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Saj – Delícia das Arábias

Se eu tivesse direito a uma última refeição especial e pudesse pedir qualquer coisa, não tenho a menor dúvida do que seria. Um banquete árabe!

Sou descendente de italianos por parte de pai e de árabes por parte de mãe. Que bela mistura, né? Talvez seja essa a principal razão da minha paixão por ambas as culinárias.

Minha avó costumava fazer aos domingos um verdadeiro festival árabe. Meus olhos brilhavam quando via aquela panelada de charuto maravilhosa, o cheirinho do melhor kibe frito do mundo no ar, o tabule e o kibe cru, que comíamos numa camada de cebola crua, com cebolinha e muito azeite, como se estivéssemos mordendo uma maçã. Meu Deus, que delícia. Não sei vocês, mas fiquei com água na boca!

IMG_0456Hoje, infelizmente, minha avó já não consegue mais cozinhar…Por isso, vou falar sobre um dos restaurantes árabes que mais gosto, o Saj. Ele tem três endereços, mas meu preferido é o da Vila Madalena. O ambiente é todo decorado no melhor estilo Arábias, uma decoração alegre, que ao mesmo tempo te acolhe, te faz sentir em casa. Na entrada, provavelmente você vai pegar uma fila de espera. Aproveite esse tempo para se deliciar com uma caipirinha de jabuticaba de cair o queixo e entre no clima.

Ainda não consegui provar todo o cardápio, mas tenho alguns favoritos. A abobrinha recheada é imbatível: carne moída e um molho de tomate dos deuses, tem um sabor perfumado, com especiarias, difícil de descrever de tão deliciosa. Outras boas pedidas são linguiça árabe, kafta, falafel (bolinho feito com grão de bico) e salada jiddo (com folhas verdes, figo e chancliche). Eles também têm opções vegetarianas. E, claro, não deixe de experimentar o tradicional: kibe, esfiha (peça a folhada, muito top!), homus, babaganouch, coalhada, tudo acompanhado com pães feitos na hora, que chegam macios, cheirosos e quentinhos à mesa. Aliás, peça para ver os cozinheiros preparando o pão folha. Eles fazem o molde numa almofada e depois colocam a massa numa chapa de aço, é muito bacana de ver…..e de comer!

Durante toda essa comilança, pense em guardar um espaço para as sobremesas, como os doces árabes com calda de mel de laranjeira ou, se você for um fanático por chocolate, o bolo da teta. Não vai se arrepender!

Aproveitem 🙂

Saj

http://sajrestaurante.com.br/

Rua Girassol, 523 – Vila Madalena ❤

*obs.: eles têm delivery!

 

 

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Borgonha e a vida das vinhas

Um dia desses assisti ao documentário “A Year in Burgundy”, no Netflix. Ele mostra o processo de produção de vinhos de algumas famílias produtoras de Borgonha. Cada estágio da produção é acompanhado pela francesa Martine Saunier, uma das maiores e mais respeitadas importadoras de vinho de São Francisco. Profunda conhecedora das particularidades das vinhas francesas, ela seleciona pessoalmente os vinhos que compra.

IMG_7249Há centenas de anos, quando não havia estudos geológicos avançados, os vinicultores perceberam que as mesmas uvas, plantadas em diferentes partes do terreno, tinham sabor diferente. Então, cada terroir foi demarcada e fechada com portões, que definiam a propriedade de cada um dos produtores. Os vinhos da região recebem o nome dessas vilas onde são produzidos e imprimem a personalidade de seu vinicultor, como se contassem um pouquinho de sua história.

Estivemos na França em 2014, e fizemos a Route des Grands Crus, passando por diversas vinícolas. Queria ter conhecido essa história linda de dedicação, precisão, amor e carinho, antes de ter feito a viagem pela região. Se eu já me emocionei por estar lá, em meio a todos aqueles vinhedos sem fim, imaginem se tivesse feito esse passeio depois de entender bem todo o esforço que, passado de geração para geração, está por trás da identidade das vinhas. Afinal, o bom vinho vem dos corações e das mentes das pessoas que os criam, não é mesmo?

Uma coisa é verdade, depois que você conhece as particularidades dos vinhos de Borgonha, a natureza, o terroir e a arte que os tornam tão singulares e especiais, é impossível não se apaixonar.

Se você estiver planejando uma viagem para a região, considere levar aquelas malas próprias para transporte de garrafas, pois a qualidade dos vinhos é excepcional e você vai se arrepender de não voltar com a mala cheia! Os destaques, na minha opinião, são as uvas Pinot Noir e Chardonnay. Ah, não deixe de visitar a Château de Corton-Andre. É bárbara! Outra dica de ouro é se hospedar em algum dos vilarejos da Route des Grands Crus, assim você pode fazer todas as degustações que quiser, como se não houvesse amanhã!

Château de Corton-Andre ❤

Rue d’Aloxe Corton, 21420 Aloxe-Corton, França

http://www.corton-andre.com/

*Quer saber mais sobre a Borgonha? Clique nos posts abaixo:

Route des Grands Crus

De Dijon à Beaune: surpresas gastronômicas

 

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2 Vinícolas imperdíveis no Valle Colchagua

O Valle Colchagua é um verdadeiro deleite para os apreciadores de vinhos chilenos. As condições climáticas e geográficas da região favorecem a produção de vinhos de excelente qualidade. Lá, existem vinícolas de todos os portes e para todos os gostos, mas o bom mesmo é degustar os vinhos e admirar a belíssima paisagem.

Ficamos quatro dias no Valle Colchagua e visitamos algumas vinícolas da região. Hoje vou falar de duas que considero imperdíveis: La Postolle e Montes.

img_1281A La Postolle produz vinhos orgânicos e biodinâmicos, isso quer dizer que todos os fatores envolvidos na produção (solo, plantas, humanos e animais) atuam num sistema holístico, harmonioso e autossustentável, preocupado não somente com a qualidade, mas também com a preservação da natureza e uso consciente de seus recursos. É um trabalho bem manual mesmo.

Além do tour pela propriedade, você pode fazer a degustação de quatro tipos de vinho, incluindo seu ícone, o Clos Apalta, super premiado mundo afora. Caso queira ampliar sua experiência, você também pode se hospedar dentro da La Postolle por uma quantia, na minha opinião, um pouco alta. Vi pelo site que as instalações são muito bacanas, mas, sinceramente, não sei se vale à pena.

Em termos de estrutura e beleza, achei a Montes bem mais rica e completa. A propriedade onde ficam os vinhedos é lindíssima e todo o interior foi projetado com base no Feng Shui, utilizando a força da água e do vento para que as energias positivas possam influenciar o ambiente. Acho que deu certo, viu?!

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A degustação é muito legal, pois temos uma verdadeira aula sobre o processo de produção utilizado, o dry farmed, em que eles irrigam o mínimo possível os vinhedos (economizando 65% de água) para que eles busquem os nutrientes por meio de suas raízes mais profundas, tornando-se mais fortes e, consequentemente, produzindo vinhos mais complexos. Eu achei incrível!

Particularmente, prefiro os vinhos da Montes aos da La Postolle. Eles agradam mais o meu paladar. E acho que isso é o que mais importa: saborear um vinho pelo prazer que ele te dá e não por ele ser um ícone mundialmente reconhecido e premiado. Certo?

Ao final do tour, aproveite para comprar os vinhos que, em média, custam 1/3 do preço que pagamos aqui no Brasil. Vale M-U-I-T-O à pena. Depois, sente-se à beira dos espelhos d’água e almoce no Bistrô Alfredo, com uma vista incrível dos vinhedos. Se for fã de frutos do mar, recomendo o polvo à vinagrete. É de cair o queixo.

Dica: como todas as vinícolas da região, é bom reservar tour, degustação e almoço com antecedência.

La Postolle

www.lapostolle.com

closapaltatours@lapostolle.com

Montes ❤

www.monteswines.com

lafinca@monteswines.com

Por hoje é só. Espero que tenham gostado das dicas!

bjs e até a próxima ;o)

obs.: quer saber mais sobre as vinícolas chilenas? Clique aqui e aqui.

 

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A vinícola mais linda que já vi

Se você for para o Chile e quiser fugir um pouco das vinícolas mais comerciais e turísticas, uma boa ideia é fazer uma visita à Viña Errazuriz, que fica na cidade de San Felipe, Vale Aconcagua.

Eu e o Mau estávamos em Santiago, ansiosos pela chegada de um casal muito querido para começar a segunda etapa da viagem: as viñas. Buscamos a Joyce e o Alexei no aeroporto e seguimos para San Felipe, a 100 km da capital chilena.

img_1166A paisagem que vimos no caminho até a vinícola é simplesmente linda. Aquele céu azul, a Cordilheira dos Andes ao fundo, a neve sendo derretida pelo sol, anunciando o fim do inverno, são de tirar o fôlego.

Chegando lá, fomos recebidos por uma vista incrível. Espelhos d’água te guiam para a casa principal. Árvores, flores e muitas plantas estão lindamente posicionadas por toda a propriedade. As montanhas ao fundo e o resto do espaço preenchido com parreiras. É praticamente uma obra de arte!

Como não tínhamos feito reserva e chegamos lá no fim da tarde, infelizmente não conseguimos fazer o tour com as degustações, mas não perdemos a viagem. Compramos uma garrafa do The Blend Collection, um assemblage das uvas Grenache, Syrah, Mourvèdre e Carignan (delicioso) e degustamos no espaço com vista para o jardim. Um cheirinho suave, parecido com o perfume da dama da noite, e o som da fonte no jardim eram o convite que precisávamos para fazermos tudo isso sem a menor pressa.

img_1183Nem me lembro quantas vinícolas já visitamos nessa vida, mas a Errazuriz foi a que mais nos impressionou. É um lugar que traz um ar de despreocupação, como se fosse possível parar o tempo por alguns instantes, sabe? Muito especial. Queria ter passado mais tempo lá…

Bem que a minha prima falou que era um passeio imperdível. Obrigada pela dica, Pri ❤

Viña Errazuriz

Calle Chorrillos 21, San Felipe, Chile

www.errazuriz.com

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Terraviña, um hotel especial no Valle Colchagua

O Valle Colchagua fica a aproximadamente 150 km de Santiago e é lá que você encontra alguns dos maiores e melhores produtores de vinhos chilenos.

Quando começamos a planejar nossa viagem, minha ideia era ficar hospedada num hotel dentro de uma vinícola. Acontece que esse pequeno luxo custa muito caro e, para falar a verdade, não sei se compensa.

Mesmo assim, já me imaginava acordando bem cedo num dia ensolarado, colocando um macacão jeans, um chapéu e uma botina para participar da colheita manual nos vinhedos. Depois, ajudando os produtores a separar as uvas e entrando naqueles barris gigantes para pisoteá-las. Coisa de filme, sabe? Eu ia AMAR.

Voltando a realidade, continuei pesquisando opções mais viáveis de hospedagem, até que encontrei o adorável Terraviña, que fica na cidade de Santa Cruz. O hotel me conquistou logo de cara pois, além de ter ótima pontuação no TripAdvisor e no Booking, ele ficava num vinhedo. Era exatamente o que buscávamos e ainda cabia no bolso.

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O hotel tem uma excelente localização. Fica próximo a bons restaurantes e às mais conceituadas vinícolas da região, como a Viu Manent, Laura Hartwig, La Postolle e a Montes (minha preferida), que em breve ganharão posts exclusivos aqui no blog.

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Os olhos estavam fechados, mas o sorriso sempre aberto!

Quando chegamos lá, fomos super bem recebidos pelo simpático Nicolas. Pensa numa pessoa que simplesmente ama o que faz, que é apaixonado pelo seu trabalho. Ele conhece muito bem a região, dá ótimas dicas, verdadeiras aulas sobre a história dos vinhos e, de quebra, ainda está estudando português para se comunicar melhor com os hóspedes brasileiros. Sem dúvida, esse é o cara. O diferencial do hotel. Uma pessoa que transborda cordialidade e simpatia, que emana uma energia contagiante. Gratidão por conhecer pessoas assim!

 

Os quartos são amplos, arejados e recebem uma deliciosa iluminação natural. A decoração é rústica, com móveis restaurados e cheios de charme. Você consegue ver o nascer do sol pela janela e o pôr do sol pela varanda. Sensacional!

img_7366Ao fundo uma piscina, local perfeito para se deliciar com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho. Ah, para nossa alegria, o hotel dispõe daquelas máquinas de vinho que você pode tomar vários rótulos em taças, sabe? Assim, você pode provar todos os vinhos que quiser, sem ter que comprar a garrafa. Muito top, né?

img_7305O lugar não tem nenhum luxo, mas é muito especial. Traz um ar bem bucólico, onde a natureza se faz presente o tempo todo. No gramado, você se depara com delicados pés de limão siciliano, muitas plantas e flores. Para encher meu coração de alegria e fechar com chave de ouro, o hotel ainda tinha uma gatinha de estimação, chamada Sofia, que era um doce e muito carinhosa.

O conjunto de todas essas pequenas coisas fez com que nossa estadia no Terraviña fosse muito, mas muito especial.

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Cape winelands e cafuné nos cheetahs!

Depois de algumas degustações de vinho em Stellenbosch, fomos até a cidadezinha de Franschhoek para almoçar no La Petite Ferme, que foge um pouco dos roteiros mais turísticos das winelands próximas à Cape Town.

img_2205A vista estonteante dos vinhedos e montanhas, o clima bucólico e caseiro, o ar puro da fazenda, a natureza em abundância, tudo isso faz com que o lugar se torne incrivelmente encantador. Você também pode se hospedar nas belíssimas acomodações do La Petite Ferme. Imagine só acordar com uma vista maravilhosa como essa todas as manhãs!

img_2268Tente reservar uma mesa na varanda para poder apreciar a vista enquanto deleita-se com sua refeição. Pedi uma truta defumada com mini batatas e o Mau pediu uma perna de coelho com legumes. Ficamos impressionados com a qualidade dos pratos. Simples e, ao mesmo tempo, com sabores delicados e sofisticados. Sem dúvida, um dos melhores achados gastronômicos da região. Para acompanhar, pedimos uma garrafa de um delicioso viogner, produzido pela própria casa.

Na volta para Cape Town, se você tiver um tempo e quiser conhecer os guepardos, recomendo o passeio até o Cheetah Outreach, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo garantir a sobrevivência da espécie. Eles têm um programa que ajuda esses animais ameaçados de extinção, deixando-os viver em liberdade, mas acompanhando sua criação e fornecendo todos os cuidados necessários para uma vida longa e saudável.

img_2254Você pode visitar e até fazer um cafuné neles, seguindo todas as recomendações da equipe. Mas, por mais que tenha alguém dizendo que é seguro, você pensa: o cara é o animal mais veloz do mundo, vai de 0 a 100 em segundos. Se ele quiser que eu vire o jantar dele, não vai ter para ninguém. Então, mesmo com o coração a mil por hora e um baita medo, eu fui. Fiz um chamego no Ebony, este lindão da foto, e percebi que estar cara a cara, tocando num animal selvagem é a sensação mais louca desse mundo. Indescritível!

Para saber mais sobre o projeto entre no site:

http://www.cheetah.co.za

Quer saber mais sobre as degustações de vinho em Stellenbosch? Clique aqui.

 

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2 restaurantes imperdíveis na Cidade do Cabo

O Old Biscuit Mill é um complexo cultural e gastronômico que fica na área de uma antiga fábrica de biscoitos (hoje desativada) no bairro de Woodstock, a 15 minutos de carro de Green Point, Cidade do Cabo, África do Sul.

Lá você pode encontrar sofisticadas lojas de artesanato, design, artistas de rua, food trucks com gastronomia variada e renomados restaurantes. Para aproveitar tudo isso, recomendo que faça o passeio durante o dia. Nós fomos à noite e as lojas estavam fechadas. Se quiser jantar nos mais badalados, fique esperto e faça a reserva com bastante antecedência, pois alguns chegam a ter MESES de espera, como foi o caso dos famosos The Test Kitchen e o Potluck Club. Bem que tentamos!

FullSizeRender[1]Eu já tinha lido boas críticas do Burrata e, como ele era o único com disponibilidade de reserva, unimos o útil ao agradável. O restaurante é especializado em comida italiana, o ambiente é bonito, moderno e tem um preço muito bom. De entrada fomos de burrata, em homenagem ao local. Deliciosa, mas bem que podiam incluir uns pãezinhos extras na porção. Pedimos pizza, feita no forno à lenha, tamanho individual, mas muito bem servida. Eu fui de prosciutto e arugula, presunto cru e rúcula com mozzarella e parmesão (divina) e o Mau pediu uma tradicional margherita. Tomamos uma garrafa do pinotage local Bot River Beaumont e, infelizmente, não sobrou espaço para a sobremesa. Gastamos em torno de 40 dólares e achei bem em conta, considerando a fartura, a qualidade e o sabor dos pratos.

FullSizeRenderOutro restaurante incrível que adoramos, indicação de uma amiga, foi o Societi Bistro. Se estiver um clima agradável, você pode sentar nas mesinhas do jardim ao ar livre. Se estiver frio, sente no ambiente interno, que é muito charmoso e aconchegante, com uma decoração sofisticada e acolhedora, bem carinha de bistrô mesmo. O restaurante traz um outro conceito à gastronomia, uma vez que criam os animais de forma livre, utilizam produtos orgânicos e uma série de cuidados com os alimentos. O atendimento é nota mil, os garçons são jovens e super descolados, conhecem cada ingrediente e sabem como harmonizá-los com bons vinhos. Eu me lembro que estávamos loucos por uma carninha sangrando e pedimos fillet au poivre e sirloin com cogumelos portobello. Para acompanhar, uma garrafa de cabernet sauvignon Holden Manz, produzido em Franschhoek (uma cidade linda, que terá um post exclusivo aqui) e de sobremesa comemos uma torta de chocolate dos deuses! Minha nossa senhora, deu água na boca só de escrever. Na dúvida, aceite as sugestões dos atenciosos garçons e não vai errar. Nós gostamos tanto que voltamos lá na noite seguinte Mais do que recomendado, super aprovado!

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Não é uma graça?

 

Burrata

The Old Biscuit Mill

375 Albert Road, Woodstock, Cape Town, South Africa

http://burrata.co.za/

Societi Bistro

50 Orange Street, Gardens, Cape Town, South Africa

http://societi.co.za/

obs.: as fotos deste post foram retiradas do próprio site dos restaurantes, já que esqueci de levar a câmera nos jantares e a qualidade das fotos do celular à meia luz deixou muito a desejar. Sorry 😦

Bjs e até semana que vem!