Nome: Renata Costa
Profissão: “Marketeira”
Quem é você? Solteira, 37 anos, amante de esportes radicais, boa comida, regada a um bom vinho e, claro, viagens. É doida por mapas e coleciona guias, especialmente os da Lonely Planet. Mora há mais de 10 anos fora do Brasil, mas é muito ligada à família e aos amigos.
Renata gosta de se desafiar e se reinventar a cada dia e afirma: “O desconhecido me fascina e acho que esse sentimento me impulsionou a morar em 3 países, aprender vários idiomas e explorar o que esse mundão tem para oferecer”
Qual o lugar mais incrível que você já visitou?
Sou uma pessoa de sorte e tive a oportunidade de visitar muitos países, cada um incrível a sua maneira. Como o blog mesmo diz: em cada canto há sempre um encanto, né?
Mas, se for olhar por vários pontos, acredito que o Oman foi a vigem que mais me surpreendeu e me marcou. Ainda hoje consigo me lembrar de como me senti em certos momentos por lá. Espero ainda voltar e explorar mais o sul do país.
O que despertou seu interesse para fazer essa viagem?
Uma brincadeira entre mim e meu ex-marido. Disse a ele: tô com vontade de viajar, mas não sei pra onde – queria girar o globo e ir para onde meu dedo parar…e foi assim que aconteceu (mais ou menos…rs).
O globo parou no Yemen, mas como naquela época estava tendo guerras civis lá, concordamos que, para não trapacear, iríamos ao país que fizesse fronteira com o Yemem. Assim, decidimos por Oman!
Conte um pouco do seu dia a dia. O que mais gostou/te impressionou?
Não tínhamos feito um itinerário dia a dia, a ideia era alugar um carro e explorar o máximo que podíamos durante os 10 dias que ficaríamos lá.
Alugamos um 4×4 e compramos um mapa. No 1º dia resolvemos explorar a cidade de Muscat. No dia seguinte, conheci um senhor inglês que morava há mais de 15 anos em Muscat e ajudou o Lonely planet a escrever o guia de viagem sobre o país, além de ter escrito um livro sobre Oman, um dos mais vendidos na época.

Com todas essa referência, deixei que ele montasse meu itinerário para os próximos dias. Passamos 5 dias no deserto em companhia de um beduíno de verdade como guia (nada de tours no deserto para turistas). Uma das experiências mais incríveis da minha vida!
Algumas coisas que me impressionaram:
Segurança – Oman e um país extremamente seguro.
Paisagens e estradas – A paisagem é sensacional e tem de tudo um pouco: deserto, mar, wadis, montanhas rochosas, camelo, ovelha, etc. O país ainda é pouco povoado, então você dirige por horas e só vê paisagens e animais. É uma sensação de paz incrível. As estradas são muito boas, o combustível custa menos do que água. Ou seja, explorar o país de carro não é só econômico, mas te permite ver muito mais do que você veria com tours de agência.

Sultan Qaboos Grand Mosque
Costumes: Diferente de outros países muçulmanos que já fui, você não vê muitas mulheres omanitas caminhando pelas ruas. Nos restaurantes, normalmente elas se sentam em uma sala separada dos homens. Cardápios são somente em árabe e não há talheres a não ser que você peça.
Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?
- Faça um city tour em Muscat antes de explorar país afora, assim você se familiariza com os costumes locais
- Alugue um carro 4×4 para explorar melhor o país e lembre-se de ter sempre água e comida no carro, pois às vezes você tem que dirigir por horas até encontrar algum lugar que venda esses itens.
- Tente entrar em contato com os beduínos e expatriados (eles são os melhores para dar conselhos sobre o que fazer e ver)
- Passe alguns dias no deserto para: viver como os verdadeiros beduínos vivem & passear de camelo e ver o sol se por atrás das dunas do deserto
- Faça trekking nas montanhas e finalize o passeio com um mergulho nas águas cristalinas dos vários wadis.
- Visite uma das reservas de proteção às tartarugas, assista ao nascimento de milhares delas e sua caminhada em direção ao mar, guiadas apenas pela luz da lua.
- Acabe sua viagem com um ou dois dias em um dos luxuosos hotéis de Muscat. Além de lindos, normalmente possuem spas maravilhosos
Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?
Gratidão. Sempre sonhei em viajar o mundo e, quando estava ali nesse lugar tão distante e de certa forma muito diferente de tantos lugares que já visitei, me senti uma pessoa de sorte, iluminada, como se tivesse preenchido um pouco mais esse meu desejo de “conquistar o mundo”. Sensação de missão cumprida!
JOGO RÁPIDO por Renata Costa
Comida mais deliciosa: Carne de cordeiro com pão árabe e arroz de especiarias: Shuwa (prato típico do deserto omani e modo de preparo muito interessante)
Uma bebida para acompanhar: suco de frutas, o de limão com menta é muito bom e refrescante!
A paisagem mais encantadora: os wadis em meio às montanhas rochosas

Para quantos países você já foi? 47
Próximo destino: Panamá
Rê,
Muito obrigada por dedicar um tempinho para a entrevista e compartilhar sua viagem com nossos leitores ❤


A começar pelos portugueses. Que povo gostoso de conviver! Eles têm uma pureza para lidar com as pessoas, se entregam de coração para ajudar o outro, sem esperar nada em troca. Puxe papo com eles e terá uma longa conversa sobre qualquer assunto. Essa é uma das especialidades da “casa”. Pode ser que a gente tenha dado sorte, pois só encontramos gente boa e do bem por todos os cantos em que passamos. E olha que foram muitos.
Não poderia deixar de mencionar a riqueza de sabores que se tem à mesa na terrinha. Experimentamos e nos deliciamos com pratos inusitados, cheios de personalidade, criatividade e tempero. Sem contar uma infinidade de vinhos de excelente qualidade a preços extremamente atraentes.
Sou apaixonada pelo sol. Sol é vida, é calor, é alegria. Deve ser impossível não sorrir ao apreciar um nascer ou um pôr do sol. Pelo menos para mim é. O sol é capaz de aquecer, contagiar e derreter até mesmo o coração mais frio. Por tudo isso, eu já imaginava que veria uma linda paisagem e ficaria encantada, mas me surpreendi muito com o que vi.
Então, depois de passear pelas ruelas da vila, você começa a se preparar para o espetáculo. Cada um dá uma sugestão do melhor ponto e ângulo para assistir e fotografar o show. Quando você para e percebe o movimento ao seu redor, vê que andou para lá e para cá e que todos os hot spots já estão tomados por multidões, afinal todo mundo recebeu as mesmas dicas que você!

O hotel é um grande casarão feito todinho de pedras, os jardins são impecavelmente bem cuidados, há ciprestes e flores por toda parte. O staff é super solícito e cortês. Nosso quarto era o típico cantinho provençal, charmoso, delicado e bem decorado. Definitivamente, o lugar foi projetado para nos fazer sentir em casa, em pleno aconchego.
E o café da manhã? O que são aqueles croissants quentinhos que derretem na boca? Está aí uma coisa que não podemos negar, esses franceses realmente sabem preparar um croissant. E a quantidade de opções de geleias? A maioria é feita na própria fazenda, por isso elas são tão fresquinhas e têm aroma e sabor bem marcantes das frutas. Os queijos também são preparados localmente. Me acabei no queijo de cabra, um dos meus preferidos. Agora, tomar um café da manhã incrível com uma vista dessas não tem preço. E quando eu imaginava que tudo não podia ficar ainda mais perfeito, eis que aparece um gatinho para nos fazer companhia, aproveitando o sol e as guloseimas que ganhou da gente. Eles não são bobos, né? ❤
Chegando lá, fomos recepcionados com welcome drinks e fizemos nosso check in. Nossa aventura já teve início no caminho até o quarto, quando nos deparamos com macacos, impalas e waterbucks, um dos bichos mais lindos que já vimos. A princípio, ficamos com receio de continuar a caminhada, mas o ranger que nos levou até a porta garantiu que eles eram inofensivos.
Os quartos, que não podem ser chamados de quartos, pois têm o tamanho de um apartamento, ficam distantes uns dos outros, o que nos dá total privacidade. Já ficamos impressionados quando vimos as fotos pelo site, mas ao vivo, mal acreditamos que tudo aquilo seria nosso, pelo menos pelos próximos 4 dias.
Quando entrei no banheiro, pensei – não vai rolar. Se você se sentir à vontade, pode abrir as portas de vidro e respirar a brisa. No meu caso, dei graças a Deus que havia cortinas para me poupar desse episódio. Já chega todas as vezes que tive que fazer xixi atrás do jipe ou da moita (literalmente) nos safaris diurnos e noturnos. Sim, essa sou eu!
Os chuveiros são aventuras à parte. Há um chuveiro externo, que dá para tomar banho em dias quentes, tranquilamente, mas com um os olhos bem abertos. O mais legal é tomar banho no chuveiro interno, todo de vidro (e sem cortina) com uma vista de tirar o fôlego. Já à noite dá um certo medo, pois não enxergamos nada do lado de fora. Dá a sensação de que tem alguém ali nos observando, provavelmente os macaquinhos, que perambulam pelo telhado do quarto, enquanto tentamos dormir.
Quando você faz a reserva, eles perguntam se a viagem é para comemorar alguma data especial. Sim, é muito especial – falei. É nosso aniversário de casamento e queremos comemorar em grande estilo. Então, no dia 10 de setembro, voltando para o quarto após o jantar, fomos surpreendidos com uma garrafa de espumante, acompanhada de um bilhete carinhoso e um elefante feito com a toalha de banho. Quem não adora esses mimos? No Kapama é assim, um mimo atrás do outro. E é assim que tem que ser.
Passamos um dia pela Route des Grands Crus, como é chamado o percurso de cerca de 50 km de uma charmosa estradinha que passa entre vilarejos, com diversas vinícolas, onde encontramos os melhores vinhos da região de Borgonha, em especial feitos das uvas Pinot Noir e Chardonnay.
Descobrimos o endereço da Domaine de la Romanée Conti, considerado o vinho mais excepcional de Borgonha e aclamado pelos maiores enólogos. Não tenho paladar apurado para julgar, mas sei que é um dos vinhos mais caros do mundo e queria de qualquer jeito conhecer o lugar que produzia essa raridade e, por que não, degustar um. Paramos em frente aos portões fechados com as iniciais RC. Tocamos a campainha e soltei uma ou duas frases em francês, tentando ser simpática, mas não funcionou. Perguntamos em inglês se podíamos fazer uma visita e o (nada amigável) senhor que nos atendeu fingiu que não era com ele, dizendo que ali não era o lugar que estávamos procurando. Parecia uma coisa sigilosa, onde você só entra com senha, ou se acertar a palavra chave do dia, sabe? Meio James Bond. Enfim, fomos embora, com a certeza de que, por aqueles portões, somente convidados renomados podem adentrar.

Tenho que ser sincera. Fazer um passeio romântico (a dois) nessa praia é complicado, pois lá, nunca estamos a sós. Basta colocar os pés na areia, na linha tênue que separa o hotel da praia, que inúmeros pescadores começam a te abordar, tentando vender passeios de barco, artesanato local ou descolar algum agrado. Quando você nega, eles respondem: hakuna matata e passam a rodear outros turistas. A expressão em swahili, a língua local, significa “sem problemas”, “não se preocupe” e resume bem o espírito de seus habitantes.
Quando conseguimos nos desvencilhar dessa turma de capitães de areia, demos uma olhada para trás e vimos que ainda tínhamos companhia. Eram eles, uma dupla da tribo maasai, nômades que costumam circular pelo Quênia e Tanzânia, em seus mantos vermelhos. Eles simplesmente passam a te se seguir e acompanhar sua caminhada e, se você dá corda, começam a conversar, falam um pouco de sua cultura e não deixam dúvida de sua enorme simpatia e marcante personalidade. Estes são Daniel e Michael, que após um jogo de vôlei na praia, nos acompanharam de volta ao hotel, cheios de estilo e alegria.

Chegamos e compramos nossos ingressos para subir pelo cable car, um tipo de bondinho, que nos leva até o topo do complexo de montanhas em apenas cinco minutos. Confesso que estava com frio na barriga, pois não sou fã de altura, nem de lugares fechados. Porém, o cable car é aberto e giratório, o ar circula bastante e a paisagem é tão, mas tão linda, que nem vi o tempo passar.

O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.
O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.