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Coliseu, para admirar com os olhos e com o coração

Gosto da Europa por inúmeras razões, mas, principalmente, pelos contrastes entre moderno e antigo, pela riqueza de cultura e porque ela exala e respira história o tempo todo.

Ficamos apenas dois dias em Roma e acabamos conhecendo somente os principais pontos turísticos, mas certamente voltaremos para desbravar cada canto da cidade. Caminhar pelas ruas de Roma é apaixonante e a noite da capital italiana me pareceu incrivelmente rica em opções.

Acho que é impossível visitar Roma e não entrar no Coliseu. Eu não conheço ninguém que tenha cometido essa proeza. E sim, você deve tirar quantas fotos puder e quiser lá dentro, por mais clichê que possa parecer. Só não deixe de observar tudo aquilo com os olhos também. Deixe os smartphones e câmeras de lado e apenas aprecie a dimensão do que estará a sua frente.

italia-2007-071Quando saímos do metrô e demos de cara com o Coliseu fiquei cho-ca-da. Não é à toa que esse monumento é considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo. Sua imponência é intimidante. Caminhamos pelos corredores do Coliseu e, quando encostei minhas mãos nas paredes, fiquei arrepiada. Me senti no filme de Ridley Scott, como uma gladiadora. Era como se eu mesma estivesse me preparando para uma das batalhas, que tanto divertiram os romanos na época. Fechei os olhos e tentei imaginar o chão tremendo com a força dos aplausos e a gritaria da imensa plateia, que vibrava e esperava ansiosamente pelas lutas. Me senti muito pequena lá dentro, foi uma sensação bem diferente, como nunca tinha vivido.

italia-2007-097Saindo de lá, fomos até a Piazza della Bocca della Verita, pois eu queria de qualquer jeito conhecer a famosa escultura que tanto vi nos filmes. A Bocca della Verita, ou Boca da Verdade, fica em frente à praça e é conhecida como detector de mentiras. Reza a lenda que se um mentiroso colocar a mão na boca da escultura ela irá “morder” e arrancar sua mão. Nós passamos no teste, mas que dá um frio na barriga, isso dá! E você, teria coragem de colocar sua mão lá dentro?

Reserve um tempinho para visitar o charmoso e boêmio bairro Trastevere, repleto de restaurantes e bares. Como não ficamos muito tempo em Roma, conhecemos apenas um restaurante nessa região, onde comemos uma pizza deliciosa (mas, ainda prefiro a do Brasil) acompanhada de um vinho tinto da casa. Ah, não se assuste se ao final da última garfada, o garçom aparecer com a conta, antes mesmo de você pedi-la. Isso é bem comum por lá. Apenas relaxe e aproveite o jeitinho italiano de ser!

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Route des Grands Crus

Não sou uma profunda conhecedora de vinhos, mas sem dúvida sou uma grande apreciadora e, sempre que posso, estou com uma taça à mão.

Essa paixão começou há uns dez anos, quando eu e o Mau fizemos nossa primeira viagem pela Toscana, meca dos vinhos italianos. Passear pelas vinícolas e provar o vinho produzido ali, na terra que você está pisando, é uma experiência singular e imperdível.

Se não me engano, foi mais ou menos na mesma época que estreou o filme A Good Year, que conta a história de um garoto chamado Max, que sempre passava as férias no vinhedo de seu tio, na França. Muitos anos se passaram e Max, interpretado por Russel Crowe, se tornou um investidor workaholic, aficionado por bens materiais e totalmente desconectado da família. Ele recebe uma carta com a notícia de que seu tio faleceu e deixou para ele de herança a casa em que passou sua infância. Decidido a ir para França e vender a casa, a história toma outro rumo, quando Max entra em contato com doces lembranças de seu passado, de sua história. Então, ele relembra quem realmente é e volta a dar valor aos simples momentos que, verdadeiramente, o fazem feliz.

O filme despertou em mim a vontade de conhecer a França, mas há dez anos ela era apenas mais um país na minha longa lista de desejos. Então, ao longo dos anos, fiz um curso de vinho aqui, outro ali, vim treinando meu paladar, convencendo o maridão a apreciar um bom vinho (e não só cerveja), até que resolvemos incluir a rota dos vinhos no nosso destino.

IMG_7243Passamos um dia pela Route des Grands Crus, como é chamado o percurso de cerca de 50 km de uma charmosa estradinha que passa entre vilarejos, com diversas vinícolas, onde encontramos os melhores vinhos da região de Borgonha, em especial feitos das uvas Pinot Noir e Chardonnay.

A primeira vinícola que visitamos foi a Chateau de Marsannay. Ao longo do caminho, fomos parando em muitas outras. A maioria delas, tem um espaço que conta a história do terroir, da família dos produtores e do processo de vinificação. Após um tour pelas caves frias, úmidas e um pouco claustrofóbicas, algumas oferecem degustação gratuita de seus vinhos, mas a maioria é paga, e vale muito à pena. No final, você pode comprar os vinhos de sua preferência e rechear sua mala. É simplesmente maravilhoso!

IMG_7252Descobrimos o endereço da Domaine de la Romanée Conti, considerado o vinho mais excepcional de Borgonha e aclamado pelos maiores enólogos. Não tenho paladar apurado para julgar, mas sei que é um dos vinhos mais caros do mundo e queria de qualquer jeito conhecer o lugar que produzia essa raridade e, por que não, degustar um. Paramos em frente aos portões fechados com as iniciais RC. Tocamos a campainha e soltei uma ou duas frases em francês, tentando ser simpática, mas não funcionou. Perguntamos em inglês se podíamos fazer uma visita e o (nada amigável) senhor que nos atendeu fingiu que não era com ele, dizendo que ali não era o lugar que estávamos procurando. Parecia uma coisa sigilosa, onde você só entra com senha, ou se acertar a palavra chave do dia, sabe? Meio James Bond. Enfim, fomos embora, com a certeza de que, por aqueles portões, somente convidados renomados podem adentrar.

Seguimos pela estrada, vimos paisagens belíssimas e encantadoras, degustamos vinhos fantásticos, tiramos centenas de milhares de fotos e tivemos uma certeza: um dia é pouco. Mas essa experiência não para por aqui. Continue acompanhando o blog, pois em breve contarei mais um pouco dessa história e desse lugar tão especial que é a Borgonha.

Que tal um bom vinho agora para finalizar com chave de ouro? Me acompanha?! ;o)

 

 

 

 

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Meio dia em Paris

Confesso que nunca fui muito fã de Woody Allen, mas tive que dar o braço a torcer quando assisti Meia Noite em Paris pela primeira vez.

O filme conta a história do escritor americano Gil (Owen Wilson) que está de férias em Paris e, na noite que resolve caminhar até o hotel para tomar um ar fresco, se dá conta de que está perdido. Sentado aos pés da escadaria de uma igrejinha, após ouvir as doze badaladas da meia noite, ele pega carona num carro antigo que, misteriosamente, o leva de volta aos anos 20.

Num bar, ele encontra grandes artistas, músicos e pintores, pelos quais tem enorme admiração, como Scott Fitzgerald, Cole Porter, Ernest Hemingway, Picasso e Dalí. No início, fica bastante atordoado e desorientado ao ouvi-los contar suas histórias, até compreender que havia feito uma viagem no tempo.

A partir de então, ele cria uma rotina e todas as noites passa a viver incríveis momentos ao lado de seus ídolos. O passado sempre teve um charme especial para Gil. Ele pensava que seria mais feliz vivendo em outra época e, na verdade, realmente viveu, ainda que por alguns dias. Esses encontros enriquecedores, serviram de grande inspiração para que ele conseguisse finalizar o romance no qual estava trabalhando e tomar a decisão de largar tudo e morar em Paris. A chance de um recomeço.

Do jardim de Giverny, à tão clichê e necessária Torre Eiffel, a beleza da cidade dispensa qualquer cenário, pois cada canto parece uma verdadeira pintura.

O filme é doce, delicado, instigante. A trilha sonora é tão envolvente, que só de ouvir uma das minhas canções preferidas, chamada “Si tu vois ma mère”, já começo a me imaginar caminhando pelas ruas da capital francesa.

Sério, faça o teste. Digite o nome da música no You Tube e ouça com o coração. Foi o que fiz durante todo o tempo que me dediquei a escrever esse post. Ouvi toda a trilha sonora que, inevitavelmente, me emocionou.

IMG_6864E foi assim, que esse filme conseguiu despertar meu interesse e desejo de conhecer a bela Paris. No dia que chegamos, fomos direto para a famosa esquina onde o escritor todas as noites pegava sua carona. Para quem quiser passar por lá, esse cantinho fica na Rue Sainte-Geneviève, bem atrás do Pantheon.

Foi tão legal estar ali e imaginar como seria viajar no tempo, escolher uma época que te agrada e embarcar sem medo de ser feliz…

 

Nesse dia, caminhamos pelas ruas da cidade despretensiosamente. Compramos alguns doces na Angelina (Rue de Rivoli), sentamos numa praça dentro do belíssimo Jardin de Tuileries e aproveitamos a  simplicidade do momento, sem pressa e com muito amor.

Afinal, a encantadora Paris inspira toda e qualquer paixão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Viajar é preciso!

Meu espírito viajante deve ter sido, em outra vida, um fanático jogador de War.

Brinco que meu objetivo é conquistar países e percorrer o máximo de território possível em cada um deles, e essa brincadeira tem um fundo de verdade.

Outro dia vi na internet uma publicação, de autor desconhecido, que traduz meu sentimento sobre viagens. Dizia o seguinte: “Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar. Se algo de ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer. Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça”.

É isso, simples assim.

Tirei esta foto na orla de Palm Beach, em Aruba, e ela me fez pensar se terei férias e/ou dinheiro suficientes para conhecer todos os lugares que gostaria nesta vida. Provavelmente, não. O que me faz pensar que serão necessárias outras vidas para realizar o sonho de viajar o mundo. Ainda bem que sou espírita…rs

Viajar é, em minha opinião, o melhor investimento que se pode fazer. Expande mentes e horizontes. Nos permite conhecer culturas tão diferentes da nossa e, ao mesmo tempo, nos ensina a compreender e respeitar essas diferenças. Nos faz crescer e amadurecer tanto, em tão pouco tempo.

Viajar lava a alma, nos enriquece, nos torna seres humanos melhores. Viajar é explorar, descobrir, sentir, amar, observar, se permitir e querer mais, sempre mais. Viajar nos faz sentir vivos e nos faz abrir o coração para abraçar o mundo, com toda sua controvérsia e imensidão.

Muitas vezes, as ideias e roteiros para minhas viagens surgem a partir de histórias e paisagens apaixonantes que vejo em filmes e seriados. Outras vezes, o filme, por si só, já é tão bom, que me dá vontade de fazer as malas e partir. E é assim, que minha lista de desejos vai aumentando.

Sou cinéfila e poderia passar o dia dando indicações, mas acho que os filmes abaixo são um bom começo para inspirá-los a planejar algumas viagens.

O Último Samurai, Meia Noite em Paris, O Carteiro e o Poeta, Coração Valente, PS Te Amo, Vicky Cristina Barcelona, Um Bom Ano, Um Lugar Chamado Notting Hill, Sob o Sol da Toscana, Saída de Mestre, Comer, Rezar e Amar, Sideways, A Proposta, Cartas para Julieta, Game of Thrones, Juntos e Misturados, etc.

Já visitei alguns países por conta dessas inspirações, mas ainda tenho muito a percorrer.

E você, vai para onde?

O que te inspira a escolher seu próximo destino? Qual a melhor viagem que já fez?

Compartilhe suas experiências comigo!

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O vilarejo de St. Rémy

Quando cheguei à pequena Saint-Rémy-de-Provence, avistei a charmosa Joël Durand Chocolatier.

Ao entrar na loja, o cheiro de chocolate tomou conta do ar. Aromas de laranja, mel, lavanda, pimenta, canela e outras especiarias instigavam os sentidos. Joël, que cuida pessoalmente da “chocolateria”, desenvolveu um alfabeto de sabores, onde cada bombom leva uma letra e cada sabor possui uma história. Todos os que experimentei eram D-E-L-I-C-I-O-S-O-S. Recomendo muito!

Logo me lembrei do antigo e adorável filme “Chocolat”, estrelado por Juliette Binoche (Vianne) e outros grandes atores. Ele conta a história de mãe e filha, nômades e ateias, que chegam a um vilarejo tranquilo na França e resolvem abrir uma loja de chocolates em plena Quaresma.

Por se tratar de um período de abstinência, os religiosos mais conservadores do tranquilo vilarejo ficam horrorizados, pois consideram um momento inoportuno para abrir o comércio e, de forma preconceituosa, evitam qualquer contato com as novas moradoras com intuito de boicotar o negócio.

Por herança de seus ancestrais, Vianne acreditava que o cacau, além de possuir propriedades medicinais de cura, tinha o poder de libertar desejos e revelar o destino das pessoas. Por isso, preparava tudo com tanta paixão e dedicação.

O aroma do chocolate, que invadia as ruas da vizinhança, com o tempo foi despertando a curiosidade e encantando a todos, que acabaram se entregando a este prazer e experimentando uma nova forma de ver o mundo.

Acredito que o filme tenha tudo a ver com a Páscoa, não somente por conta do chocolate, mas, principalmente, pela mensagem que ele traz. No final das contas, toda a comunidade foi capaz de refletir, aprender a não julgar os outros, aceitar as diferenças, perdoar e renascer, completando a passagem e o aprendizado necessários para evoluir e seguir em frente.

Ao contrário do fictício vilarejo onde se passa o filme, St. Rémy é cheia de vida e cor. Seus habitantes são gentis e hospitaleiros. Em suas ruelas, muitos restaurantes, galerias de arte, lojas de artesanato e decoração nos convidam a esquecer o relógio e desfrutar o momento, como se não houvesse amanhã.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa, repleta de alegria e chocolate!

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Sob o Sol da Toscana

Eu não poderia começar a escrever sobre outro lugar, que não a Toscana.

Tudo começou há mais de 10 anos, quando assisti ao filme Sob o Sol da Toscana pela primeira vez.

Ele conta a história da escritora Frances Mayes que, após um divórcio inesperado e doloroso, ganha de uma amiga uma viagem pela Toscana. Ela embarca sozinha numa aventura que muda sua vida completamente, quando resolve comprar e morar numa casa em Bramasole. A partir daí, acaba fazendo amizades, descobrindo prazeres e experiências com as quais jamais havia sonhado.

Esta comédia romântica leve e gostosa despertou em mim a vontade de viajar, experimentar novos sabores, desbravar o mundo e conhecer novas culturas. Foi assim que comecei a planejar a minha primeira viagem e o destino não poderia ser outro: a belíssima, Itália.

Em 2007, eu e meu marido (na época, namorado) fizemos um roteiro de 15 dias dirigindo pelo País, mais de 2.000 km rodados, delícias gastronômicas e muitas paisagens de tirar o fôlego, como esta da foto. Deu vontade de largar tudo por aqui e morar numa casinha de pedra, cheia de flores e ciprestes, no meio do nada, onde o vizinho mais próximo está a perder de vista…

Ao longo dos últimos anos, confesso que assisti ao filme incansáveis vezes, me transportando mentalmente para aqueles lugares maravilhosos. Afinal, acho que é esse poder que a Itália tem, de deixar saudade e nos fazer pensar em quando iremos nos perder por suas paisagens exuberantes novamente!