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Quinta das Lavandas e a rota dos vinhos do Alentejo

            IMG_4822Viajar pelo Velho Mundo é se surpreender com paisagens inusitadas, belezas naturais desconhecidas e lugares cheios de histórias a serem relembradas. E, claro, castelos e mais castelos. O Mau é “o louco dos castelos”. Não pode ver um de longe, que quer conhecer. Foi o que aconteceu com este, em Evoramonte. Que nos proporcionou esta vista…

IMG_4870Chegando a Castelo de Vide fomos presenteados com um lindo pôr do sol. Escolhemos o Quinta das Lavandas, um hotel rural a alguns quilômetros do centro, para passar duas noites e explorar a região.

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Teresa, a simpática proprietária, foi nos recepcionar de braços e sorriso abertos. Fez questão de nos mostrar todo o hotel e garantir que nos sentíssemos em casa. O lugar tem uma ótima estrutura, piscina, quartos super bacanas, além de um astral especial e acolhedor. Fiquei apaixonada.

 

Quinta

Fonte: site Quinta das Lavandas

A lavanda é a verdadeira protagonista da Quinta, que tem uma plantação linda de onde são feitos óleos essenciais e outros produtos especiais.  O aroma delicado da lavanda se faz notar em todos os cantos, de forma sutil e encantadora, instigando nossos sentidos e trazendo uma deliciosa sensação de calma e relaxamento.

IMG_5012Na manhã seguinte, Teresa nos deu algumas dicas do que fazer na cidade. Começamos visitando o centro, bem pacato e tranquilo, como uma cidadezinha do interior. Na lojinha Sabores da Terra, provamos o doce boleima, uma receita judaica feita de pão sem fermento, maçã e canela. Só de lembrar, senti o sabor na minha boca. Se você for fã de doces, aproveite e experimente também o de castanhas portuguesas. Divino!

IMG_4841De lá, seguimos para as vinícolas. Em Estremoz e arredores visitamos três delas: Herdade das Servas, Dona Maria e Tapada do Chaves que havia sido comprada recentemente pela Fundação Eugénio de Almeida e estava em processo de inventário, por isso, apenas conhecemos as vinhas e o processo produtivo, mas não pudemos fazer degustação.

 

IMG_4862A vinícola Dona Maria, também conhecida como Quinta do Carmo, foi um presente de Dom João V a sua amante. Visitando a vinha você vai ficar sabendo de toda a história, mas vou te falar que a Dona Maria mandou bem, mostrou seu valor, porque o lugar é maravilhoso. A vinícola, o palácio e os jardins são impressionantes, além dos vinhos de excelente qualidade, como o Alicante Bouschet Júlio B. Bastos 2014 e o Dona Maria Grande Reserva Alentejo DOC 2012.

IMG_4840Para quem tem tempo de folga e aprecia um bom vinho, sugiro uma estada de 3 ou 4 dias para explorar a rota do vinho com mais calma. Existem dezenas de vinhas, umas mais, outras menos conhecidas. Não se prenda somente às grandes e turísticas. Há pequenos produtores fazendo vinhos muito bons, viu!? Lembre-se de fazer reserva para visita e prova de vinho com antecedência, pois os horários são bem concorridos (não importa a época do ano).

Me despedi de Castelo de Vide deixando um pedacinho do meu coração no Quinta das Lavandas. Esse lugar é muito especial e me conquistou pra valer. Teresa, querida, obrigada por tudo que fez por nós e pelas dicas valiosas!

Próxima parada: Castelo de Marvão + uma boa surpresa gastronômica (simples, acessível e MUITO saborosa) + um pit stop entre Portugal e Espanha.  Não perca o próximo post!

Quinta das Lavandas ❤

https://www.quintadaslavandas.pt/

Dona Maria

http://donamaria.pt/

donamaria@donamaria.pt

Herdade das Servas

http://www.herdadedasservas.com/

enoturismo@herdadedasservas.com

 

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Um dia em Évora. O que fazer?

A cidade de Évora é muito gostosa para ficar apenas um dia. Passear por suas ruas pacatas sem compromisso ou pressa é o mais sábio a fazer. Mas, se você ficar um dia e meio, como nós ficamos, lá vão algumas sugestões para preencher bem esse tempo.

IMG_4738 - CopiaComeçamos dando uma volta pela cidade, passamos pelo Templo de Diana, que estava sendo reformado e seguimos para a famosa Capela dos Ossos que, como o nome sugere, é inteirinha feita de ossos humanos. Sim, há caveiras por todos os lados. O lugar tem uma vibe esquisita, mas é parada obrigatória para quem visita Évora. Esse papo de morte nos fez pensar como a vida é passageira. Logo, decidimos  aproveitar o que ela tem de melhor: comendo e bebendo bem!

 

IMG_4584 - CopiaSendo assim, fomos direto para o Fialho, restaurante bem tradicional, famoso e lotado (é bom reservar). O garçom vai colocando todas as entradas na mesa e você escolhe o que vai comer. Fomos de queijo de ovelha, polvo, pimentão, bolinho de bacalhau…enfim, praticamente tudo. Pedimos Bochecha de Porco Preto e Borrego assado com batatinhas de prato principal. Para acompanhar, uma garrafa do Alicante Bouschet Reguengos de Monsaraz 2009. Tudo fantástico. De quebra, ainda conhecemos um casal nota dez (Tony e Denize) entre uma comilança e outra e batemos altos papos!

IMG_4647 - CopiaPara terminar o dia com chave de ouro, a tão esperada visita à Adega da Cartuxa (Fundação Eugênio de Almeida), produtora de um dos mais conceituados tintos de Portugal, o Pêra Manca, que você pode comprar pela bagatela de 194 euros. Para quem realmente tiver coragem de investir, cada pessoa pode comprar apenas uma garrafa desse vinho, tá? Infelizmente, ele não entra na degustação, o que não tira a graça de forma alguma, porque além de provar outros tintos e brancos deliciosos, também fazemos degustação dos azeites, que são incríveis. Nem preciso dizer que voltei com um na mala, né?

No dia seguinte, quando estávamos de saída do hotel, Peter e Nina, proprietários da Albergaria do Calvário nos deram mais uma super dica: um lugar para almoçar a caminho de Estremoz e Marvão. Ligaram e falaram com o dono para reservar uma mesa pra gente. Então, seguimos direto pra lá, com a tradicional fome que Deus me deu.

IMG_4793O restaurante chama-se O Bolas e fica na cidade de Azaruja. Quando paramos o carro na frente pensamos – putz, será? Vamos arriscar?Não havia uma alma na rua. O restaurante mais parecia um boteco, mas foi tão bem recomendado, que resolvemos experimentar.

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Simples de tudo, O Bolas é comandado pelo Seu Bolas, como carinhosamente o chamamos, e sua esposa, que não somente gerenciam, como abrem a porta, nos levam à mesa, fazem a comida, servem os clientes, fecham a conta e, o mais gostoso, adoram bater um bom papo.

Se quiser provar a autêntica refeição alentejana, O Bolas é o lugar. E não adianta achar que vai escolher seu vinho e suas entradas. Seu Bolas fará questão de escolher por você. No máximo, você vai escolher o seu prato e olhe lá. Mas, fique tranquilo, Seu Bolas sabe o que está fazendo. Confie e deixe seus preconceitos de lado.

Para começar uma porção de Porco Preto, versão portuguesa do Pata Negra. Para compartilhar, uma sopa de poejo com ovos escalfados – não me perguntem o que é. Só sei que é bom demais – e costeleta de novilho grelhada, acompanha batata frita da Dona Bolas. Refeição caseira, simples e afetuosa. Não é à toa que O Bolas recebe diariamente pessoas vindas dos quatro cantos de Portugal. Conhecemos um casal que estava fazendo bate e volta de Lisboa, só para almoçar.

De lá, seguimos viagem para nosso próximo ponto de parada: Castelo de Vide e fizemos paradas estratégicas em mais duas vinícolas. Acompanhe os posts!

Bjs e até lá.

Restaurante Fialho

http://restaurantefialho.pt/

Adega Cartuxa

Para conhecer os tipos de visitas e valores, acesse o site e reserve com antecedência:

www.cartuxa.pt

Restaurante O Bolas ❤

Rua Conde Galveias, 22 – Azaruja

Quer saber mais sobre Portugal? Clique nos links abaixo:

Portugal de ponta a ponta

Nossa primeira parada na região do Algarve

Do Algarve à Costa Vicentina

Alentejo. Como não amar?

 

 

 

 

 

 

 

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Saj – Delícia das Arábias

Se eu tivesse direito a uma última refeição especial e pudesse pedir qualquer coisa, não tenho a menor dúvida do que seria. Um banquete árabe!

Sou descendente de italianos por parte de pai e de árabes por parte de mãe. Que bela mistura, né? Talvez seja essa a principal razão da minha paixão por ambas as culinárias.

Minha avó costumava fazer aos domingos um verdadeiro festival árabe. Meus olhos brilhavam quando via aquela panelada de charuto maravilhosa, o cheirinho do melhor kibe frito do mundo no ar, o tabule e o kibe cru, que comíamos numa camada de cebola crua, com cebolinha e muito azeite, como se estivéssemos mordendo uma maçã. Meu Deus, que delícia. Não sei vocês, mas fiquei com água na boca!

IMG_0456Hoje, infelizmente, minha avó já não consegue mais cozinhar…Por isso, vou falar sobre um dos restaurantes árabes que mais gosto, o Saj. Ele tem três endereços, mas meu preferido é o da Vila Madalena. O ambiente é todo decorado no melhor estilo Arábias, uma decoração alegre, que ao mesmo tempo te acolhe, te faz sentir em casa. Na entrada, provavelmente você vai pegar uma fila de espera. Aproveite esse tempo para se deliciar com uma caipirinha de jabuticaba de cair o queixo e entre no clima.

Ainda não consegui provar todo o cardápio, mas tenho alguns favoritos. A abobrinha recheada é imbatível: carne moída e um molho de tomate dos deuses, tem um sabor perfumado, com especiarias, difícil de descrever de tão deliciosa. Outras boas pedidas são linguiça árabe, kafta, falafel (bolinho feito com grão de bico) e salada jiddo (com folhas verdes, figo e chancliche). Eles também têm opções vegetarianas. E, claro, não deixe de experimentar o tradicional: kibe, esfiha (peça a folhada, muito top!), homus, babaganouch, coalhada, tudo acompanhado com pães feitos na hora, que chegam macios, cheirosos e quentinhos à mesa. Aliás, peça para ver os cozinheiros preparando o pão folha. Eles fazem o molde numa almofada e depois colocam a massa numa chapa de aço, é muito bacana de ver…..e de comer!

Durante toda essa comilança, pense em guardar um espaço para as sobremesas, como os doces árabes com calda de mel de laranjeira ou, se você for um fanático por chocolate, o bolo da teta. Não vai se arrepender!

Aproveitem 🙂

Saj

http://sajrestaurante.com.br/

Rua Girassol, 523 – Vila Madalena ❤

*obs.: eles têm delivery!

 

 

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Borgonha e a vida das vinhas

Um dia desses assisti ao documentário “A Year in Burgundy”, no Netflix. Ele mostra o processo de produção de vinhos de algumas famílias produtoras de Borgonha. Cada estágio da produção é acompanhado pela francesa Martine Saunier, uma das maiores e mais respeitadas importadoras de vinho de São Francisco. Profunda conhecedora das particularidades das vinhas francesas, ela seleciona pessoalmente os vinhos que compra.

IMG_7249Há centenas de anos, quando não havia estudos geológicos avançados, os vinicultores perceberam que as mesmas uvas, plantadas em diferentes partes do terreno, tinham sabor diferente. Então, cada terroir foi demarcada e fechada com portões, que definiam a propriedade de cada um dos produtores. Os vinhos da região recebem o nome dessas vilas onde são produzidos e imprimem a personalidade de seu vinicultor, como se contassem um pouquinho de sua história.

Estivemos na França em 2014, e fizemos a Route des Grands Crus, passando por diversas vinícolas. Queria ter conhecido essa história linda de dedicação, precisão, amor e carinho, antes de ter feito a viagem pela região. Se eu já me emocionei por estar lá, em meio a todos aqueles vinhedos sem fim, imaginem se tivesse feito esse passeio depois de entender bem todo o esforço que, passado de geração para geração, está por trás da identidade das vinhas. Afinal, o bom vinho vem dos corações e das mentes das pessoas que os criam, não é mesmo?

Uma coisa é verdade, depois que você conhece as particularidades dos vinhos de Borgonha, a natureza, o terroir e a arte que os tornam tão singulares e especiais, é impossível não se apaixonar.

Se você estiver planejando uma viagem para a região, considere levar aquelas malas próprias para transporte de garrafas, pois a qualidade dos vinhos é excepcional e você vai se arrepender de não voltar com a mala cheia! Os destaques, na minha opinião, são as uvas Pinot Noir e Chardonnay. Ah, não deixe de visitar a Château de Corton-Andre. É bárbara! Outra dica de ouro é se hospedar em algum dos vilarejos da Route des Grands Crus, assim você pode fazer todas as degustações que quiser, como se não houvesse amanhã!

Château de Corton-Andre ❤

Rue d’Aloxe Corton, 21420 Aloxe-Corton, França

http://www.corton-andre.com/

*Quer saber mais sobre a Borgonha? Clique nos posts abaixo:

Route des Grands Crus

De Dijon à Beaune: surpresas gastronômicas

 

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2 Vinícolas imperdíveis no Valle Colchagua

O Valle Colchagua é um verdadeiro deleite para os apreciadores de vinhos chilenos. As condições climáticas e geográficas da região favorecem a produção de vinhos de excelente qualidade. Lá, existem vinícolas de todos os portes e para todos os gostos, mas o bom mesmo é degustar os vinhos e admirar a belíssima paisagem.

Ficamos quatro dias no Valle Colchagua e visitamos algumas vinícolas da região. Hoje vou falar de duas que considero imperdíveis: La Postolle e Montes.

img_1281A La Postolle produz vinhos orgânicos e biodinâmicos, isso quer dizer que todos os fatores envolvidos na produção (solo, plantas, humanos e animais) atuam num sistema holístico, harmonioso e autossustentável, preocupado não somente com a qualidade, mas também com a preservação da natureza e uso consciente de seus recursos. É um trabalho bem manual mesmo.

Além do tour pela propriedade, você pode fazer a degustação de quatro tipos de vinho, incluindo seu ícone, o Clos Apalta, super premiado mundo afora. Caso queira ampliar sua experiência, você também pode se hospedar dentro da La Postolle por uma quantia, na minha opinião, um pouco alta. Vi pelo site que as instalações são muito bacanas, mas, sinceramente, não sei se vale à pena.

Em termos de estrutura e beleza, achei a Montes bem mais rica e completa. A propriedade onde ficam os vinhedos é lindíssima e todo o interior foi projetado com base no Feng Shui, utilizando a força da água e do vento para que as energias positivas possam influenciar o ambiente. Acho que deu certo, viu?!

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A degustação é muito legal, pois temos uma verdadeira aula sobre o processo de produção utilizado, o dry farmed, em que eles irrigam o mínimo possível os vinhedos (economizando 65% de água) para que eles busquem os nutrientes por meio de suas raízes mais profundas, tornando-se mais fortes e, consequentemente, produzindo vinhos mais complexos. Eu achei incrível!

Particularmente, prefiro os vinhos da Montes aos da La Postolle. Eles agradam mais o meu paladar. E acho que isso é o que mais importa: saborear um vinho pelo prazer que ele te dá e não por ele ser um ícone mundialmente reconhecido e premiado. Certo?

Ao final do tour, aproveite para comprar os vinhos que, em média, custam 1/3 do preço que pagamos aqui no Brasil. Vale M-U-I-T-O à pena. Depois, sente-se à beira dos espelhos d’água e almoce no Bistrô Alfredo, com uma vista incrível dos vinhedos. Se for fã de frutos do mar, recomendo o polvo à vinagrete. É de cair o queixo.

Dica: como todas as vinícolas da região, é bom reservar tour, degustação e almoço com antecedência.

La Postolle

www.lapostolle.com

closapaltatours@lapostolle.com

Montes ❤

www.monteswines.com

lafinca@monteswines.com

Por hoje é só. Espero que tenham gostado das dicas!

bjs e até a próxima ;o)

obs.: quer saber mais sobre as vinícolas chilenas? Clique aqui e aqui.

 

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A vinícola mais linda que já vi

Se você for para o Chile e quiser fugir um pouco das vinícolas mais comerciais e turísticas, uma boa ideia é fazer uma visita à Viña Errazuriz, que fica na cidade de San Felipe, Vale Aconcagua.

Eu e o Mau estávamos em Santiago, ansiosos pela chegada de um casal muito querido para começar a segunda etapa da viagem: as viñas. Buscamos a Joyce e o Alexei no aeroporto e seguimos para San Felipe, a 100 km da capital chilena.

img_1166A paisagem que vimos no caminho até a vinícola é simplesmente linda. Aquele céu azul, a Cordilheira dos Andes ao fundo, a neve sendo derretida pelo sol, anunciando o fim do inverno, são de tirar o fôlego.

Chegando lá, fomos recebidos por uma vista incrível. Espelhos d’água te guiam para a casa principal. Árvores, flores e muitas plantas estão lindamente posicionadas por toda a propriedade. As montanhas ao fundo e o resto do espaço preenchido com parreiras. É praticamente uma obra de arte!

Como não tínhamos feito reserva e chegamos lá no fim da tarde, infelizmente não conseguimos fazer o tour com as degustações, mas não perdemos a viagem. Compramos uma garrafa do The Blend Collection, um assemblage das uvas Grenache, Syrah, Mourvèdre e Carignan (delicioso) e degustamos no espaço com vista para o jardim. Um cheirinho suave, parecido com o perfume da dama da noite, e o som da fonte no jardim eram o convite que precisávamos para fazermos tudo isso sem a menor pressa.

img_1183Nem me lembro quantas vinícolas já visitamos nessa vida, mas a Errazuriz foi a que mais nos impressionou. É um lugar que traz um ar de despreocupação, como se fosse possível parar o tempo por alguns instantes, sabe? Muito especial. Queria ter passado mais tempo lá…

Bem que a minha prima falou que era um passeio imperdível. Obrigada pela dica, Pri ❤

Viña Errazuriz

Calle Chorrillos 21, San Felipe, Chile

www.errazuriz.com

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Terraviña, um hotel especial no Valle Colchagua

O Valle Colchagua fica a aproximadamente 150 km de Santiago e é lá que você encontra alguns dos maiores e melhores produtores de vinhos chilenos.

Quando começamos a planejar nossa viagem, minha ideia era ficar hospedada num hotel dentro de uma vinícola. Acontece que esse pequeno luxo custa muito caro e, para falar a verdade, não sei se compensa.

Mesmo assim, já me imaginava acordando bem cedo num dia ensolarado, colocando um macacão jeans, um chapéu e uma botina para participar da colheita manual nos vinhedos. Depois, ajudando os produtores a separar as uvas e entrando naqueles barris gigantes para pisoteá-las. Coisa de filme, sabe? Eu ia AMAR.

Voltando a realidade, continuei pesquisando opções mais viáveis de hospedagem, até que encontrei o adorável Terraviña, que fica na cidade de Santa Cruz. O hotel me conquistou logo de cara pois, além de ter ótima pontuação no TripAdvisor e no Booking, ele ficava num vinhedo. Era exatamente o que buscávamos e ainda cabia no bolso.

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O hotel tem uma excelente localização. Fica próximo a bons restaurantes e às mais conceituadas vinícolas da região, como a Viu Manent, Laura Hartwig, La Postolle e a Montes (minha preferida), que em breve ganharão posts exclusivos aqui no blog.

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Os olhos estavam fechados, mas o sorriso sempre aberto!

Quando chegamos lá, fomos super bem recebidos pelo simpático Nicolas. Pensa numa pessoa que simplesmente ama o que faz, que é apaixonado pelo seu trabalho. Ele conhece muito bem a região, dá ótimas dicas, verdadeiras aulas sobre a história dos vinhos e, de quebra, ainda está estudando português para se comunicar melhor com os hóspedes brasileiros. Sem dúvida, esse é o cara. O diferencial do hotel. Uma pessoa que transborda cordialidade e simpatia, que emana uma energia contagiante. Gratidão por conhecer pessoas assim!

 

Os quartos são amplos, arejados e recebem uma deliciosa iluminação natural. A decoração é rústica, com móveis restaurados e cheios de charme. Você consegue ver o nascer do sol pela janela e o pôr do sol pela varanda. Sensacional!

img_7366Ao fundo uma piscina, local perfeito para se deliciar com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho. Ah, para nossa alegria, o hotel dispõe daquelas máquinas de vinho que você pode tomar vários rótulos em taças, sabe? Assim, você pode provar todos os vinhos que quiser, sem ter que comprar a garrafa. Muito top, né?

img_7305O lugar não tem nenhum luxo, mas é muito especial. Traz um ar bem bucólico, onde a natureza se faz presente o tempo todo. No gramado, você se depara com delicados pés de limão siciliano, muitas plantas e flores. Para encher meu coração de alegria e fechar com chave de ouro, o hotel ainda tinha uma gatinha de estimação, chamada Sofia, que era um doce e muito carinhosa.

O conjunto de todas essas pequenas coisas fez com que nossa estadia no Terraviña fosse muito, mas muito especial.