamada “Premium Tasting”, que é a degustação de 5 vinhos da linha que leva o mesmo nome, com as seguintes uvas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Merlot, Pinotage e Cabernet Sauvignon. Primeiramente, degustamos somente os vinhos.

O primeiro deles, o Sauvignon Blanc, com aroma bem tropical e sabor de abacaxi, era um vinho bem equilibrado. O segundo, um Chardonnay, repousado em barril de carvalho, tinha aroma predominantemente cítrico, mas com notas de baunilha. O terceiro foi o Merlot, e sentimos um aroma de chocolate. O melhor de todos, na minha opinião foi o Pinotage, um vinho de personalidade, que nasceu da combinação de duas uvas na África do Sul. Com aroma de ameixa e frutas pretas, ele é mais encorpado e marcante. Por último, degustamos o Cabernet Sauvignon, com um final de boca mais longo e aroma de amêndoas.

É claro que durante a degustação, demos os nossos palpites, nem sempre certeiros, mas um sommelier nos explicou as características principais presentes em cada um dos vinhos provados.

Depois, nos deixou à vontade para repetirmos a degustação, só que dessa vez, com os chocolates. Os vinhos brancos foram acompanhados de chocolate branco, com sabor de frutas e lima limão. O Merlot foi combinado com um chocolate amargo. O Pinotage, com um bombom de chocolate amargo e cereja (sim, o paraíso existe) e, por sua vez, o chocolate ao leite fez companhia ao Cabernet Sauvignon.

Aqueles vinhos que ficamos na dúvida, quando degustados sozinhos, ficaram com sabores evidentes com os chocolates, pedindo aplausos. Foi incrível sentir como o sabor dos vinhos se alterava e se intensificava com a presença do chocolate. Uma verdadeira explosão de sabores!

E você, está esperando o que para experimentar?

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A culinária digna dos Deuses

Não foi difícil escolher o destino da nossa lua de mel.

A Grécia sempre foi uma certeza para nós. Difícil foi não se apaixonar pelas experiências gastronômicas que tivemos por lá. Algumas delas vou contar para vocês hoje.

Na primeira noite em Atenas, por indicação de um amigo, fomos jantar no Dionysos. Fique atento à localização, pois estabelecimentos com este nome são bem comuns em diversas cidades gregas. Estou falando do Dionysos Zonar´s.

O restaurante, além de servir pratos extremamente bem preparados, tipicamente mediterrâneos, tem atendimento impecável e uma vista privilegiada da Acrópole, que fica ainda mais bela e suntuosa, iluminada à noite.

De entrada, nossa escolha foi queijo de cabra e ervas aromáticas, com seu sabor forte e marcante. Os pratos principais foram moussaka (lasanha de berinjela) e risoto de cogumelos, ambos divinos.  Para acompanhar, pedimos um vinho tinto produzido com a uva grega Agiorgitiko. Vale à pena!

Na manhã seguinte, conhecemos um casal de brasileiros, hospedados no mesmo hotel e também em lua de mel. Foi empatia instantânea e já combinamos de fazer todos os passeios juntos. A sintonia foi tanta que tentamos até conciliar o próximo destinos da viagem, já que iríamos para Santorini primeiro, e eles para Mykonos, mas acabamos não conseguindo.

Visitamos as principais atrações da capital do berço da civilização, democracia e filosofia, depois paramos em uma pracinha para almoçar.

Tudo no cardápio parecia delicioso e a nossa pedida foi a famosa salada grega com  queijo feta (bem clichê mesmo) e um saganaki – queijo frito, com páprica, limão siciliano e tomates frescos. Só de olhar para essa foto consigo me lembrar do sabor de cada tempero e fico com água na boca.

Meu sacrilégio foi demorar tempo demais para descobrir o tzatziki, um molho à base de iogurte, pepino, alho e dill. Para ser sincera, eu nunca fui muito fã de iogurte, por isso demorei a experimentar, mas depois que provei, ele se tornou meu companheiro inseparável, pois combina com tudo e é muito refrescante.

A culinária grega vai além da necessidade fisiológica de se alimentar. O que a torna especial é saboreá-la em meio à beleza, à história, à tradição. Alimentos extremamente frescos, suculentos e saborosos, que têm o poder de nos deixar com gostinho de quero mais.