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Um pouco de Toscana nunca é demais

Minha recomendação mais importante para uma viagem pela Toscana é que você se perca, propositalmente. Não se apegue tanto ao GPS, pois a região tem tanto a oferecer, que seria um desperdício selecionar o que visitar ou não. Deixe-se levar e não se arrependerá.

Chegamos a Firenze ainda sem hotel definido, mas com algumas ideias em mente. Fomos parando de hotel em hotel, até encontrarmos um que nos encantasse e, claro, que tivesse um quarto disponível. Foi assim, que encontramos o Villa Belvedere Hotel.

Ele era simples, mas atendia aos quatro pontos que mais levo em consideração ao escolher um hotel: limpeza, conforto, charme e um belo café da manhã. De lambuja, ainda vi um gatinho andando no estacionamento (para quem não me conhece, sou gateira), era o sinal que faltava para que nos hospedássemos ali.

3O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.

Sempre pedimos dicas de passeio ao concierge do hotel e, dessa vez, nos recomendaram uma esticada até uma comuna italiana chamada Fiesole, que fica a aproximadamente 10 km de Firenze. Fomos conferir.

2O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.

No final do dia, resolvemos jantar num restaurante, do qual infelizmente não me lembro o nome, pois era incrível. Lembro que pedimos uma entrada divina, que mais parecia um prato principal. Havia porções do puríssimo e saboroso parmigiano reggiano, tomate seco, azeitona (pulei essa parte), caponata de berinjela e abobrinha, salames e cogumelos variados. Para acompanhar, pedimos um Chianti clássico, com a certeza de que seria o casamento perfeito. Nossa, só de falar, já me deu água na boca!

Agora só me resta preparar algo para jantar que me lembre essa experiência, já que o vinho estou tomando desde que comecei a contar essa história…

Até a próxima ;o)

 

 

 

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Sob o Sol da Toscana

Eu não poderia começar a escrever sobre outro lugar, que não a Toscana.

Tudo começou há mais de 10 anos, quando assisti ao filme Sob o Sol da Toscana pela primeira vez.

Ele conta a história da escritora Frances Mayes que, após um divórcio inesperado e doloroso, ganha de uma amiga uma viagem pela Toscana. Ela embarca sozinha numa aventura que muda sua vida completamente, quando resolve comprar e morar numa casa em Bramasole. A partir daí, acaba fazendo amizades, descobrindo prazeres e experiências com as quais jamais havia sonhado.

Esta comédia romântica leve e gostosa despertou em mim a vontade de viajar, experimentar novos sabores, desbravar o mundo e conhecer novas culturas. Foi assim que comecei a planejar a minha primeira viagem e o destino não poderia ser outro: a belíssima, Itália.

Em 2007, eu e meu marido (na época, namorado) fizemos um roteiro de 15 dias dirigindo pelo País, mais de 2.000 km rodados, delícias gastronômicas e muitas paisagens de tirar o fôlego, como esta da foto. Deu vontade de largar tudo por aqui e morar numa casinha de pedra, cheia de flores e ciprestes, no meio do nada, onde o vizinho mais próximo está a perder de vista…

Ao longo dos últimos anos, confesso que assisti ao filme incansáveis vezes, me transportando mentalmente para aqueles lugares maravilhosos. Afinal, acho que é esse poder que a Itália tem, de deixar saudade e nos fazer pensar em quando iremos nos perder por suas paisagens exuberantes novamente!