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Top 5 sunsets – qual o pôr do sol mais bonito?

É impossível não se deixar contagiar pelas boas energias e sensação de paz que um pôr do sol nos traz. Ao longo deste post, espero contribuir para deixar seu fim de dia mais feliz.

Minha missão de escolher os 5 melhores pores do sol para compartilhar com vocês não foi nada fácil, mas me empenhei em selecionar as imagens mais interessantes, fotografadas por mim durante algumas viagens (todas sem qualquer filtro ou efeito).

Safari Africa

Safári no Kapama – África do Sul

O pôr do sol pode ser tímido e acanhado. Sublime e delicado. Surpreendente e sedutor. Pode ser também imponente e majestoso. Atraente e arrebatador. Ele pode, inclusive, ser tudo isso junto. E mais um pouco. Não é à toa que o Sol é uma estrela, um verdadeiro astro!

 

De todos os pores do sol que já presenciei, o mais bonito foi retratado nesta foto, que tirei na praia de Nungwi, em Zanzibar (Tanzânia). A simplicidade do lugar e do povo deram um novo significado para tanta beleza.

Zanzibar

Oia Santorini

Oia, Santorini

Assistir ao pôr do sol de Santorini, por exemplo, é praticamente um ritual. Você se programa para chegar bem cedo, escolher o melhor lugar para apreciar o espetáculo e fica ali, durante horas, sem se dar conta do tempo, apenas esperando ele descansar e anunciar o fim de mais um dia.

 

Seus raios podem explodir no céu, deixando faixas em tons dégradée atravessarem as nuvens. Ele vem para se despedir, mas ao mesmo tempo, nos invade e inspira com sua presença inigualável e marcante.

Às vezes conseguimos vê-lo ir embora, às vezes chegamos tarde, mas nunca demais a ponto de perdermos a grandeza do seu show. Pouco importa onde estamos. O importante é agradecermos e valorizarmos momentos como esses, que só a Mãe Natureza é capaz de nos proporcionar. Um presente que é dado a cada um de nós, sem distinção e com muito amor.

Table Mountain

Presente de aniversário do Mau – Table Mountain, Cidade do Cabo, África do Sul

E lá se vai mais um dia…

Beijos cheios de luz (literalmente) ❤

 

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Cape winelands e cafuné nos cheetahs!

Depois de algumas degustações de vinho em Stellenbosch, fomos até a cidadezinha de Franschhoek para almoçar no La Petite Ferme, que foge um pouco dos roteiros mais turísticos das winelands próximas à Cape Town.

img_2205A vista estonteante dos vinhedos e montanhas, o clima bucólico e caseiro, o ar puro da fazenda, a natureza em abundância, tudo isso faz com que o lugar se torne incrivelmente encantador. Você também pode se hospedar nas belíssimas acomodações do La Petite Ferme. Imagine só acordar com uma vista maravilhosa como essa todas as manhãs!

img_2268Tente reservar uma mesa na varanda para poder apreciar a vista enquanto deleita-se com sua refeição. Pedi uma truta defumada com mini batatas e o Mau pediu uma perna de coelho com legumes. Ficamos impressionados com a qualidade dos pratos. Simples e, ao mesmo tempo, com sabores delicados e sofisticados. Sem dúvida, um dos melhores achados gastronômicos da região. Para acompanhar, pedimos uma garrafa de um delicioso viogner, produzido pela própria casa.

Na volta para Cape Town, se você tiver um tempo e quiser conhecer os guepardos, recomendo o passeio até o Cheetah Outreach, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo garantir a sobrevivência da espécie. Eles têm um programa que ajuda esses animais ameaçados de extinção, deixando-os viver em liberdade, mas acompanhando sua criação e fornecendo todos os cuidados necessários para uma vida longa e saudável.

img_2254Você pode visitar e até fazer um cafuné neles, seguindo todas as recomendações da equipe. Mas, por mais que tenha alguém dizendo que é seguro, você pensa: o cara é o animal mais veloz do mundo, vai de 0 a 100 em segundos. Se ele quiser que eu vire o jantar dele, não vai ter para ninguém. Então, mesmo com o coração a mil por hora e um baita medo, eu fui. Fiz um chamego no Ebony, este lindão da foto, e percebi que estar cara a cara, tocando num animal selvagem é a sensação mais louca desse mundo. Indescritível!

Para saber mais sobre o projeto entre no site:

http://www.cheetah.co.za

Quer saber mais sobre as degustações de vinho em Stellenbosch? Clique aqui.

 

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Um hotel para chamar de seu

O DysArt Hotel foi mais uma boa surpresa em Cape Town, a cidade que conquistou nossos corações em tão pouco tempo.

A fachada discreta e a tímida porta de entrada nos dão a impressão de que estamos entrando numa simples casinha de rua. Achei esse detalhe um charme. É como se estivéssemos chegando na casa da vovó para a macarronada de domingo, sabe?

O hotel é compacto, com poucos quartos, não tem um restaurante, mas oferece uma boa estrutura, piscina, deck, ambiente bem decorado, acolhedor e, além de tudo, tem uma excelente localização. Fica a 15 minutos do V&A Waterfront a pé.

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Nos hospedamos lá por 4 noites no primeiro trecho da viagem e, por mais uma noite, no trecho final. Ficamos em dois quartos diferentes, um no térreo e outro no primeiro andar, ambos amplos, bem iluminados, modernos e aconchegantes. Detalhe importante para quem vai no inverno ou sente muito frio, como eu: os quartos e banheiros têm piso aquecido e você pode regular a temperatura. Muito top! Ah, e eles têm uma gatinha, chamada Daisy, que fica perambulando pelas áreas comuns, doidinha para ganhar um chamego dos hóspedes. Eu que sou gateira, amei. Ponto para o hotel!

Mas o que faz mesmo toda a diferença é o atendimento. Justamente por ser um hotel pequeno, o tratamento é bem pessoal, próximo. A começar pela dona, a Lo Weber, que está sempre por lá, dando dicas e informações sobre a cidade com muita simpatia. O Martin, que nos ajuda com as malas, chama táxi, conta histórias divertidas. A Zinny e a Ferial, tão amáveis e interessadas pelo nosso país, que nos preparam um café da manhã delicioso, sanduíches fora de hora e muitos outros mimos.

Todos os funcionários, sem exceção, são extremamente gentis e simpáticos. Cuidam da gente como se estivessem cuidado de sua própria família, com carinho e dedicação. Parece que todo mundo faz um pouco de tudo, todos se ajudam e têm o mesmo propósito: fazer com que os hóspedes se sintam em casa, à vontade, abraçados e bem cuidados. Foi assim que me senti durante nossa estadia e agradeço muito por ter conhecido cada um deles.

Eles também são engajados em causas sociais e participam ativamente do projeto Food for Children, que ajuda crianças carentes do subúrbio da cidade. A Zinny, do DysArt Hotel, foi uma das co-criadoras do programa, e posso afirmar que é uma pessoa do bem e com um coração enorme. Com o equivalente a 100 euros, eles alimentam cerca de 350 crianças por semana, fazendo a diferença, como agentes de transformação, por um mundo melhor. Mais um ponto para o hotel :o)

Não foi à toa que, no último dia da viagem, quando o Martin avisou que o táxi havia chegado e todos eles foram lá fora para nos dar tchau, eu entrei no carro e comecei a chorar. Não queria me despedir, não queria ir embora e deixar tanta gente querida para trás. Com certeza, esse foi um canto do mundo que deixou muita saudade…

DysArt Boutique Hotel

17 Dysart Rd, Green Point, Cape Town, 8051, África do Sul

+27 21 439 2832

http://www.dysart.de/

Para mais informações sobre o DysArt Boutique Hotel Food Programme, acesse:

http://foodforchildren.org.za/

Quer saber mais sobre Cape Town? Clique aqui ou aqui.

 

 

 

 

 

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Kapama, “o” hotel no meio do selva

 

Quando contei nossa aventura no safári, falei que o hotel que nos hospedamos era tão incrível, que merecia (e teria) um post exclusivo aqui no blog. Hoje vou cumprir minha promessa.

O Kapama Private Game Reserve, fica entre as entre as montanhas de Drakensberg e o Kruger Park e possui 4 categorias de lodges , cada uma oferece algo diferente e especial, de acordo com o gosto, bolso e preferência dos visitantes. Nós escolhemos o Kapama Karula.

IMG_0153Chegando lá, fomos recepcionados com welcome drinks e fizemos nosso check in. Nossa aventura já teve início no caminho até o quarto, quando nos deparamos com macacos, impalas e waterbucks, um dos bichos mais lindos que já vimos. A princípio, ficamos com receio de continuar a caminhada, mas o ranger que nos levou até a porta garantiu que eles eram inofensivos.

FullSizeRenderOs quartos, que não podem ser chamados de quartos, pois têm o tamanho de um apartamento, ficam distantes uns dos outros, o que nos dá total privacidade. Já ficamos impressionados quando vimos as fotos pelo site, mas ao vivo, mal acreditamos que tudo aquilo seria nosso, pelo menos pelos próximos 4 dias.

Uma porta suntuosa de madeira maciça dá a ideia do que iremos encontrar lá dentro. São 140m2, basicamente sem paredes e com muito vidro, que dá ainda mais amplitude e iluminação natural aos ambientes do lodge. Na entrada, uma sala aconchegante com máquina Nespresso e biscoitinhos deliciosos estão à nossa disposição. Não tem TV e só nos demos conta disso no último dia. A verdade é que não faz a menor falta, porque a excitação de estar no meio da selva é tão grande, que você dorme e acorda pensando em como vai ser o próximo dia, não consegue pensar em outra coisa.

A decoração é clean e elegante e conta com banheira e uma piscina privativa de borda infinita, com uma vista espetacular da selva. Se você der sorte, conseguirá ver animais passeando ao fundo dessa bela paisagem. Uma cerca elétrica contorna as instalações do hotel e passa bem abaixo da piscina. Algumas vezes me peguei pensando – certeza que, se um leopardo quiser, ele salta essa cerquinha em poucos segundos – mas, tudo bem, a vida na selva tem que ter emoção mesmo!

O chalé é limpo duas vezes ao dia, eles não economizam nas toalhas, que estão por toda parte, sempre macias e cheirosas. Você também vai encontrar torrones de macadâmia sobre o seu travesseiro diariamente, bem como frutas e flores frescas.

IMG_2478Quando entrei no banheiro, pensei – não vai rolar. Se você se sentir à vontade, pode abrir as portas de vidro e respirar a brisa. No meu caso, dei graças a Deus que havia cortinas para me poupar desse episódio. Já chega todas as vezes que tive que fazer xixi atrás do jipe ou da moita (literalmente) nos safaris diurnos e noturnos. Sim, essa sou eu!

IMG_2480Os chuveiros são aventuras à parte. Há um chuveiro externo, que dá para tomar banho em dias quentes, tranquilamente, mas com um os olhos bem abertos. O mais legal é tomar banho no chuveiro interno, todo de vidro (e sem cortina) com uma vista de tirar o fôlego. Já à noite dá um certo medo, pois não enxergamos nada do lado de fora. Dá a sensação de que tem alguém ali nos observando, provavelmente os macaquinhos, que perambulam pelo telhado do quarto, enquanto tentamos dormir.

Toda a estrutura do hotel é bem rústica, muitas árvores, madeira e tons de cáqui e verde deixam os ambientes com um clima bem típico de floresta. Ao mesmo tempo, toques discretos, quadros e esculturas dão um ar de requinte e elegância, na medida certa.

Durante nossa estadia, fomos atendidos pelo mesmo garçom, o Cliff, que sempre nos recebeu com muita cordialidade e simpatia. A comida do hotel é deliciosa e há vinhos com preços bem acessíveis. Não hesite em pedir indicação ao garçom e não deixe de provar um pinotage com a carne de impala, que tem um sabor marcante e uma leveza incrível. Ah, uma dica muito importante para as meninas: quando o jantar for servido ao lado da piscina principal, protejam-se das pererecas, elas se parecem com folhas e estão por toda parte. Medo!

IMG_2548Quando você faz a reserva, eles perguntam se a viagem é para comemorar alguma data especial. Sim, é muito especial – falei. É nosso aniversário de casamento e queremos comemorar em grande estilo. Então, no dia 10 de setembro, voltando para o quarto após o jantar, fomos surpreendidos com uma garrafa de espumante, acompanhada de um bilhete carinhoso e um elefante feito com a toalha de banho. Quem não adora esses mimos? No Kapama é assim, um mimo atrás do outro. E é assim que tem que ser.

Uma viagem dessas não é barata, mas vale cada centavo do investimento, quando você pensa na experiência única que está vivendo ali. Estar em contato com a natureza, fazendo safaris, no habitat de leões, leopardos, elefantes, búfalos, rinocerontes, girafas e todos os outros animais, sentindo um misto de medo e ansiedade, seu espírito aventureiro a flor da pele, não tem preço.

Se tiver a oportunidade de ir, agarre com força. Você não vai se arrepender!

 

 

 

 

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Cape Town vista de cima

Em dias como o de hoje, frio e chuvoso, costumo me transportar mentalmente para um lugar quente e ensolarado, do jeitinho que eu gosto. Hoje, meus pensamentos foram até a Cidade do Cabo, África do Sul, um lugar surpreendente, que deixou ótimas lembranças.

Quando planejamos nossa viagem, não havia voos diretos de São Paulo para Cape Town (CPT). A parada em Johannesburg (JNB) seria obrigatória. Voamos pela South African Airways e, no momento do check in em SP, nos disseram que teríamos que trocar de aeronave em JNB, passar pela alfândega, pegar as bagagens na esteira e fazer um novo check in para CPT. Nem preciso dizer que perdemos o voo, né?

Conseguimos resolver o perrengue e pegamos o próximo voo com destino à Cape Town. Chegamos no dia do aniversário do Mauricio, e meu maior desejo era que esse dia fosse muito especial.

O clima de Cape Town é um pouco instável. Em poucas horas, um dia ensolarado pode se transformar num céu carregado e coberto de nuvens. Por isso, a recomendação que mais recebi de amigos viajantes e compartilho aqui com vocês é: se você chegar à Cape Town num dia de céu aberto, corra para a Table Mountain.

Foi exatamente o que fizemos. Assim que nos instalamos no Dysart Boutique Hotel, (um encanto à parte), comemos um lanche rápido, pedimos um taxi e fomos direto para lá. Também é possível pegar uma carona no City Sightseeing Bus ou utilizar ônibus convencionais. O imprescindível é não deixar de ir.

IMG_9352Chegamos e compramos nossos ingressos para subir pelo cable car, um tipo de bondinho, que nos leva até o topo do complexo de montanhas em apenas cinco minutos. Confesso que estava com frio na barriga, pois não sou fã de altura, nem de lugares fechados. Porém, o cable car é aberto e giratório, o ar circula bastante e a paisagem é tão, mas tão linda, que nem vi o tempo passar.

Desembarcamos a mais de mil metros de altitude. Por mais alta que esteja a temperatura lá embaixo, a história muda de figura lá em cima. Leve um agasalho. Você pode fazer trilhas, caminhadas e, se tiver um verdadeiro espírito destemido e aventureiro (que não é o meu caso), também pode escalar os penhascos. Boa sorte!

A vista panorâmica realmente impressiona, lembra um pouco o Rio de Janeiro. É possível ver cada canto da cidade e a sensação é de estar bem pertinho do céu.

Demos sorte, pois o vento frio afastou para longe as poucas nuvens que havia do céu, dando espaço para um colorido que anunciava a chegada de mais um pôr do sol. E foi, desse jeito, que começamos a comemorar o aniversário do Mau, agradecendo por esse presente que a natureza nos deu.

A beleza e energia que vimos e sentimos por estarmos ali no alto, tendo a mais bela vista de Cape Town, jamais caberiam numa fotografia. Tentamos eternizar esse momento mesmo assim…

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À noite fomos jantar no Beluga, um restaurante descolado e cosmopolita, especializado em frutos do mar e gastronomia japonesa, localizado num galpão desativado na região de Green Point.

Pedimos lulas e camarões marinados de entrada e, de prato principal, o Mau pediu atum com crosta de gergelim e eu arrisquei um “kingklip”, peixe típico das águas frias do País, ambos deliciosos. Para acompanhar, seguimos a sugestão do garçom e tomamos duas garrafas de Chenin Blanc sul-africano, fresco e frutado, e não nos arrependemos.

Fomos muito bem atendidos do início ao fim por um garçom que realmente sabia o que estava fazendo, conhecia no detalhe os ingredientes dos pratos, sugeria vinhos para as harmonizações e, para fechar com chave de ouro, nos trouxe um sorvete personalizado e ainda cantou parabéns para o Mau.

No final das contas, o dia foi bem mais especial do que eu havia planejado. Com certeza, esse aniversário vai ficar guardado para sempre em nossos corações.

 

 

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O fim da aventura na selva

Fazer um safari desperta em cada um de nós a vontade de desbravar a extensa selva, na busca incessante pelas nossas presas.

Com o passar dos dias, aprendemos a exercitar nosso poder de concentração e percepção. Nossos sentidos tornam-se mais aguçados e passamos a ajustar nossa visão, audição e olfato, com o intuito de não deixar passar um único detalhe.

É nesse momento que nos tornamos caçadores.

Naquela manhã, passamos por uma família de hipopótamos que brincavam uns com os outros, submersos na água. Dizem que eles ficam lá o dia inteiro.

Às vezes nos deparamos com certas coisas que nos chocam um pouco, como carcaça e ossos de uma girafa, morta há algum tempo por um predador. Logo depois, uma boa surpresa, e muitas delas ao nosso redor.

Seguimos em frente e encontramos o 3º dos Big Five – o rinoceronte. O coitado, além de feio e desajeitado, ainda é perseguido por inúmeros caçadores, que os matam para roubar seu chifre, valioso como ouro no mercado negro.

Eles parecem inofensivos, desde que ninguém perturbe sua paz. Pelas primeiras fotos, dá para perceber que eles não estavam ligando muito para a nossa presença.

Mas, quando encontramos mãe e filhote mais adiante, a situação mudou de figura, já que a mãe nos viu como uma ameaça. Nesse instante, ela começou a nos encarar e raspar uma das patas no chão, se preparando para pegar impulso e correr em nossa direção. Meu coração quase saiu pela boca. Cristo colocou a ré e acelerou o jipe com força. Continuamos vivos – suspirei com alívio.

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Passado o susto e a taquicardia, seguimos com o nosso safari.

Nicholas encontrou pegadas e fezes de elefantes ainda quentes, que indicavam que eles estavam por perto. Demos umas voltas e paramos o jipe. No silêncio da mata, num momento de paz profunda, uma manada de elefantes passou bem nossa frente. Mais um check na lista – o 4º dos Big Five.

Procuramos pelo dos Big Five por toda parte, todos os dias e todas as noites, em cada canto da reserva.

Na última noite, ouvimos um uivado altíssimo de um waterbuck, que emite esse som quando se sente ameaçado e também para alertar os outros animais. Nesse momento, sabíamos que o leopardo estava lá, bem perto de nós, caçando. Rodeamos a área, encontramos o waterbuck, passamos das três horas de duração do safari procurando por ele, e nada. Ficamos um pouco frustrados, mas entendemos que o leopardo simplesmente não queria ser encontrado. Não nessa viagem.

Em nosso último safari, passamos por um local que estava cheirando muito mal. Foi, então, que encontramos uma zebra morta. Ela foi o jantar de um leão na noite anterior. Suas entranhas estavam à mostra, totalmente expostas, embrulhando nosso estômago instantaneamente. Um chacal aproveitava para fazer sua refeição antes que o predador voltasse. É chocante, mas a natureza é assim, vale a lei da sobrevivência.

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Depois de três dias de viagem, entendi que estava muito enganada ao pensar que seria cansativo fazer os 6 safaris. Se pudesse, passaria dia e noite sentada naquele jipe, sentido a energia daquele lugar. Com certeza, foi a melhor e mais emocionante experiência que já vivi.

Naquela manhã de Setembro, me despedi do Kapama com lágrimas nos olhos e um enorme sentimento de gratidão.

 

 

 

 

 

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A aventura continua

6h da manhã. Difícil traduzir em palavras a sensação de estar no meio da selva, totalmente exposta e a mercê da vida selvagem.

É um medo gostoso, um frio na barriga, acompanhado de um coração batendo acelerado. Não se pode prever o que vai acontecer. Tudo é inesperado. Absolutamente nada é planejado.

Esperávamos não nos deparar com algum animal faminto pelo caminho, mas o que nos movia mesmo era cumprir a nossa missão e encontrar os Big Five.

No início da nossa aventura, encontramos o 1º deles – o búfalo. Ele ficou nos encarando por um bom tempo. Fiquei imaginando como devia ser complicado dormir com aquele par de chifres. Deve ser por isso que eles têm esta cara de mal-humorado.

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Mais à frente, nos deparamos com um bando de “impalas”, mais conhecidos como bambis. Eles são naturalmente assustados e prontos para uma rápida fuga, já que fazem parte da cadeia alimentar de todos os outros grandes mamíferos.

As simpáticas girafas e zebras estavam por toda parte e, juntamente a outras espécies, davam um colorido especial à savana africana.

Quando olhamos no relógio, já passava das 9 da manhã e nosso safari matinal chegava ao fim. Nem vimos o tempo passar. Retornamos, tomamos um belo café da manhã e fomos aproveitar as instalações do hotel, já contando os minutos para o safari do fim da tarde.

Por volta das 17h nosso jipe partiu novamente.

De repente, poucos minutos depois, nosso ranger, Cristo, levou o indicador à boca e pediu silêncio. A excitação e o medo automaticamente dispararam nosso coração e a adrenalina correu a todo vapor. Lá estava ele: o 2º dos Big Five – o rei leão, vindo em nossa direção. Gelamos.

Ele passou do lado do nosso jipe. Tão perto que, se alguém estendesse o braço para fora, poderia tocar sua vasta juba. E continuou, com toda sua majestade, até encontrar duas lindas leoas que buscavam, a qualquer custo, chamar sua atenção. Ficamos um tempão criando mentalmente cenários, imaginando o que viria a seguir, o que ele faria com elas. No final das contas, ele as rodeou, soltou um rugido feroz, fez seu charme, deitou no chão e dormiu. Desoladas, as duas leoas fizeram o mesmo. Vai entender!

Antes do sol se pôr, paramos o jipe no meio da selva. O ranger e o tracker sacaram uma mesinha, onde colocaram petiscos e uma geladeira cheia de bebidas. Era hora dos sundowners drinks. Então, saboreando uma Savanna Dry e uma taça de vinho tinto, assistimos ao pôr do sol, com uma sensação de incrível liberdade.

Quando escurece, a única luz que existe na selva é a da lanterna do tracker, que fica sentado num banquinho para fora do jipe, iluminando as árvores ao nosso redor e rastreando os animais pelo som e pelo cheiro. Qualquer barulho pode significar uma ameaça e, por isso, temos que ficar sempre alertas.

Estávamos contemplando as tantas estrelas que preenchiam a imensidão do céu, quando nos demos conta de que nosso safari noturno também chegava ao fim.

Queríamos mais, muito mais. Afinal, ainda faltavam 3 dos Big Five.

Será que tivemos sorte e fomos bem-sucedidos em nossa missão?

Só há um jeito de descobrir….