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Bonito, o destino mais lindo de MS!

BURACO DAS ARARASNome: Alexandre Silva Jardim

Profissão: Editor de Vídeos

 Quem é você? Ale Jardim, tenho 33 anos, solteiro, amante de esportes radicais e da natureza. Meu hobby é a fotografia!

*Pensem num cara do bem, boa praça, inteligente e super divertido. Esse é o Ale, o genro que toda mãe pediu a Deus!

Qual o lugar mais incrível que você já visitou?

 ABISMO_02Nunca fui de viajar muito (infelizmente), mas um lugar que gostei bastante de conhecer foi a Cordilheira dos Andes, no Chile. O pôr do sol nas montanhas com neve foi com certeza a coisa mais bela que eu já vi. Em Bonito, o abismo Anhumas, foi impressionante por alguns motivos, a maneira de entrar e sair da gruta, o medo enorme que você passa no rapel e a surpresa que você encontra na hora que o sol entra pela fresta da gruta.

O que despertou seu interesse para fazer essa viagem?

 Bonito, no Mato Grosso do Sul, sempre foi um destino que eu tinha vontade de conhecer só de ver fotos e reportagens. E, no ano de 2016, consegui tirar um mês de férias em dezembro. Sem pensar duas vezes já programei a viagem!

Conte um pouco do seu dia a dia. O que mais gostou/te impressionou?  O dia a dia foi bem tranquilo, mas sempre acordando muito cedo. Marquei os passeios todos começando pela manhã. Tentei fazer dois por dia em média.

PASSEIO_ESTANCIA_MIMOSAGostei muito da cidade, típica cidade de interior, pequena e acolhedora, onde você anda de noite sem se preocupar, pessoas muito legais, comida muito boa, ótimas opções, passando por churras, japonês, pastel de jacaré, e peixes assados dos mais variados!

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

 O restaurante Juanita é uma excelente pedida para almoço. Sem pensar duas vezes, peçam o Pacu na brasa, muito bom mesmo.
Em relação a passeios, uma flutuação não pode ficar de fora. A proximidade com os peixes e a natureza é demais. Opções de flutuação é o que não falta.

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Flutuação – Rio da Prata

Para quem gosta de cachoeira, tem a Boca da Onça, que eu não conheci, pois tive a difícil missão de escolher entre essa cachoeira e o abismo (optei pelo Abismo). Para dias com tempo sobrando, ir aos balneários também é ótimo. Rápido, barato e pertíssimo da cidade, coisa de 5 minutos de moto taxi. Uma boa também é fazer os passeios de bote e rafiting.

 

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria? Bonito é lindo! ❤

 

JOGO RÁPIDO por Ale Jardim: 

Comida mais deliciosa: Pacu na brasa

Uma bebida para acompanhar: Cerveja

A paisagem mais encantadora: Abismo Anhumas\Buraco das araras

Para quantos países você já foi? EUA e Chile

Próximo destino: muitos em mente, mas nenhum definido

Quer saber mais sobre Bonito?  Acesse: http://www.bcvb.com.br

 

 

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Diga sim a Tóquio!

tokyoNome: Caio Barbosa Kaku

 Ocupação: Estudante do último ano de Medicina

Quem é você?

Um jovem de 23 anos, extremamente curioso e eclético em tudo. É o primeiro a agitar um festival de música eletrônica, mas também nunca perde a chance de tocar um bom samba. Gosta igualmente de jogar conversa fora, bebendo uma cerveja no boteco da esquina, ou de ver um filme com amigos em casa, tomando um vinho bacana.

“Para mim, com boas companhias, tudo vale à pena. Quem escolhe se restringir, está jogando a vida fora” – diz ele. 

Qual o lugar mais incrível que você já visitou? 

De longe, Tóquio, Japão.

 O que despertou seu interesse para fazer essa viagem?

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Caio no aparelho de cirurgia robótica para treinamento – Hospital Keio University

O Japão sempre foi um lugar que eu quis conhecer mas, pela distância e pelo idioma, essa viagem parecia um sonho distante, impossível. Há dois anos, fui convidado para participar de um estágio em um hospital de Tóquio e, a partir do convite, fiz de tudo para agarrar essa oportunidade.

 

Conte um pouco do seu dia a dia. O que mais gostou/te impressionou?  

Por conta do estágio, minha viagem não foi aquela típica de turismo, mas isso me permitiu entrar de cabeça na rotina do Japão e conhecer muitos japoneses. Nisso, duas coisas já chamaram muito a atenção: a organização de Tóquio e como os japoneses fazem questão de receber bem um convidado.

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Na grelha: intestino de porco!

Minha principal dica para quem vai conhecer a cidade: venha preparado para não ficar parado, para se jogar no desconhecido. Por ser organizada e extremamente segura, Tóquio é uma cidade que permite e, até mesmo, exige isso, pois suas melhores surpresas nem sempre estão à vista. Muitas vezes, os melhores restaurantes, as experiências únicas, estão no quarto andar de um prédio, cuja fachada não sugere nada, ou na última estação da linha do trem. E, repito: apesar de sentir uma certa distância, não encontrei um japonês que não tenha sido educado e receptivo.

 

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

Aqui me dá vontade de escrever sem parar, mas vou tentar resumir o melhor mês da minha vida em algumas dicas:

  1. Fiquem espertos quanto ao visto japonês. Existem diferentes categorias, e todas tem um prazo de validade rígido.
  2. Mesmo em Tóquio, capital do Japão, NÃO é comum encontrar alguém que fale inglês. Mesmo se encontrar, os japoneses são extremamente reservados e não existe muita abertura para conversa. Ressalto novamente, Tóquio será um mergulho no desconhecido!
  3. Para quem não tem tantos pudores, não deixem de conhecer alguma das casas de banho com águas termais japonesas. Para se banhar, há uma separação entre os sexos (casais, vocês serão separados!), e é obrigatório entrar totalmente pelado.
  4. Se forem na temporada, não percam uma luta de sumô. É fácil de entender e dá pra se divertir muito vendo tanto o esporte, como a torcida.sumo
  5. Para quem curte uma balada, a que eu mais gostei foi a Womb. Lembra bastante a D-Edge, em São Paulo, com vários andares e muitos estrangeiros.
  6. Se for para escolher apenas um templo, vão no Sensoji, que fica em Asakusa. É o mais antigo e o mais bonito dos que eu vi e o mercado que tem em frente ao templo é incrível!templo-sensoji-asakusa

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?            Tóquio é a convivência da forma mais harmoniosa entre o tradicional e o moderno. É a sensação de liberdade para explorar inúmeras oportunidades, numa cidade confinada. É se sentir seguro no meio do caos de uma metrópole. É o melhor mergulho no desconhecido.

 

JOGO RÁPIDO por Caio Kaku

kare-udonComida mais deliciosa: Kare Udon (sugiro MUITO o do restaurante Senkichi), uma sopa de curry japonês, muito bem temperada e apimentada na medida certa para quem, como eu, não é muito chegado em comida picante.

Uma bebida para acompanhar: Umeshu, um licor de ameixa típico do Japão

Paisagem mais encantadora: Monte Fuji. Vale gastar um dia inteiro indo ao Lago Kawaguchi só para vê-lo.

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Para quantos países você já foi? Com o Brasil, 10 países

Próximo destino:  Nada programado ainda, vou onde aparecer a oportunidade! Mas, se depender de mim, Turquia ou algum lugar da África.

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Islândia, uma explosão de natureza

IMG_3802 - CopiaNome: Lais Diniz

Profissão: Psicóloga

Lais é casada e tem 3 filhas, que trabalham e moram fora do Brasil. Ela me contou que desde que conheceu o marido, eles não pararam mais de viajar. “Tenho que fazer minhas ginásticas para poder conciliar meu consultório, que é uma das minhas grandes paixões, com os esquemas das viagens” – ela diz.

Qual o lugar mais incrível que você já visitou?

Todos os lugares foram maravilhosos, cada um com suas peculiaridades.

Tivemos nossa fase de conhecer os grandes centros do mundo, moramos fora do Brasil várias vezes e aprendemos muito sobre culturas diferentes, costumes, culinária, vinhos e como as pessoas se comportam. Agora, numa fase mais intimista, resolvemos procurar países com menos glamour cosmopolita e com mais belezas naturais. Fomos para Alaska, Antarctica e, recentemente, Islândia.

A Islândia foi uma grande surpresa para mim. Todos falam inglês, pois a língua islandesa é somente deles. A natureza explode em todos momentos e lugares. É uma grande ilha de 350.000 habitantes, que fica entre o Reino Unido e a Groenlândia, quase no Polo Ártico, onde o sol não se põe no verão.

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Parece meia-noite?  Lá escurece às 2h da madrugada e às 4h já tem sol!

 

 O que te despertou interesse para fazer essa viagem?

Nosso interesse era mais histórico. Eu tinha vontade de conhecer a história dos Vikings, tanto que trouxe de lá um livro de 1000 páginas, que conta as sagas dos islandeses. Também queria conhecer os sistemas de aquecimento através da energia vulcânica. A água sai absolutamente quente das torneiras!

Conte um pouco da sua experiência e do que mais impressionou nessa viagem.

Lá, nós fazíamos programas diários por nossa conta, através de mapas e indicações. O navio oferecia programas de excursões, mas fomos poucas vezes. Esses pacotes eram extremamente caros como, aliás, tudo na Islândia.

O País tem seus recursos hídricos, energia dos vulcões e parques aquáticos com águas sulforosas e muito quentes, como a da Lagoa Azul, uma das atrações mais visitadas por turistas.

As paisagens me impressionaram bastante. Terra vulcânica, imagens áridas sem vegetação, como se estivéssemos em Marte. Formações rochosas vulcânicas, gêiseres, que transbordam águas ferventes e jorram água vinda de vulcões no subsolo. Enfim, muita beleza natural.

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

Recomendaria restaurantes da orla em Reykjavík, capital da Islândia, onde servem comidas típicas de baleia, tartarugas marinhas, lagostas e puffins (pequena ave que vive no mar e em cavernas) deliciosos!

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?

A natureza explode em todos momentos e lugares. As pessoas são muito agradáveis, gentis e, em geral, belíssimas, principalmente as mulheres.

Bate Pronto – por Lais Diniz 

Comida mais deliciosa: Costelinha de porco com batatas assadas, no único pub de Akureyri, norte da ilha, para assistir e torcer para Islândia no jogo com a França na Euro Copa.

Uma bebida para acompanhar: Chopp feito no pub

A paisagem mais encantadora: Montanhas beirando o mar com várias cavernas e baleias nadando ao lado

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Só não consegui fotografar as baleias! – diz Lais

Para quantos países você já foi? Muitos, mas acho que preciso visitar muito mais países para ter mais cultura. Hahaha!!

Próximo destino: Talvez Marrocos

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Santiago de Compostela, muito além do caminho…

IMG_6076Nome: Maria Lúcia Fenerich Coleti

Profissão: Psicóloga

Países que já visitou: nunca contei, mas acho que já visitei uns 12

Lúcia é casada, tem 56 anos e 3 filhos. Ela disse que está numa fase da vida em os filhos já deixaram de correr atrás dela e ela deles e completa: hoje caminhamos lado a lado, junto também com meu marido.

Qual o lugar mais inesquecível que você visitou?  

IMG_6087Toda viagem é inesquecível, mas eu tenho sim uma viagem muito especial que fiz em 2010 com duas amigas para comemorar meus 50 anos. Fomos para a Espanha, fazer parte do caminho francês de Santiago de Compostela. Nessa ocasião, caminhamos 220 km. A viagem foi tão especial e significativa, que retornamos em 2012 (540 km) e 2014 (520 km).

O que te despertou o interesse para fazer essa viagem?

Uma conversa despretensiosa com uma pessoa que conheci por acaso e me contou que havia feito essa viagem num momento de recuperação de uma grave doença. Conforme ela contava, mais eu me interessava, mais eu ficava curiosa por saber como as coisas aconteciam no dia a dia de uma peregrinação. Não sei dizer exatamente o que deu o movimento, mas a partir daquele momento decidi que iria para lá. Talvez o sentimento de arrumar uma mochila e se expor ao mundo e ao inesperado. Nessa preparação, também foi muito importante a leitura de um livro especial que ganhei da minha nora e sempre indico para que tem a vontade de ir, chamado “Compostela – Muito além do caminho de Santiago”, de Beto Colombo e Mhanoel Mendes.

Conte um pouco da sua experiência e do significado dessa viagem. 

Você tem que arrumar sua mochila de tal forma que leve o mínimo de peso possível, pois caminhamos em média 26 km por dia. É importante ter um preparo físico, muscular e aeróbico também. Por mais leve que esteja sua mochila, você vai sentir dores nas costas, nos joelhos. Sempre aparecem novas dores, não importa o quanto você já tenha caminhado. Por isso, prestar a atenção no seu corpo é muito importante para que não se machuque. Já presenciei, mais de uma vez, peregrinos sendo resgatados por táxi ou ambulância, provavelmente por não terem prestado atenção aos sinais dos limites do corpo.

O significado e o propósito de cada um ao decidir fazer essa viagem é pessoal, não podem ser generalizados e nem julgados. Cada um tem um motivo para estar lá. O primeiro grande impacto é na preparação: você tem que deixar suas coisas, seus familiares, seus compromissos. É como abrir um parêntese na sua vida: “me deem licença, eu vou me ausentar por uns dias, mas eu volto”.

Estando lá, apesar de uma programação diária, você está exposto a muitas variáveis que podem impedir que a sua programação seja cumprida. Um dia, erramos o caminho na saída de uma cidade e tivemos que andar 3 km a mais. Nessa situação, isso faz muita diferença. E aí, como você reage a frustrações como essa?

IMG_6083A peregrinação cria condições para você prestar a atenção em você, nos seus sentimentos e nas suas reações, à medida que se expõe a situações novas o tempo todo. Há dias em que você se sente testado na sua paciência, na sua tolerância, na sua resistência, na sua convivência com quem é muito diferente de você. É um exercício diário da mente e do espírito.  A viagem propicia e facilita essa atenção em si próprio, afinal você está “sozinho” e nesse momento o que é mais importante na sua vida é você mesmo. De uma maneira geral é um grande aprendizado.

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

IMG_6084Existem povoados isolados, às vezes com 50 habitantes, que encantam e são especiais ou pela paisagem, como é o caso do Cebreiro ou pela gastronomia, como é o caso de Atapuerca ou pela hospedagem, como é o caso de Hontanas.            

Ter feito um pequeno desvio entre Triacastela e Sarria para conhecer Samos me traz boas e emocionantes lembranças. Lá existe um Mosteiro medieval do século VI, da ordem dos beneditinos e você pode assistir a uma missa com cantos gregorianos. Inesquecível!!

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?

A sensação é que o aprendizado e o fortalecimento estão com você durante a Caminhada. Chegar em Santiago de Compostela é uma consequência, é a concretização do propósito de ter ido, mas o caminho continua depois que você chega lá.

Bate pronto por Lúcia Coleti

Comida mais deliciosa : Polvo a galega – Pulperia do Ezequiel – Melide

Uma bebida para acompanhar: Todos os vinhos do Caminho

Paisagem mais encantatora: a chegada em Samos (abaixo)

Próximo destino: Voltaremos agora em agosto de 2016 para percorrer o caminho francês inteiro, de Saint Jean (França) à Santiago de Compostela (Espanha), 780km de uma só vez!

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