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Girassóis em Provence

Um dos meus sonhos era encontrar um campo cheio de girassóis.

Perambulando pela Toscana, em Abril de 2007, vi num calendário uma fotografia de um campo de girassóis com a legenda: Castello di Frosini. Não deu outra, colocamos no GPS e para lá fomos!

Como é primavera, pensei, com certeza esse castelo vai estar abarrotado de girassóis. Só que não. Chegando lá, havia apenas mato e um simples castelo. Nessa tentativa frustrada, descobrimos que o girassol só dá o ar da graça no verão.

A realização desse sonho só aconteceria 7 anos depois.

Eu e o Mau estávamos planejando uma viagem pela França, quando me lembrei dos girassóis.

Já tinha aprendido a lição e sabia que tínhamos que viajar no verão. Então, comecei a pesquisar em sites, blogs e revistas qual o destino certo para encontrá-los nessa época. Resultado: Provence, a bela e magnífica, Provence.

Cada uma dessas fontes indicava uma ruela ou cidadezinha diferente. Novamente utilizamos nosso amado GPS e, na dúvida, fomos parando em cada uma delas, seguindo todas as dicas, e nada de girassol, N-A-D-A.

Já estava ficando decepcionada, quando, de repente, numa piscada de olhos, lá estavam eles, num pequeno trecho da rodovia D-543, sentido Lourmarin-Rognes, bem pertinho do Canal de Marseille.

Lindos, amarelos, imponentes, cheios de vida e alegria, os girassóis ocupavam uns 500m da estradinha, apenas de um dos lados da pista. Se eu estivesse distraída, eles passariam despercebidos.

Não sei se foi sorte ou destino, mas, sem dúvida, foi um dia muito feliz!

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Zanzibar: de filtro, só o solar!

A chegada em Zanzibar é, no mínimo, impactante. Em todos os sentidos.

Da janela do avião, é impossível não se impressionar com o azul intenso do Oceano Índico. Sem dúvida, um dos mais lindos que já vi.

Saindo do avião, temperatura por volta de 40 graus e um sol de rachar. Ainda bem que levamos filtro solar!

O aeroporto tem pouca estrutura. As malas são empilhadas no chão mesmo, uma em cima das outras. O ar condicionado capenga não dá conta e a desorganização reina. Finalmente, pegamos nossas malas e passamos pela alfândega. Não víamos a hora de chegar no hotel.

Eu e meu marido, Mauricio, não havíamos contratado transfer do aeroporto para o hotel, já que o plano era alugar um carro e dar a volta na ilha, de ponta a ponta. Para nossa surpresa, não existia nenhuma empresa de locação de veículos, mas um bando de locais falando meio swahili-meio inglês, tentando “oferecer” serviço de motorista particular ou nos empurrar um carro velho. Não havia taxis.

Depois de alguns minutos aflitivos, sem conseguir falar com o hotel, arriscamos e “contratamos” um motorista, que dirigiu como um louco por uma estrada esburacada e nos cobrou 100 dólares pela aventura. Foi assim que descobrimos que lá não existe uma avenida à beira mar, nem sinalização.

Fizemos o check in no hotel e logo nos deparamos com um presente maravilhoso da natureza, que nos fez esquecer todo o perrengue que passamos e simplesmente agradecer por estarmos ali.

Era o incrível pôr-do-sol da praia de Nungwi, sem filtros, aguardando nossa chegada para ser contemplado.

 

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Sob o Sol da Toscana

Eu não poderia começar a escrever sobre outro lugar, que não a Toscana.

Tudo começou há mais de 10 anos, quando assisti ao filme Sob o Sol da Toscana pela primeira vez.

Ele conta a história da escritora Frances Mayes que, após um divórcio inesperado e doloroso, ganha de uma amiga uma viagem pela Toscana. Ela embarca sozinha numa aventura que muda sua vida completamente, quando resolve comprar e morar numa casa em Bramasole. A partir daí, acaba fazendo amizades, descobrindo prazeres e experiências com as quais jamais havia sonhado.

Esta comédia romântica leve e gostosa despertou em mim a vontade de viajar, experimentar novos sabores, desbravar o mundo e conhecer novas culturas. Foi assim que comecei a planejar a minha primeira viagem e o destino não poderia ser outro: a belíssima, Itália.

Em 2007, eu e meu marido (na época, namorado) fizemos um roteiro de 15 dias dirigindo pelo País, mais de 2.000 km rodados, delícias gastronômicas e muitas paisagens de tirar o fôlego, como esta da foto. Deu vontade de largar tudo por aqui e morar numa casinha de pedra, cheia de flores e ciprestes, no meio do nada, onde o vizinho mais próximo está a perder de vista…

Ao longo dos últimos anos, confesso que assisti ao filme incansáveis vezes, me transportando mentalmente para aqueles lugares maravilhosos. Afinal, acho que é esse poder que a Itália tem, de deixar saudade e nos fazer pensar em quando iremos nos perder por suas paisagens exuberantes novamente!