Que eu amo viajar todos já sabem. Talvez ainda não saibam que eu também amo gastronomia. Não no sentido da execução, mas no da degustação. Gosto de comer bem e sinto um prazer indescritível com isso.
Aprecio um prato bem apresentado, com um layout interessante, que comunique algo, que chame a minha atenção. Adoro sentir o aroma dos temperos, que sobe devagarinho quando o prato está bem quente. Gosto de comer sem pressa, para sentir o sabor de cada ingrediente. Costumo criar uma relação quase que afetiva com o que estou comendo.
Pensando nesse contexto, hoje resolvi falar do Insalata, restaurante que frequento há quase 20 anos e com o qual estabeleci minha relação afetivo-gastronômica mais duradoura.
O restaurante era uma casinha despretensiosa que servia pratos deliciosos. Ao longo dos anos, o Insalata foi crescendo, se expandindo. A casinha virou uma casona, mas ele nunca perdeu sua essência, seu sabor e sua qualidade. Só foi ganhando mais charme e simpatia. Isso é para poucos!
Especialistas em criar saladas fantásticas e coloridas, eles também têm grelhados, massas, risotos, sanduiches, quiches e sobremesas de comer rezando. Pratos bonitos de se ver e mais ainda de comer. Toda semana tem opções novas no cardápio, uma mais saborosa que a outra. O ambiente é super gostoso, moderno e descontraído e o atendimento é nota 10. Um convite para que você queira voltar sempre.
Acho que já provei de tudo lá, mas vou compartilhar os meus top 5: bruschetta de brie, presunto cru e mel; salada caprina; risoto de alho poró; salada mantova e risoto de funghi. Podem pedir sem titubear.
Uma vez, comi um atum selado com crosta de gergelim e risoto de maracujá D-I-V-I-N-O. Foi um dos melhores pratos que já provei. Pena que não dei sorte de encontra-lo novamente no cardápio da semana. Aliás, se alguém do Insalata vir este post, gostaria de deixar como sugestão colocar esse prato no cardápio fixo. Sem dúvida, ele merece o destaque.
Toda vez que vou lá penso: não posso esquecer de fotografar os pratos para postar no blog. Acho que sempre vou com tanta sede ao pote, que só lembro da fotografia quando já comi tudinho. Dessa última vez, ao menos lembrei de tirar uma foto da minha sobremesa preferida, a torta mole de chocolate (dos deuses).

Quase 20 anos se passaram. Conversas, gargalhadas, comemorações, notícias dadas em primeira mão, aniversários, convites, amizades, comilanças e muitos drinks. Tudo isso foi vivido e compartilhado ali. O Insalata fez parte da minha história e, após todos esses anos, continua sendo o meu restaurante favorito em São Paulo.
Insalata
Alameda Campinas, 1478 – Jardins
Dica: chegue cedo ou aproveite a (longa) espera para provar as entradinhas, enquanto toma um Aperol Spritz.


Tenho que ser honesta com vocês. Não esperem encontrar uma avenida à beira mar, que margeie o Índico e conecte vocês a todos os lados da ilha de Zanzibar. Isso não existe por ali. De onde quer que você saia, o caminho até a capital Stone Town não é nada bonito. Essa é a verdade nua e crua, mas é bom saber, para não criar expectativas.
Contratamos um guia local para nos levar aos principais pontos da Cidade de Pedra. Começamos pela casa onde nasceu e cresceu o cantor Freddie Mercury, passamos por mesquitas, museus, pelo Mercado Municipal e suas especiarias mil. Aliás, não é à toa que Zanzibar é conhecida como Spice Island, os aromas de noz moscada, canela, cardamomo, cravo e frutas perfumam todos os cantos da cidade. Também entramos numa joalheria para conhecer a tanzanite, a famosa pedra de cor violeta descoberta na Tanzania, objeto de desejo de muitas mulheres. No fim do passeio, paramos numa praça em frente ao mar, onde resolvi prestigiar os artistas de rua fazendo uma tatuagem de henna nas mãos, bastante comum na cultura local.
O mais impressionante de caminhar pelas ruas da cidade é observar as largas portas de madeira talhadas, com estilo meio indiano, meio árabe, reflexo de um passado de diferentes colonizações e influências. Existem centenas de modelos e cores, todas lindas e imponentes. Compramos o pôster ao lado e eternizamos a ilha, não só na parede de casa, mas também em nossos corações.


Ao fundo uma piscina, local perfeito para se deliciar com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho. Ah, para nossa alegria, o hotel dispõe daquelas máquinas de vinho que você pode tomar vários rótulos em taças, sabe? Assim, você pode provar todos os vinhos que quiser, sem ter que comprar a garrafa. Muito top, né?
O lugar não tem nenhum luxo, mas é muito especial. Traz um ar bem bucólico, onde a natureza se faz presente o tempo todo. No gramado, você se depara com delicados pés de limão siciliano, muitas plantas e flores. Para encher meu coração de alegria e fechar com chave de ouro, o hotel ainda tinha uma gatinha de estimação, chamada Sofia, que era um doce e muito carinhosa.
O restaurante tem um jeitão meio retrô oldschool, super bem decorado e aconchegante. Para nosso delírio, o cardápio era 100% italiano. A comida é muito, mas muito gostosa. Pedimos uma burrata de entrada e, de prato principal, massas com molhos tipicamente italianos (alla rabiata e matriciana), acompanhadas de um belo filé à milanesa. BRAVO! Ah, o restaurante também tem um pequeno empório, que vende produtos italianos como massas artesanais, temperos, molhos, antepastos, polentas e outras delícias da terrinha. Adoramos e recomendo MUITO. Só digo uma coisa: foi ótimo ter deixado a preguiça de lado e ter conhecido alguns encantos da cidade.
Se você for fã de mostarda e estiver na região, não deixe de fazer uma visita e reservar um tour na Edmond Fallot Moutarderie, um dos mais tradicionais e familiares produtores desse precioso condimento francês. Nós estávamos de passagem e não conseguimos fazer o tour, mas eles serviram algumas mostardas para degustação.
Preciso dizer quantos potes de mostarda trouxemos na mala? Meu Deus! Uma mais deliciosa que a outra. Tem mostarda com pimenta, wasabi, manjericão, ervas, açafrão, cassis, mel e muitos outros. Impossível é sair da loja de mãos vazias. Uma ótima opção também para presentear parentes e amigos.
A vista estonteante dos vinhedos e montanhas, o clima bucólico e caseiro, o ar puro da fazenda, a natureza em abundância, tudo isso faz com que o lugar se torne incrivelmente encantador. Você também pode se hospedar nas belíssimas acomodações do La Petite Ferme. Imagine só acordar com uma vista maravilhosa como essa todas as manhãs!
Tente reservar uma mesa na varanda para poder apreciar a vista enquanto deleita-se com sua refeição. Pedi uma truta defumada com mini batatas e o Mau pediu uma perna de coelho com legumes. Ficamos impressionados com a qualidade dos pratos. Simples e, ao mesmo tempo, com sabores delicados e sofisticados. Sem dúvida, um dos melhores achados gastronômicos da região. Para acompanhar, pedimos uma garrafa de um delicioso viogner, produzido pela própria casa.
Você pode visitar e até fazer um cafuné neles, seguindo todas as recomendações da equipe. Mas, por mais que tenha alguém dizendo que é seguro, você pensa: o cara é o animal mais veloz do mundo, vai de 0 a 100 em segundos. Se ele quiser que eu vire o jantar dele, não vai ter para ninguém. Então, mesmo com o coração a mil por hora e um baita medo, eu fui. Fiz um chamego no Ebony, este lindão da foto, e percebi que estar cara a cara, tocando num animal selvagem é a sensação mais louca desse mundo. Indescritível!





Andando pelo centrinho de Annecy, você vai encontrar diversos bares e restaurantes, alguns mais animados que outros, mas todos bem movimentados. Dê preferência para os que ficam em frente ao lago para apreciar a melhor vista.
Quando descobrimos que Annecy ficava a apenas 40 e poucos km da fronteira com a Suíça não pensamos duas vezes. Pegamos o carro e demos uma esticada até a cidade de Genebra, tiramos umas fotos e paramos numa lojinha para comprar chocolates que pareciam ser deliciosos (claro, eram suíços!). Quando fui passar no caixa, saquei meus euros da bolsa e – desculpe, senhora, aqui só aceitamos franco suíços. Agradecemos, demos meia volta, sem chocolate, e retornamos à Annecy dando risada!
Nome: Lais Diniz

