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Cape winelands e cafuné nos cheetahs!

Depois de algumas degustações de vinho em Stellenbosch, fomos até a cidadezinha de Franschhoek para almoçar no La Petite Ferme, que foge um pouco dos roteiros mais turísticos das winelands próximas à Cape Town.

img_2205A vista estonteante dos vinhedos e montanhas, o clima bucólico e caseiro, o ar puro da fazenda, a natureza em abundância, tudo isso faz com que o lugar se torne incrivelmente encantador. Você também pode se hospedar nas belíssimas acomodações do La Petite Ferme. Imagine só acordar com uma vista maravilhosa como essa todas as manhãs!

img_2268Tente reservar uma mesa na varanda para poder apreciar a vista enquanto deleita-se com sua refeição. Pedi uma truta defumada com mini batatas e o Mau pediu uma perna de coelho com legumes. Ficamos impressionados com a qualidade dos pratos. Simples e, ao mesmo tempo, com sabores delicados e sofisticados. Sem dúvida, um dos melhores achados gastronômicos da região. Para acompanhar, pedimos uma garrafa de um delicioso viogner, produzido pela própria casa.

Na volta para Cape Town, se você tiver um tempo e quiser conhecer os guepardos, recomendo o passeio até o Cheetah Outreach, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo garantir a sobrevivência da espécie. Eles têm um programa que ajuda esses animais ameaçados de extinção, deixando-os viver em liberdade, mas acompanhando sua criação e fornecendo todos os cuidados necessários para uma vida longa e saudável.

img_2254Você pode visitar e até fazer um cafuné neles, seguindo todas as recomendações da equipe. Mas, por mais que tenha alguém dizendo que é seguro, você pensa: o cara é o animal mais veloz do mundo, vai de 0 a 100 em segundos. Se ele quiser que eu vire o jantar dele, não vai ter para ninguém. Então, mesmo com o coração a mil por hora e um baita medo, eu fui. Fiz um chamego no Ebony, este lindão da foto, e percebi que estar cara a cara, tocando num animal selvagem é a sensação mais louca desse mundo. Indescritível!

Para saber mais sobre o projeto entre no site:

http://www.cheetah.co.za

Quer saber mais sobre as degustações de vinho em Stellenbosch? Clique aqui.

 

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Embalse el Yeso, deslumbrante.

Foi pela dica de um amigo que descobri a existência dessa maravilha.

Embalse el Yeso é um reservatório de água que fica aos pés da Cordilheira dos Andes, a mais de 2500 m de altitude e é uma das principais fontes de abastecimento de água potável de Santiago. Fica a aproximadamente 100km da capital chilena e a 50km da cidade de San Jose de Maipo, onde nos hospedamos por uma noite, apenas para fazer o tour.

Pesquisei bastante em sites e blogs e li de tudo um pouco. Algumas pessoas dizendo que foram até lá de táxi ou carro alugado, sem problemas. Outros relatos assustadores, dizendo ser extremamente perigoso e imprudente ir por conta própria, algumas agências cobrando mais de 90.000 CLP o casal (aprox. R$ 450) para realizar o tour e outras que não faziam o passeio durante o inverno. Fiquei na dúvida e não sabia o que fazer.

Enfim, nossa sorte foi conhecer, dias antes, um casal no Valle Nevado que tinha alugado um carro e ido por conta própria até Embalse el Yeso. Eles disseram que a estrada tinha muitas curvas sim, mas que era tranquila e estava sem neve. Aliviados, decidimos fazer o mesmo e não nos arrependemos.

Fizemos o passeio no dia 09 de setembro. No caminho, passamos pelo misterioso túnel Tinoco, que fazia parte do sistema ferroviário há muitos anos e hoje está desativado. Em 1998, um jovem chamado Willy, que sofria de depressão, se suicidou no interior do túnel. Há quem atravesse a escuridão de seus 600 metros de extensão para chegar ao santuário de cata-ventos feito para homenagear Willy, mas é preciso ter coragem. Segundo seus pais, ele se comunica através do vento, por isso, muitos visitantes levam cata-ventos como oferenda e fazem pedidos ao passar por ali. Mais à frente, passamos por Las Cascaras, um refúgio militar abandonado, sujo e detonado, sem qualquer atrativo. Dá pra passar batido.

Uma hora e meia depois de percorrer lentamente, em meio à zona vulcânica, um caminho sinuoso e repleto de curvas perigosas, a gente chega e se depara com essa vista deslumbrante, de tirar o fôlego e, então, tem a certeza de que tudo valeu à pena.

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Lá em cima não tem nenhuma infra, por isso é importante levar água e algo para comer. Muitas pessoas fazem piquenique, levam queijos, vinhos. Até churrasquinho nós vimos por ali. Na minha humilde opinião, me dei por satisfeita por apenas parar e contemplar a beleza do lugar, sem distrações. Nem mesmo uma fotografia é capaz de traduzir a grandeza e a energia do momento. Acreditem.

Acho que até para os mais céticos, vendo um espetáculo da natureza como esse, que mais parece uma aquarela, é difícil não acreditar em algo maior. Presenciar o encontro das nuvens do céu com a neve do topo da Cordilheira, o reflexo dessa imagem no lago, realmente é um presente. Tive a impressão de estar bem pertinho de Deus.

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Gratidão!