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Santorini e seu majestoso pôr do sol

O momento mais esperado por todos os turistas que visitam a cidade de Oia (pronuncia-se “ía”), na belíssima ilha grega de Santorini, é o pôr do sol. Isso é um fato e posso garantir que a fama não veio à toa.

DSC00076Sou apaixonada pelo sol. Sol é vida, é calor, é alegria. Deve ser impossível não sorrir ao apreciar um nascer ou um pôr do sol. Pelo menos para mim é. O sol é capaz de aquecer, contagiar e derreter até mesmo o coração mais frio. Por tudo isso, eu já imaginava que veria uma linda paisagem e ficaria encantada, mas me surpreendi muito com o que vi.

A vila de Oia por si só já é linda, provavelmente até em dias nublados. As casinhas e restaurantes na encosta do morro, a maioria delas pintada de branco com telhado azul, são lindas de viver. Parece que você está numa pintura, que aquele charme todo não é real. Há flores por toda parte e para onde quer que você olhe, a vista é incrivelmente encantadora. Até uma cena simples do dia a dia, fica mais bonita em Santorini.

P1040337Então, depois de passear pelas ruelas da vila, você começa a se preparar para o espetáculo. Cada um dá uma sugestão do melhor ponto e ângulo para assistir e fotografar o show. Quando você para e percebe o movimento ao seu redor, vê que andou para lá e para cá e que todos os hot spots já estão tomados por multidões, afinal todo mundo recebeu as mesmas dicas que você!

A minha dica é: chegue bem antes do horário previsto para garantir um bom lugar ao sol, literalmente. Leve um chapéu, seus óculos escuros, câmera e um drink a tira colo. Desconecte-se do resto do mundo e contemple, pelo tempo que for necessário, esse momento lindo que a natureza nos dá de presente todos os dias.

Nós encontramos o nosso canto e fizemos dele o lugar mais especial. Sentamos ali, só nós dois, curtindo a nossa lua de mel, tomando um vinho branco, numa das paisagens mais estonteantes que já vi na minha vida. E valeu à pena esperar por ele, que em poucos minutos se despediu de nós, em toda a sua majestade.

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Mais aromas e sabores de Provence

Está planejando passar uns dias em Provence? Então, provavelmente você vai notar o mesmo que eu ao pesquisar onde ficar: todos os hotéis são lindos e a escolha não vai ser fácil.

Acho que já falei aqui no blog que prefiro pequenos vilarejos a grandes metrópoles e acho que você irá entender o porquê quando vir as próximas fotos. Tudo é mais calmo, mais charmoso, mais sereno. Parece que o tempo nesses lugares passa mais devagar…

Le Mas des Herbes Blanches fica em Joucas, no vale do Luberon, a poucos quilômetros de Gordes. Além de ser cinco estrelas, o hotel é membro do Relais & Chateaux, referência de excelência quando o assunto é hospedagem e gastronomia.

Quando fomos para lá, estávamos na reta final da viagem e nossos euros estavam no mesmo ritmo. Acabamos nos hospedando apenas por uma noite lá, o suficiente para nos deixar com gostinho de quero mais e a certeza de que um dia voltaremos.

IMG_7451O hotel é um grande casarão feito todinho de pedras, os jardins são impecavelmente bem cuidados, há ciprestes e flores por toda parte. O staff é super solícito e cortês. Nosso quarto era o típico cantinho provençal, charmoso, delicado e bem decorado. Definitivamente, o lugar foi projetado para nos fazer sentir em casa, em pleno aconchego.

As amenities são todas da L´Occitane, fabricadas numa cidadezinha lá perto, chamada Manosque. Para completar, tínhamos uma vista maravilhosa da janela do nosso banheiro. Parece o cenário de um filme, de tão lindo, vocês não acham? Sabe que às vezes, quando estou tomando o banho, passo o shampoo de óleos essenciais da marca (o mesmo que usei lá) então, fecho os olhos por alguns segundos, sentindo aquele aroma delicioso e me imagino de volta à Provence. Dá uma saudade…

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Não é de tirar o fôlego?

 

IMG_7435E o café da manhã? O que são aqueles croissants quentinhos que derretem na boca? Está aí uma coisa que não podemos negar, esses franceses realmente sabem preparar um croissant. E a quantidade de opções de geleias? A maioria é feita na própria fazenda, por isso elas são tão fresquinhas e têm aroma e sabor bem marcantes das frutas. Os queijos também são preparados localmente. Me acabei no queijo de cabra, um dos meus preferidos. Agora, tomar um café da manhã incrível com uma vista dessas não tem preço. E quando eu imaginava que tudo não podia ficar ainda mais perfeito, eis que aparece um gatinho para nos fazer companhia, aproveitando o sol e as guloseimas que ganhou da gente. Eles não são bobos, né? ❤

Infelizmente ficamos apenas uma noite nesse hotel e, como passamos o dia em Gordes, acabamos comendo por lá. Uma pena, porque os pratos do restaurante gourmet pareciam verdadeiras obras de arte, tão lindos que deviam dar até dó de comer. Tem uma sobremesa de chocolate com folhinhas de ouro em cima. De comer com a boca, com os olhos e tudo mais que tiver direito. Juro!

Descobrimos o significado de ser um membro do Relais & Chateaux tarde demais e ficamos na vontade. Se você tiver a chance de se hospedar num dos hotéis desse grupo tão seleto, não deixe de aproveitar as experiências gastronômicas e sensoriais que eles são capazes de proporcionar. Quem sabe da próxima vez, teremos a chance de experimentar o que eles chamam de a “alta costura” da gastronomia….

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Kapama, “o” hotel no meio do selva

 

Quando contei nossa aventura no safári, falei que o hotel que nos hospedamos era tão incrível, que merecia (e teria) um post exclusivo aqui no blog. Hoje vou cumprir minha promessa.

O Kapama Private Game Reserve, fica entre as entre as montanhas de Drakensberg e o Kruger Park e possui 4 categorias de lodges , cada uma oferece algo diferente e especial, de acordo com o gosto, bolso e preferência dos visitantes. Nós escolhemos o Kapama Karula.

IMG_0153Chegando lá, fomos recepcionados com welcome drinks e fizemos nosso check in. Nossa aventura já teve início no caminho até o quarto, quando nos deparamos com macacos, impalas e waterbucks, um dos bichos mais lindos que já vimos. A princípio, ficamos com receio de continuar a caminhada, mas o ranger que nos levou até a porta garantiu que eles eram inofensivos.

FullSizeRenderOs quartos, que não podem ser chamados de quartos, pois têm o tamanho de um apartamento, ficam distantes uns dos outros, o que nos dá total privacidade. Já ficamos impressionados quando vimos as fotos pelo site, mas ao vivo, mal acreditamos que tudo aquilo seria nosso, pelo menos pelos próximos 4 dias.

Uma porta suntuosa de madeira maciça dá a ideia do que iremos encontrar lá dentro. São 140m2, basicamente sem paredes e com muito vidro, que dá ainda mais amplitude e iluminação natural aos ambientes do lodge. Na entrada, uma sala aconchegante com máquina Nespresso e biscoitinhos deliciosos estão à nossa disposição. Não tem TV e só nos demos conta disso no último dia. A verdade é que não faz a menor falta, porque a excitação de estar no meio da selva é tão grande, que você dorme e acorda pensando em como vai ser o próximo dia, não consegue pensar em outra coisa.

A decoração é clean e elegante e conta com banheira e uma piscina privativa de borda infinita, com uma vista espetacular da selva. Se você der sorte, conseguirá ver animais passeando ao fundo dessa bela paisagem. Uma cerca elétrica contorna as instalações do hotel e passa bem abaixo da piscina. Algumas vezes me peguei pensando – certeza que, se um leopardo quiser, ele salta essa cerquinha em poucos segundos – mas, tudo bem, a vida na selva tem que ter emoção mesmo!

O chalé é limpo duas vezes ao dia, eles não economizam nas toalhas, que estão por toda parte, sempre macias e cheirosas. Você também vai encontrar torrones de macadâmia sobre o seu travesseiro diariamente, bem como frutas e flores frescas.

IMG_2478Quando entrei no banheiro, pensei – não vai rolar. Se você se sentir à vontade, pode abrir as portas de vidro e respirar a brisa. No meu caso, dei graças a Deus que havia cortinas para me poupar desse episódio. Já chega todas as vezes que tive que fazer xixi atrás do jipe ou da moita (literalmente) nos safaris diurnos e noturnos. Sim, essa sou eu!

IMG_2480Os chuveiros são aventuras à parte. Há um chuveiro externo, que dá para tomar banho em dias quentes, tranquilamente, mas com um os olhos bem abertos. O mais legal é tomar banho no chuveiro interno, todo de vidro (e sem cortina) com uma vista de tirar o fôlego. Já à noite dá um certo medo, pois não enxergamos nada do lado de fora. Dá a sensação de que tem alguém ali nos observando, provavelmente os macaquinhos, que perambulam pelo telhado do quarto, enquanto tentamos dormir.

Toda a estrutura do hotel é bem rústica, muitas árvores, madeira e tons de cáqui e verde deixam os ambientes com um clima bem típico de floresta. Ao mesmo tempo, toques discretos, quadros e esculturas dão um ar de requinte e elegância, na medida certa.

Durante nossa estadia, fomos atendidos pelo mesmo garçom, o Cliff, que sempre nos recebeu com muita cordialidade e simpatia. A comida do hotel é deliciosa e há vinhos com preços bem acessíveis. Não hesite em pedir indicação ao garçom e não deixe de provar um pinotage com a carne de impala, que tem um sabor marcante e uma leveza incrível. Ah, uma dica muito importante para as meninas: quando o jantar for servido ao lado da piscina principal, protejam-se das pererecas, elas se parecem com folhas e estão por toda parte. Medo!

IMG_2548Quando você faz a reserva, eles perguntam se a viagem é para comemorar alguma data especial. Sim, é muito especial – falei. É nosso aniversário de casamento e queremos comemorar em grande estilo. Então, no dia 10 de setembro, voltando para o quarto após o jantar, fomos surpreendidos com uma garrafa de espumante, acompanhada de um bilhete carinhoso e um elefante feito com a toalha de banho. Quem não adora esses mimos? No Kapama é assim, um mimo atrás do outro. E é assim que tem que ser.

Uma viagem dessas não é barata, mas vale cada centavo do investimento, quando você pensa na experiência única que está vivendo ali. Estar em contato com a natureza, fazendo safaris, no habitat de leões, leopardos, elefantes, búfalos, rinocerontes, girafas e todos os outros animais, sentindo um misto de medo e ansiedade, seu espírito aventureiro a flor da pele, não tem preço.

Se tiver a oportunidade de ir, agarre com força. Você não vai se arrepender!

 

 

 

 

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Route des Grands Crus

Não sou uma profunda conhecedora de vinhos, mas sem dúvida sou uma grande apreciadora e, sempre que posso, estou com uma taça à mão.

Essa paixão começou há uns dez anos, quando eu e o Mau fizemos nossa primeira viagem pela Toscana, meca dos vinhos italianos. Passear pelas vinícolas e provar o vinho produzido ali, na terra que você está pisando, é uma experiência singular e imperdível.

Se não me engano, foi mais ou menos na mesma época que estreou o filme A Good Year, que conta a história de um garoto chamado Max, que sempre passava as férias no vinhedo de seu tio, na França. Muitos anos se passaram e Max, interpretado por Russel Crowe, se tornou um investidor workaholic, aficionado por bens materiais e totalmente desconectado da família. Ele recebe uma carta com a notícia de que seu tio faleceu e deixou para ele de herança a casa em que passou sua infância. Decidido a ir para França e vender a casa, a história toma outro rumo, quando Max entra em contato com doces lembranças de seu passado, de sua história. Então, ele relembra quem realmente é e volta a dar valor aos simples momentos que, verdadeiramente, o fazem feliz.

O filme despertou em mim a vontade de conhecer a França, mas há dez anos ela era apenas mais um país na minha longa lista de desejos. Então, ao longo dos anos, fiz um curso de vinho aqui, outro ali, vim treinando meu paladar, convencendo o maridão a apreciar um bom vinho (e não só cerveja), até que resolvemos incluir a rota dos vinhos no nosso destino.

IMG_7243Passamos um dia pela Route des Grands Crus, como é chamado o percurso de cerca de 50 km de uma charmosa estradinha que passa entre vilarejos, com diversas vinícolas, onde encontramos os melhores vinhos da região de Borgonha, em especial feitos das uvas Pinot Noir e Chardonnay.

A primeira vinícola que visitamos foi a Chateau de Marsannay. Ao longo do caminho, fomos parando em muitas outras. A maioria delas, tem um espaço que conta a história do terroir, da família dos produtores e do processo de vinificação. Após um tour pelas caves frias, úmidas e um pouco claustrofóbicas, algumas oferecem degustação gratuita de seus vinhos, mas a maioria é paga, e vale muito à pena. No final, você pode comprar os vinhos de sua preferência e rechear sua mala. É simplesmente maravilhoso!

IMG_7252Descobrimos o endereço da Domaine de la Romanée Conti, considerado o vinho mais excepcional de Borgonha e aclamado pelos maiores enólogos. Não tenho paladar apurado para julgar, mas sei que é um dos vinhos mais caros do mundo e queria de qualquer jeito conhecer o lugar que produzia essa raridade e, por que não, degustar um. Paramos em frente aos portões fechados com as iniciais RC. Tocamos a campainha e soltei uma ou duas frases em francês, tentando ser simpática, mas não funcionou. Perguntamos em inglês se podíamos fazer uma visita e o (nada amigável) senhor que nos atendeu fingiu que não era com ele, dizendo que ali não era o lugar que estávamos procurando. Parecia uma coisa sigilosa, onde você só entra com senha, ou se acertar a palavra chave do dia, sabe? Meio James Bond. Enfim, fomos embora, com a certeza de que, por aqueles portões, somente convidados renomados podem adentrar.

Seguimos pela estrada, vimos paisagens belíssimas e encantadoras, degustamos vinhos fantásticos, tiramos centenas de milhares de fotos e tivemos uma certeza: um dia é pouco. Mas essa experiência não para por aqui. Continue acompanhando o blog, pois em breve contarei mais um pouco dessa história e desse lugar tão especial que é a Borgonha.

Que tal um bom vinho agora para finalizar com chave de ouro? Me acompanha?! ;o)

 

 

 

 

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Os contrastes de Zanzibar

Zanzibar é um pequeno arquipélago banhado pelo Oceano Índico. Considerado um país semiautônomo à Tanzânia, esse pedacinho do continente africano tem mais de 90% de população muçulmana, que vive em extrema pobreza. Sua economia gira, principalmente, por conta do turismo.

Para quem está à procura de praias paradisíacas, mergulho, passeios de barco, calor escaldante e muito sossego, a ilha é um prato cheio e oferece inúmeras opções de hotéis, para todos os gostos e bolsos.

A eleita para os três dias da nossa passagem pela ilha foi a praia de Nungwi, uma das mais belas de Zanzibar. Ficamos hospedados no Z Hotel, mais bonito por fora do que por dentro, mas valeu. Caso tenha interesse, minhas considerações detalhadas sobre o hotel estão no Tripadvisor ;o)

Depois de tanto acordar cedo para pegar os diversos voos que nos levaram para lá e para cá pela África, resolvemos que nossa parada em Zanzibar seria somente para R-E-L-A-X-A-R. Então, passamos boa parte do tempo tomando um sauvignon blanc geladinho na piscina de borda infinita do hotel, com vista para o oceano. O azul do Índico contrastava com os coloridos trajes das muçulmanas que, ao final do dia, lavavam suas roupas à beira mar, enquanto as crianças brincavam alegremente a sua volta. IMG_3016

IMG_2939Tenho que ser sincera. Fazer um passeio romântico (a dois) nessa praia é complicado, pois lá, nunca estamos a sós. Basta colocar os pés na areia, na linha tênue que separa o hotel da praia, que inúmeros pescadores começam a te abordar, tentando vender passeios de barco, artesanato local ou descolar algum agrado. Quando você nega, eles respondem: hakuna matata e passam a rodear outros turistas. A expressão em swahili, a língua local, significa “sem problemas”, “não se preocupe” e resume bem o espírito de seus habitantes.

IMG_2929Quando conseguimos nos desvencilhar dessa turma de capitães de areia, demos uma olhada para trás e vimos que ainda tínhamos companhia. Eram eles, uma dupla da tribo maasai, nômades que costumam circular pelo Quênia e Tanzânia, em seus mantos vermelhos. Eles simplesmente passam a te se seguir e acompanhar sua caminhada e, se você dá corda, começam a conversar, falam um pouco de sua cultura e não deixam dúvida de sua enorme simpatia e marcante personalidade. Estes são Daniel e Michael, que após um jogo de vôlei na praia, nos acompanharam de volta ao hotel, cheios de estilo e alegria.

Tudo isso me fez pensar. Em meio a uma condição de vida precária em todos os sentidos, o povo de Zanzibar, que tem tantos motivos para reclamar e se lamentar, é guerreiro e batalhador. Mais agradece do que pede e está sempre distribuindo gentilezas e sorrisos, acompanhados do mantra “hakuna matata”, e seguindo em frente.

Zanzibar é um lugar que mexe com a gente e ponto. É inevitável.

Eu voltei de lá com um sentimento de que essa viagem foi um divisor de águas na minha vida. Algo aqui dentro mudou. Poucos dias na ilha foram suficientes para gerar um misto de inquietação, questionamento e reflexão, que me trouxe bastante aprendizado. Uma mudança de perspectiva. Uma mudança para o bem. Uma grande lição.

Acho que a canção do filme O Rei Leão resume bem o significado por trás dessa experiência e incrível viagem: “isso é viver, é aprender, hakuna matata”.IMG_2917

 

 

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Cape Town vista de cima

Em dias como o de hoje, frio e chuvoso, costumo me transportar mentalmente para um lugar quente e ensolarado, do jeitinho que eu gosto. Hoje, meus pensamentos foram até a Cidade do Cabo, África do Sul, um lugar surpreendente, que deixou ótimas lembranças.

Quando planejamos nossa viagem, não havia voos diretos de São Paulo para Cape Town (CPT). A parada em Johannesburg (JNB) seria obrigatória. Voamos pela South African Airways e, no momento do check in em SP, nos disseram que teríamos que trocar de aeronave em JNB, passar pela alfândega, pegar as bagagens na esteira e fazer um novo check in para CPT. Nem preciso dizer que perdemos o voo, né?

Conseguimos resolver o perrengue e pegamos o próximo voo com destino à Cape Town. Chegamos no dia do aniversário do Mauricio, e meu maior desejo era que esse dia fosse muito especial.

O clima de Cape Town é um pouco instável. Em poucas horas, um dia ensolarado pode se transformar num céu carregado e coberto de nuvens. Por isso, a recomendação que mais recebi de amigos viajantes e compartilho aqui com vocês é: se você chegar à Cape Town num dia de céu aberto, corra para a Table Mountain.

Foi exatamente o que fizemos. Assim que nos instalamos no Dysart Boutique Hotel, (um encanto à parte), comemos um lanche rápido, pedimos um taxi e fomos direto para lá. Também é possível pegar uma carona no City Sightseeing Bus ou utilizar ônibus convencionais. O imprescindível é não deixar de ir.

IMG_9352Chegamos e compramos nossos ingressos para subir pelo cable car, um tipo de bondinho, que nos leva até o topo do complexo de montanhas em apenas cinco minutos. Confesso que estava com frio na barriga, pois não sou fã de altura, nem de lugares fechados. Porém, o cable car é aberto e giratório, o ar circula bastante e a paisagem é tão, mas tão linda, que nem vi o tempo passar.

Desembarcamos a mais de mil metros de altitude. Por mais alta que esteja a temperatura lá embaixo, a história muda de figura lá em cima. Leve um agasalho. Você pode fazer trilhas, caminhadas e, se tiver um verdadeiro espírito destemido e aventureiro (que não é o meu caso), também pode escalar os penhascos. Boa sorte!

A vista panorâmica realmente impressiona, lembra um pouco o Rio de Janeiro. É possível ver cada canto da cidade e a sensação é de estar bem pertinho do céu.

Demos sorte, pois o vento frio afastou para longe as poucas nuvens que havia do céu, dando espaço para um colorido que anunciava a chegada de mais um pôr do sol. E foi, desse jeito, que começamos a comemorar o aniversário do Mau, agradecendo por esse presente que a natureza nos deu.

A beleza e energia que vimos e sentimos por estarmos ali no alto, tendo a mais bela vista de Cape Town, jamais caberiam numa fotografia. Tentamos eternizar esse momento mesmo assim…

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À noite fomos jantar no Beluga, um restaurante descolado e cosmopolita, especializado em frutos do mar e gastronomia japonesa, localizado num galpão desativado na região de Green Point.

Pedimos lulas e camarões marinados de entrada e, de prato principal, o Mau pediu atum com crosta de gergelim e eu arrisquei um “kingklip”, peixe típico das águas frias do País, ambos deliciosos. Para acompanhar, seguimos a sugestão do garçom e tomamos duas garrafas de Chenin Blanc sul-africano, fresco e frutado, e não nos arrependemos.

Fomos muito bem atendidos do início ao fim por um garçom que realmente sabia o que estava fazendo, conhecia no detalhe os ingredientes dos pratos, sugeria vinhos para as harmonizações e, para fechar com chave de ouro, nos trouxe um sorvete personalizado e ainda cantou parabéns para o Mau.

No final das contas, o dia foi bem mais especial do que eu havia planejado. Com certeza, esse aniversário vai ficar guardado para sempre em nossos corações.

 

 

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Um pouco de Toscana nunca é demais

Minha recomendação mais importante para uma viagem pela Toscana é que você se perca, propositalmente. Não se apegue tanto ao GPS, pois a região tem tanto a oferecer, que seria um desperdício selecionar o que visitar ou não. Deixe-se levar e não se arrependerá.

Chegamos a Firenze ainda sem hotel definido, mas com algumas ideias em mente. Fomos parando de hotel em hotel, até encontrarmos um que nos encantasse e, claro, que tivesse um quarto disponível. Foi assim, que encontramos o Villa Belvedere Hotel.

Ele era simples, mas atendia aos quatro pontos que mais levo em consideração ao escolher um hotel: limpeza, conforto, charme e um belo café da manhã. De lambuja, ainda vi um gatinho andando no estacionamento (para quem não me conhece, sou gateira), era o sinal que faltava para que nos hospedássemos ali.

3O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.

Sempre pedimos dicas de passeio ao concierge do hotel e, dessa vez, nos recomendaram uma esticada até uma comuna italiana chamada Fiesole, que fica a aproximadamente 10 km de Firenze. Fomos conferir.

2O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.

No final do dia, resolvemos jantar num restaurante, do qual infelizmente não me lembro o nome, pois era incrível. Lembro que pedimos uma entrada divina, que mais parecia um prato principal. Havia porções do puríssimo e saboroso parmigiano reggiano, tomate seco, azeitona (pulei essa parte), caponata de berinjela e abobrinha, salames e cogumelos variados. Para acompanhar, pedimos um Chianti clássico, com a certeza de que seria o casamento perfeito. Nossa, só de falar, já me deu água na boca!

Agora só me resta preparar algo para jantar que me lembre essa experiência, já que o vinho estou tomando desde que comecei a contar essa história…

Até a próxima ;o)