Imagem

Para fugir da folia: Templo Zu Lai

Vai ficar em São Paulo no Carnaval? Que tal fugir da folia dos bloquinhos e conhecer um templo budista?

Uma boa opção em São Paulo é fazer um passeio pelo Templo Zu Lai, que fica a poucos quilômetros da capital, no município de Cotia.

O templo é um verdadeiro refúgio para quem está cansado do caos das grandes cidades, do trânsito, do barulho, da “muvuca”, da tensão do trabalho, das pressões do dia a dia e do turbilhão de pensamentos, que parecem nunca nos deixar a sós.

zu-lai-6Chegando lá, você já é recepcionado por esse “Budão” simpático e sorridente. Não tem como não retribuir o sorriso. O ambiente, em meio à natureza, e o silêncio nos trazem imediatamente uma paz quase que divina. São poucos os lugares que nos permitem sentir, mesmo que por alguns minutos, tamanha sensação de serenidade.

O lugar é lindo e tem uma energia boa demais. Você pode fazer uma visita guiada ou simplesmente caminhar pelo templo e descobrir as belezas e riquezas de sua história por conta própria.

DCIM100GOPROG0031170.

Um dos objetivos da filosofia budista é purificar mentes e corações. E esse trabalho é feito por meio de ensinamentos e pensamentos, que se baseiam em 4 pilares: ações sociais, educacionais, culturais e práticas religiosas. Para isso, há salas de meditação, espaços onde são realizadas as cerimônias e onde todos esses ensinamentos são postos em prática pelos monges e seus discípulos.

Há um museu, que conta um pouco da história do templo e da cultura budista e uma lojinha, com uma vasta literatura sobre o tema e muitas opções de presentes, que costumam trazer proteção e boa sorte. Também há atividades pagas, como cursos de meditação, artes marciais, língua e culinária chinesas.

Para os que estão à procura de uma experiência mais imersiva e intensa, é possível fazer um retiro nesse feriado (de 25 a 28/fevereiro) com direito a aulas, meditações e participação em cerimônias. As inscrições podem ser feitas pelo site.

IMPORTANTE: antes de ir, leia com atenção as regras da etiqueta budista no site, e lembre-se de respeitar esse local sagrado!

Bjs e bom feriado a todos! 🙂

Templo Zu Lai

http://www.templozulai.org.br/

zulai@templozulai.org.br

tel. 11 3500-3600

Para ver outras opções em São Paulo, veja os links abaixo:

Os encantos da Vila

Insalata, uma relação afetivo-gastronômica

 

 

 

 

Anúncios
Imagem

Atenas, onde a história ainda vive

Depois do nosso primeiro voo numa classe executiva, e de uma alegria imensa por não ter que comer com talheres de plástico, chegamos ao nosso tão sonhado destino de lua de mel. Começamos pela belíssima Atenas…

p1040014Nossa 1ª refeição foi no quarto do hotel mesmo: salada grega e souvlaki. Ambos sensacionais. A culinária mediterrânea é muito saborosa e marcante. Virei fã. O queijo feta tem personalidade e traz um sabor incrível à salada grega e outros pratos. Os frutos do mar são os mais frescos que você poderia querer e as carnes têm um tempero perfumado de especiarias e ervas, tudo na medida certa. O tomate não é tão ácido, parece mais adocicado e o azeite, ah o azeite… se alguém nesse mundo sabe fazer o autêntico e perfeito extra virgem, esse alguém é o grego. Deus do céu, o que é aquilo! Veja aqui e aqui outras delícias gregas.

Ficamos menos de 2 dias em Atenas, mas tivemos tempo de descobrir muitos dos encantos da capital grega. Berço da civilização, da filosofia e do teatro, a cidade é história pura. Em um dia passamos pelas edificações mais famosas do mundo antigo: Acrópole, Partenon, Templo de Hefesto, Erecteion, Teatro de Dionísio, Estádio Panatenaico, entre outros pontos turísticos imperdíveis. Esses suntuosos monumentos estão em constante restauração para que a beleza de suas estruturas seja preservada ao longo do tempo. Dica: quando for fazer esse passeio histórico, recomendo o uso de tênis, pois as pedras são muito escorregadias. Eu fui de chinelo e me dei mal…rs

dsc00003

p1040114

Não deixe de passear pela Praça Syntagma, onde se encontra o Parlamento Helênico. Se não me engano, de hora em hora acontece a troca de guarda, uma “cerimônia” muito bacana de se ver. Caminhar pelas ruas do bairro de Plaka também é muito gostoso. São tantas lojas com produtos artesanais e típicos da cultura grega, como tecidos, especiarias, azeites e muitas outras delícias gastronômicas, que dá vontade de trazer tudo dentro da mala. Foi mais ou menos o que eu fiz 🙂

O concierge do hotel nos recomendou uma visita ao Monte Lycabettus, o ponto mais alto da cidade, que fica 277 metros acima do nível do mar, localizado no elegante bairro de Kolonaki. Como fomos à noite, optamos por ir de táxi mesmo. Chegando lá, compramos o ticket para o funicular que nos leva até o topo. Quem animar também pode subir por uma trilha ou pelas escadas em torno da montanha.

A vista lá de cima é espetacular. Você consegue ver a cidade toda e os monumentos iluminados ao longe. Lá tem também uma igrejinha, onde compramos velas e fizemos nossa oração e agradecimento. Como não sabíamos da existência desse lugar, nem tivemos tempo de fazer reserva no restaurante que, naquela noite, estava lotado. O máximo que conseguimos foi tomar um drink no bar. Então, fica a dica para quem for fazer o passeio: vá no final do dia para assistir ao pôr do sol e reserve uma mesa no Orizonte Lycabettus Restaurant com bastante antecedência.

Saímos de lá, com o casal queridíssimo de brasileiros, que também estavam em lua de mel no nosso hotel, e fomos jantar num restaurante à beira mar (esqueci o nome…rs). Comemos frutos do mar deliciosos, regados a muito vinho branco e boas risadas. Assim, encerramos a primeira etapa da nossa viagem…

Orizontes Lycabettus Restaurant

http://www.orizonteslycabettus.gr/the-restaurant/?lang=en

Aristippou 1, Athina 106 76, Grécia

Quer saber mais sobre a Grécia? Clique aqui e aqui.

Imagem

Coliseu, para admirar com os olhos e com o coração

Gosto da Europa por inúmeras razões, mas, principalmente, pelos contrastes entre moderno e antigo, pela riqueza de cultura e porque ela exala e respira história o tempo todo.

Ficamos apenas dois dias em Roma e acabamos conhecendo somente os principais pontos turísticos, mas certamente voltaremos para desbravar cada canto da cidade. Caminhar pelas ruas de Roma é apaixonante e a noite da capital italiana me pareceu incrivelmente rica em opções.

Acho que é impossível visitar Roma e não entrar no Coliseu. Eu não conheço ninguém que tenha cometido essa proeza. E sim, você deve tirar quantas fotos puder e quiser lá dentro, por mais clichê que possa parecer. Só não deixe de observar tudo aquilo com os olhos também. Deixe os smartphones e câmeras de lado e apenas aprecie a dimensão do que estará a sua frente.

italia-2007-071Quando saímos do metrô e demos de cara com o Coliseu fiquei cho-ca-da. Não é à toa que esse monumento é considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo. Sua imponência é intimidante. Caminhamos pelos corredores do Coliseu e, quando encostei minhas mãos nas paredes, fiquei arrepiada. Me senti no filme de Ridley Scott, como uma gladiadora. Era como se eu mesma estivesse me preparando para uma das batalhas, que tanto divertiram os romanos na época. Fechei os olhos e tentei imaginar o chão tremendo com a força dos aplausos e a gritaria da imensa plateia, que vibrava e esperava ansiosamente pelas lutas. Me senti muito pequena lá dentro, foi uma sensação bem diferente, como nunca tinha vivido.

italia-2007-097Saindo de lá, fomos até a Piazza della Bocca della Verita, pois eu queria de qualquer jeito conhecer a famosa escultura que tanto vi nos filmes. A Bocca della Verita, ou Boca da Verdade, fica em frente à praça e é conhecida como detector de mentiras. Reza a lenda que se um mentiroso colocar a mão na boca da escultura ela irá “morder” e arrancar sua mão. Nós passamos no teste, mas que dá um frio na barriga, isso dá! E você, teria coragem de colocar sua mão lá dentro?

Reserve um tempinho para visitar o charmoso e boêmio bairro Trastevere, repleto de restaurantes e bares. Como não ficamos muito tempo em Roma, conhecemos apenas um restaurante nessa região, onde comemos uma pizza deliciosa (mas, ainda prefiro a do Brasil) acompanhada de um vinho tinto da casa. Ah, não se assuste se ao final da última garfada, o garçom aparecer com a conta, antes mesmo de você pedi-la. Isso é bem comum por lá. Apenas relaxe e aproveite o jeitinho italiano de ser!

Imagem

Machu Picchu – nem tudo está perdido

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, mas quantas palavras valem uma imagem, uma fotografia que se perdeu no tempo?

Em janeiro de 1999, meu pai me chamou para fazer uma viagem para um destino totalmente inusitado. Iríamos conhecer a Cidade Perdida dos Incas, Machu Picchu, no Peru. Eu tinha apenas 18 anos, pouco sabia da vida, tinha acabado de me formar no colegial, e essa seria minha segunda viagem internacional. Embarquei na aventura com o espírito de Indiana Jones e me surpreendi muito.

Naquela época, décadas antes da era da informação, da tecnologia, do digital, do imediatismo e dos compartilhamentos e check-ins em tempo real, ter um celular era artigo de luxo e para poucos. Provavelmente meu pai tinha um, mas com certeza não tirava fotografias. Então, todos os registros da nossa viagem foram feitos com uma câmera fotográfica com filme, aquela que mandávamos revelar e ficávamos com os negativos, aquela que hoje tornou-se vintage ou oldschool.

Quase vinte anos depois, as lembranças que tenho dessa viagem estão praticamente no coração e na memória. Muitas fotografias se perderam pelo caminho, mas vou tentar registrar aqui, um pouco do que senti e do que vi quando estive na terra sagrada dos incas.

FullSizeRenderFicamos uma noite em Lima e depois fomos direto para Cusco. Me lembro de uma igreja, de uma cidade bem rústica e pitoresca, cheia de paralelepípedos. Me lembro das pessoas com a pele morena e muitas marcas de expressão. Me lembro das cores vibrantes das roupas feitas com a lã das alpacas, me lembro de sorrisos gentis e, ao mesmo tempo pidões. Me lembro de ver esperança no rosto daquele povo.

Não me lembro dos restaurantes, dos pratos, das experiências gastronômicas. Talvez porque, naquela época, eu não tinha nenhum interesse por esse assunto, simplesmente me alimentava por uma necessidade fisiológica, nada mais que isso. As minhas paixões eram outras.

Lembro que não podíamos beber água da torneira, nem escovar os dentes com ela, por conta de doenças e porque ela saía marrom. Me lembro do sabor de um refrigerante local, a Inca Cola. Era um líquido amarelo, com gosto de tutti fruti, devia ser corante puro, mas gostei tanto que, na volta para casa, esvaziei o frigobar do hotel e coloquei todas dentro da mala.

Foi lá que andei de trem pela primeira vez. Meu pai nem cogitou a hipótese de fazermos a caminhada inca, mas lembro da sua cara de alívio quando viu balões de oxigênio disponíveis nos vagões. Lembro que mascamos muitas folhas de coca, para acalmar a tontura e o mal-estar, por conta da altitude. Quando saímos do trem, pegamos um ônibus bem pequeno, que contornava as ruas sinuosas até chegarmos aos quase 2.800 metros de altitude. Em cada curva, um mesmo menininho aparecia acenando e fazendo graça para a gente, ele subia correndo e nos encontrava novamente em cada esquina.

FullSizeRender(2)Quando você chega lá em cima e vê todas aquelas montanhas, as ruínas, o templo do sol, a simetria, o encaixe perfeito das pedras, os caminhos que beiram o precipício, toda uma cidade sagrada construída tão perfeitamente numa época de recursos tão remotos, você percebe como é um ser pequeno. Como a energia daquele lugar é capaz de mexer com a gente e, de alguma forma, nos transformar um pouquinho em seres humanos melhores, menos egoístas, mais humildes, mais evoluídos. Lá, nos damos conta da imensidão da natureza e do poder divino, que são muito, mas muito maiores do que podemos imaginar.

Foi uma viagem incrível e revigorante, em ótima companhia. Pai, não sei se te agradeci apropriadamente por me proporcionar essa experiência. Muito obrigada, mesmo.

Muitos anos se passaram desde então e, com certeza, nem eu, nem Machu Picchu somos as mesmas. Espero um dia poder te reencontrar.

Imagem

Viajar é preciso!

Meu espírito viajante deve ter sido, em outra vida, um fanático jogador de War.

Brinco que meu objetivo é conquistar países e percorrer o máximo de território possível em cada um deles, e essa brincadeira tem um fundo de verdade.

Outro dia vi na internet uma publicação, de autor desconhecido, que traduz meu sentimento sobre viagens. Dizia o seguinte: “Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar. Se algo de ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer. Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça”.

É isso, simples assim.

Tirei esta foto na orla de Palm Beach, em Aruba, e ela me fez pensar se terei férias e/ou dinheiro suficientes para conhecer todos os lugares que gostaria nesta vida. Provavelmente, não. O que me faz pensar que serão necessárias outras vidas para realizar o sonho de viajar o mundo. Ainda bem que sou espírita…rs

Viajar é, em minha opinião, o melhor investimento que se pode fazer. Expande mentes e horizontes. Nos permite conhecer culturas tão diferentes da nossa e, ao mesmo tempo, nos ensina a compreender e respeitar essas diferenças. Nos faz crescer e amadurecer tanto, em tão pouco tempo.

Viajar lava a alma, nos enriquece, nos torna seres humanos melhores. Viajar é explorar, descobrir, sentir, amar, observar, se permitir e querer mais, sempre mais. Viajar nos faz sentir vivos e nos faz abrir o coração para abraçar o mundo, com toda sua controvérsia e imensidão.

Muitas vezes, as ideias e roteiros para minhas viagens surgem a partir de histórias e paisagens apaixonantes que vejo em filmes e seriados. Outras vezes, o filme, por si só, já é tão bom, que me dá vontade de fazer as malas e partir. E é assim, que minha lista de desejos vai aumentando.

Sou cinéfila e poderia passar o dia dando indicações, mas acho que os filmes abaixo são um bom começo para inspirá-los a planejar algumas viagens.

O Último Samurai, Meia Noite em Paris, O Carteiro e o Poeta, Coração Valente, PS Te Amo, Vicky Cristina Barcelona, Um Bom Ano, Um Lugar Chamado Notting Hill, Sob o Sol da Toscana, Saída de Mestre, Comer, Rezar e Amar, Sideways, A Proposta, Cartas para Julieta, Game of Thrones, Juntos e Misturados, etc.

Já visitei alguns países por conta dessas inspirações, mas ainda tenho muito a percorrer.

E você, vai para onde?

O que te inspira a escolher seu próximo destino? Qual a melhor viagem que já fez?

Compartilhe suas experiências comigo!