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Embalse el Yeso, deslumbrante.

Foi pela dica de um amigo que descobri a existência dessa maravilha.

Embalse el Yeso é um reservatório de água que fica aos pés da Cordilheira dos Andes, a mais de 2500 m de altitude e é uma das principais fontes de abastecimento de água potável de Santiago. Fica a aproximadamente 100km da capital chilena e a 50km da cidade de San Jose de Maipo, onde nos hospedamos por uma noite, apenas para fazer o tour.

Pesquisei bastante em sites e blogs e li de tudo um pouco. Algumas pessoas dizendo que foram até lá de táxi ou carro alugado, sem problemas. Outros relatos assustadores, dizendo ser extremamente perigoso e imprudente ir por conta própria, algumas agências cobrando mais de 90.000 CLP o casal (aprox. R$ 450) para realizar o tour e outras que não faziam o passeio durante o inverno. Fiquei na dúvida e não sabia o que fazer.

Enfim, nossa sorte foi conhecer, dias antes, um casal no Valle Nevado que tinha alugado um carro e ido por conta própria até Embalse el Yeso. Eles disseram que a estrada tinha muitas curvas sim, mas que era tranquila e estava sem neve. Aliviados, decidimos fazer o mesmo e não nos arrependemos.

Fizemos o passeio no dia 09 de setembro. No caminho, passamos pelo misterioso túnel Tinoco, que fazia parte do sistema ferroviário há muitos anos e hoje está desativado. Em 1998, um jovem chamado Willy, que sofria de depressão, se suicidou no interior do túnel. Há quem atravesse a escuridão de seus 600 metros de extensão para chegar ao santuário de cata-ventos feito para homenagear Willy, mas é preciso ter coragem. Segundo seus pais, ele se comunica através do vento, por isso, muitos visitantes levam cata-ventos como oferenda e fazem pedidos ao passar por ali. Mais à frente, passamos por Las Cascaras, um refúgio militar abandonado, sujo e detonado, sem qualquer atrativo. Dá pra passar batido.

Uma hora e meia depois de percorrer lentamente, em meio à zona vulcânica, um caminho sinuoso e repleto de curvas perigosas, a gente chega e se depara com essa vista deslumbrante, de tirar o fôlego e, então, tem a certeza de que tudo valeu à pena.

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Lá em cima não tem nenhuma infra, por isso é importante levar água e algo para comer. Muitas pessoas fazem piquenique, levam queijos, vinhos. Até churrasquinho nós vimos por ali. Na minha humilde opinião, me dei por satisfeita por apenas parar e contemplar a beleza do lugar, sem distrações. Nem mesmo uma fotografia é capaz de traduzir a grandeza e a energia do momento. Acreditem.

Acho que até para os mais céticos, vendo um espetáculo da natureza como esse, que mais parece uma aquarela, é difícil não acreditar em algo maior. Presenciar o encontro das nuvens do céu com a neve do topo da Cordilheira, o reflexo dessa imagem no lago, realmente é um presente. Tive a impressão de estar bem pertinho de Deus.

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Gratidão!

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Islândia, uma explosão de natureza

IMG_3802 - CopiaNome: Lais Diniz

Profissão: Psicóloga

Lais é casada e tem 3 filhas, que trabalham e moram fora do Brasil. Ela me contou que desde que conheceu o marido, eles não pararam mais de viajar. “Tenho que fazer minhas ginásticas para poder conciliar meu consultório, que é uma das minhas grandes paixões, com os esquemas das viagens” – ela diz.

Qual o lugar mais incrível que você já visitou?

Todos os lugares foram maravilhosos, cada um com suas peculiaridades.

Tivemos nossa fase de conhecer os grandes centros do mundo, moramos fora do Brasil várias vezes e aprendemos muito sobre culturas diferentes, costumes, culinária, vinhos e como as pessoas se comportam. Agora, numa fase mais intimista, resolvemos procurar países com menos glamour cosmopolita e com mais belezas naturais. Fomos para Alaska, Antarctica e, recentemente, Islândia.

A Islândia foi uma grande surpresa para mim. Todos falam inglês, pois a língua islandesa é somente deles. A natureza explode em todos momentos e lugares. É uma grande ilha de 350.000 habitantes, que fica entre o Reino Unido e a Groenlândia, quase no Polo Ártico, onde o sol não se põe no verão.

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Parece meia-noite?  Lá escurece às 2h da madrugada e às 4h já tem sol!

 

 O que te despertou interesse para fazer essa viagem?

Nosso interesse era mais histórico. Eu tinha vontade de conhecer a história dos Vikings, tanto que trouxe de lá um livro de 1000 páginas, que conta as sagas dos islandeses. Também queria conhecer os sistemas de aquecimento através da energia vulcânica. A água sai absolutamente quente das torneiras!

Conte um pouco da sua experiência e do que mais impressionou nessa viagem.

Lá, nós fazíamos programas diários por nossa conta, através de mapas e indicações. O navio oferecia programas de excursões, mas fomos poucas vezes. Esses pacotes eram extremamente caros como, aliás, tudo na Islândia.

O País tem seus recursos hídricos, energia dos vulcões e parques aquáticos com águas sulforosas e muito quentes, como a da Lagoa Azul, uma das atrações mais visitadas por turistas.

As paisagens me impressionaram bastante. Terra vulcânica, imagens áridas sem vegetação, como se estivéssemos em Marte. Formações rochosas vulcânicas, gêiseres, que transbordam águas ferventes e jorram água vinda de vulcões no subsolo. Enfim, muita beleza natural.

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

Recomendaria restaurantes da orla em Reykjavík, capital da Islândia, onde servem comidas típicas de baleia, tartarugas marinhas, lagostas e puffins (pequena ave que vive no mar e em cavernas) deliciosos!

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?

A natureza explode em todos momentos e lugares. As pessoas são muito agradáveis, gentis e, em geral, belíssimas, principalmente as mulheres.

Bate Pronto – por Lais Diniz 

Comida mais deliciosa: Costelinha de porco com batatas assadas, no único pub de Akureyri, norte da ilha, para assistir e torcer para Islândia no jogo com a França na Euro Copa.

Uma bebida para acompanhar: Chopp feito no pub

A paisagem mais encantadora: Montanhas beirando o mar com várias cavernas e baleias nadando ao lado

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Só não consegui fotografar as baleias! – diz Lais

Para quantos países você já foi? Muitos, mas acho que preciso visitar muito mais países para ter mais cultura. Hahaha!!

Próximo destino: Talvez Marrocos