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Aruba, the happy island

Aruba é um destino muito procurado por turistas, não apenas por conta do seu exuberante mar azul, mas também, por oferecer programas para todos os gostos e idades.

Ficamos hospedados com a família no Riu Palace, localizado em Palm Beach, a praia mais badalada da região.

Bem em frente ao hotel, diversas opções de esportes aquáticos, passeios de barco e jet ski ficam à disposição dos mais animados e aventureiros, por uma pequena quantia de dólares, que vale a diversão.

Também é possível escolher entre sombra e água fresca, para acompanhar uma boa leitura, ou Coronas e frutos do mar no bar do píer, o disputado Bugaloe Beach Bar. Ambiente descontraído, garçonetes-cantoras e muita animação tomam conta do lugar, que tem uma das melhores vistas de Aruba.

Um amigo nos recomendou um restaurante chamado Barefoot que, segundo ele, era imperdível para assistir ao pôr do sol.

Em um fim de tarde, estávamos no centrinho de Oranjestad, a capital, quando resolvemos conhecer o restaurante. Fomos caminhando pela avenida da praia. Andamos, andamos e nada. Perguntamos para as pessoas na rua e falaram que estávamos perto. Estão vendo aquele farol? Fica logo ali. Andamos mais um pouco e perguntamos de novo. Estão vendo aquele barco? É lá atrás…Depois de andarmos uns 3 km e pensarmos seriamente em desistir, finalmente o encontramos.

Já estávamos soltando fogos (e famintos), quando a hostess perguntou: vocês têm reserva? Putz, vou ter que fazer um teatro – pensei. Mas nem precisei me esforçar. Quando falei que éramos do Brasil e queríamos muito conhecer o restaurante, ela pediu para aguardarmos, que iria ver o que era possível fazer.

Acho que ainda temos algum prestígio, pelo menos por aquelas bandas, pois a simpática hostess conseguiu uma mesa para a gente do lado de fora, pé na areia, com vista para o mar e o incrível pôr do sol. Mais perfeito impossível!

O garçom que nos atendeu foi muito cortês, agradável e atencioso. A comida extremamente bem preparada e saborosa (recomendo o spicy shrimp). Pedimos drinks coloridos, enfeitados com guarda-chuvas e um belo e refrescante pinot grigio para acompanhar a comilança. A noite foi maravilhosa e, com certeza, fez valer a longa caminhada. Se você planeja uma viagem para lá, não deixe de conhecer o Barefoot!

Aruba também foi eleita o cenário perfeito para celebrar a união de muitos casais. Enquanto estávamos lá, houve pelo menos três casamentos. Um deles, eu e meu cunhado presenciamos. Em meio aos turistas, que tomavam sol num calor de mais de 30 graus, a noiva caminhava pela areia, de sapatilha e um volumoso vestido, ao encontro de seu futuro marido que a aguardava sob um arco florido, cujo fundo era preenchido pelo límpido azul do mar. A plateia, em traje de banho, aplaudiu, curtiu e fotografou o evento do desconhecido casal, como se fizesse parte da família.

Aruba é assim, contagiante.  O clima lá é de festa e alegria em todo canto, regado a música caribenha e incontáveis mojitos.

Não é à toa que a ilha do Caribe é chamada de “The Happy Island”.

 

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Nannai – sossego e conforto

Há muito tempo namorávamos o Nannai Resort & Spa, localizado na praia de Muro Alto, Pernambuco. Conseguimos nos planejar e, no ano passado, ficamos quatro dias lá.

Assim que chegamos, fomos recepcionados com espumante, água de coco e muita simpatia pela equipe do hotel. A decoração rústica e praiana, acompanhada de pequenos detalhes e artesanatos locais, dão um toque aconchegante e especial ao lugar.

Dentre as opções de acomodação, uma mais incrível que a outra, optamos pelo Bangalô Super Luxo. Projetado para nos fazer pensar que estamos no Taiti, o confortável e charmoso bangalô fica sobre as águas de uma piscina privativa, rodeado por coqueiros e muito verde. É tão lindo, que nem dá vontade de sair de lá.

Resolvemos curtir a piscina da área comum nas espreguiçadeiras com vista para o mar e nos deliciamos com camarões, lulas e caipirinhas, feitas com frutas típicas da região. Ao redor dessa área, há muitas namoradeiras, redes e gazebos, perfeitos para relaxar, ler um livro e namorar.

Ao longo do dia, os garçons passam oferecendo finger foods para os hóspedes, mimos que costumam agradar muito, uma vez que o sistema lá é de meia pensão (café da manhã e jantar). No fim da tarde, o hotel também oferece um pequeno banquete com diversas variedades de bolos, tortas, pães, tapiocas, sucos e chás. Sensacionais!

Outro diferencial é o Spa da L´Occitane que, além de oferecer serviços de massagem e tratamentos corporais com produtos da marca, ainda possui um ambiente de relaxamento com piscina aquecida, hidromassagem e sauna.

Sem dúvida, a estrutura e localização privilegiadas do Nannai nos trazem muito sossego e tranquilidade. Se você busca se desligar um pouco do mundo, lá é uma ótima pedida.

Na última noite da viagem, eu e o Mau estávamos conversando e tomando um vinho branco à beira da piscina, quando nos demos conta de que nunca havíamos visto um nascer do sol juntos. Decidimos resolver essa questão (gravíssima) e ajustamos nosso despertador para as 5h da manhã seguinte.

Escolhemos um cantinho especial e, por volta das 5:20 da manhã, lá estávamos, só eu e o meu amor, num cenário paradisíaco, assistindo aquele momento mágico, um espetáculo de cores, quando o sol raiou, nos desejando um bom dia e nos trazendo a sensação de muita paz e alegria.

E, foi assim, que encerramos nossa viagem.

 

 

 

 

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Viajar é preciso!

Meu espírito viajante deve ter sido, em outra vida, um fanático jogador de War.

Brinco que meu objetivo é conquistar países e percorrer o máximo de território possível em cada um deles, e essa brincadeira tem um fundo de verdade.

Outro dia vi na internet uma publicação, de autor desconhecido, que traduz meu sentimento sobre viagens. Dizia o seguinte: “Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar. Se algo de ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer. Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça”.

É isso, simples assim.

Tirei esta foto na orla de Palm Beach, em Aruba, e ela me fez pensar se terei férias e/ou dinheiro suficientes para conhecer todos os lugares que gostaria nesta vida. Provavelmente, não. O que me faz pensar que serão necessárias outras vidas para realizar o sonho de viajar o mundo. Ainda bem que sou espírita…rs

Viajar é, em minha opinião, o melhor investimento que se pode fazer. Expande mentes e horizontes. Nos permite conhecer culturas tão diferentes da nossa e, ao mesmo tempo, nos ensina a compreender e respeitar essas diferenças. Nos faz crescer e amadurecer tanto, em tão pouco tempo.

Viajar lava a alma, nos enriquece, nos torna seres humanos melhores. Viajar é explorar, descobrir, sentir, amar, observar, se permitir e querer mais, sempre mais. Viajar nos faz sentir vivos e nos faz abrir o coração para abraçar o mundo, com toda sua controvérsia e imensidão.

Muitas vezes, as ideias e roteiros para minhas viagens surgem a partir de histórias e paisagens apaixonantes que vejo em filmes e seriados. Outras vezes, o filme, por si só, já é tão bom, que me dá vontade de fazer as malas e partir. E é assim, que minha lista de desejos vai aumentando.

Sou cinéfila e poderia passar o dia dando indicações, mas acho que os filmes abaixo são um bom começo para inspirá-los a planejar algumas viagens.

O Último Samurai, Meia Noite em Paris, O Carteiro e o Poeta, Coração Valente, PS Te Amo, Vicky Cristina Barcelona, Um Bom Ano, Um Lugar Chamado Notting Hill, Sob o Sol da Toscana, Saída de Mestre, Comer, Rezar e Amar, Sideways, A Proposta, Cartas para Julieta, Game of Thrones, Juntos e Misturados, etc.

Já visitei alguns países por conta dessas inspirações, mas ainda tenho muito a percorrer.

E você, vai para onde?

O que te inspira a escolher seu próximo destino? Qual a melhor viagem que já fez?

Compartilhe suas experiências comigo!

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O fim da aventura na selva

Fazer um safari desperta em cada um de nós a vontade de desbravar a extensa selva, na busca incessante pelas nossas presas.

Com o passar dos dias, aprendemos a exercitar nosso poder de concentração e percepção. Nossos sentidos tornam-se mais aguçados e passamos a ajustar nossa visão, audição e olfato, com o intuito de não deixar passar um único detalhe.

É nesse momento que nos tornamos caçadores.

Naquela manhã, passamos por uma família de hipopótamos que brincavam uns com os outros, submersos na água. Dizem que eles ficam lá o dia inteiro.

Às vezes nos deparamos com certas coisas que nos chocam um pouco, como carcaça e ossos de uma girafa, morta há algum tempo por um predador. Logo depois, uma boa surpresa, e muitas delas ao nosso redor.

Seguimos em frente e encontramos o 3º dos Big Five – o rinoceronte. O coitado, além de feio e desajeitado, ainda é perseguido por inúmeros caçadores, que os matam para roubar seu chifre, valioso como ouro no mercado negro.

Eles parecem inofensivos, desde que ninguém perturbe sua paz. Pelas primeiras fotos, dá para perceber que eles não estavam ligando muito para a nossa presença.

Mas, quando encontramos mãe e filhote mais adiante, a situação mudou de figura, já que a mãe nos viu como uma ameaça. Nesse instante, ela começou a nos encarar e raspar uma das patas no chão, se preparando para pegar impulso e correr em nossa direção. Meu coração quase saiu pela boca. Cristo colocou a ré e acelerou o jipe com força. Continuamos vivos – suspirei com alívio.

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Passado o susto e a taquicardia, seguimos com o nosso safari.

Nicholas encontrou pegadas e fezes de elefantes ainda quentes, que indicavam que eles estavam por perto. Demos umas voltas e paramos o jipe. No silêncio da mata, num momento de paz profunda, uma manada de elefantes passou bem nossa frente. Mais um check na lista – o 4º dos Big Five.

Procuramos pelo dos Big Five por toda parte, todos os dias e todas as noites, em cada canto da reserva.

Na última noite, ouvimos um uivado altíssimo de um waterbuck, que emite esse som quando se sente ameaçado e também para alertar os outros animais. Nesse momento, sabíamos que o leopardo estava lá, bem perto de nós, caçando. Rodeamos a área, encontramos o waterbuck, passamos das três horas de duração do safari procurando por ele, e nada. Ficamos um pouco frustrados, mas entendemos que o leopardo simplesmente não queria ser encontrado. Não nessa viagem.

Em nosso último safari, passamos por um local que estava cheirando muito mal. Foi, então, que encontramos uma zebra morta. Ela foi o jantar de um leão na noite anterior. Suas entranhas estavam à mostra, totalmente expostas, embrulhando nosso estômago instantaneamente. Um chacal aproveitava para fazer sua refeição antes que o predador voltasse. É chocante, mas a natureza é assim, vale a lei da sobrevivência.

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Depois de três dias de viagem, entendi que estava muito enganada ao pensar que seria cansativo fazer os 6 safaris. Se pudesse, passaria dia e noite sentada naquele jipe, sentido a energia daquele lugar. Com certeza, foi a melhor e mais emocionante experiência que já vivi.

Naquela manhã de Setembro, me despedi do Kapama com lágrimas nos olhos e um enorme sentimento de gratidão.

 

 

 

 

 

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A aventura continua

6h da manhã. Difícil traduzir em palavras a sensação de estar no meio da selva, totalmente exposta e a mercê da vida selvagem.

É um medo gostoso, um frio na barriga, acompanhado de um coração batendo acelerado. Não se pode prever o que vai acontecer. Tudo é inesperado. Absolutamente nada é planejado.

Esperávamos não nos deparar com algum animal faminto pelo caminho, mas o que nos movia mesmo era cumprir a nossa missão e encontrar os Big Five.

No início da nossa aventura, encontramos o 1º deles – o búfalo. Ele ficou nos encarando por um bom tempo. Fiquei imaginando como devia ser complicado dormir com aquele par de chifres. Deve ser por isso que eles têm esta cara de mal-humorado.

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Mais à frente, nos deparamos com um bando de “impalas”, mais conhecidos como bambis. Eles são naturalmente assustados e prontos para uma rápida fuga, já que fazem parte da cadeia alimentar de todos os outros grandes mamíferos.

As simpáticas girafas e zebras estavam por toda parte e, juntamente a outras espécies, davam um colorido especial à savana africana.

Quando olhamos no relógio, já passava das 9 da manhã e nosso safari matinal chegava ao fim. Nem vimos o tempo passar. Retornamos, tomamos um belo café da manhã e fomos aproveitar as instalações do hotel, já contando os minutos para o safari do fim da tarde.

Por volta das 17h nosso jipe partiu novamente.

De repente, poucos minutos depois, nosso ranger, Cristo, levou o indicador à boca e pediu silêncio. A excitação e o medo automaticamente dispararam nosso coração e a adrenalina correu a todo vapor. Lá estava ele: o 2º dos Big Five – o rei leão, vindo em nossa direção. Gelamos.

Ele passou do lado do nosso jipe. Tão perto que, se alguém estendesse o braço para fora, poderia tocar sua vasta juba. E continuou, com toda sua majestade, até encontrar duas lindas leoas que buscavam, a qualquer custo, chamar sua atenção. Ficamos um tempão criando mentalmente cenários, imaginando o que viria a seguir, o que ele faria com elas. No final das contas, ele as rodeou, soltou um rugido feroz, fez seu charme, deitou no chão e dormiu. Desoladas, as duas leoas fizeram o mesmo. Vai entender!

Antes do sol se pôr, paramos o jipe no meio da selva. O ranger e o tracker sacaram uma mesinha, onde colocaram petiscos e uma geladeira cheia de bebidas. Era hora dos sundowners drinks. Então, saboreando uma Savanna Dry e uma taça de vinho tinto, assistimos ao pôr do sol, com uma sensação de incrível liberdade.

Quando escurece, a única luz que existe na selva é a da lanterna do tracker, que fica sentado num banquinho para fora do jipe, iluminando as árvores ao nosso redor e rastreando os animais pelo som e pelo cheiro. Qualquer barulho pode significar uma ameaça e, por isso, temos que ficar sempre alertas.

Estávamos contemplando as tantas estrelas que preenchiam a imensidão do céu, quando nos demos conta de que nosso safari noturno também chegava ao fim.

Queríamos mais, muito mais. Afinal, ainda faltavam 3 dos Big Five.

Será que tivemos sorte e fomos bem-sucedidos em nossa missão?

Só há um jeito de descobrir….

 

 

 

 

 

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Aventura na selva – O início

Para comemorar nosso 5º aniversário de casamento, escolhemos um destino um tanto inusitado: África do Sul.

Na verdade, eu e o Mau sempre fomos fãs dos documentários sobre vida selvagem do canal Net Geo Wild, principalmente os que falam dos felinos e outros grandes mamíferos. Então, por que não deixar um pouco a TV de lado e ver tudo isso ao vivo?

Minha cunhada, Mariana, tinha passado um mês estudando na África do Sul e, como conheceu muitos lugares bacanas, nos deu várias dicas e recomendou que nos hospedássemos num dos hotéis do Kapama Private Game Reserve, localizado entre as montanhas de Drakensberg e o Kruger Park.

Nosso pacote no Kapama Karula nos dava a opção de fazer até dois safaris por dia, sendo um bem cedo e outro no final do dia, com duração de aproximadamente três horas cada. Como fechamos três diárias, poderíamos fazer até seis safaris na viagem.

Nossa! Não vamos aguentar fazer todos, deve ser muito cansativo – pensamos.

Nos enganamos. E muito. Você vai descobrir o porquê ao longo dos próximos posts.

Nosso aviãozinho que, para minha alegria não chegava a ser um “teco teco”, posou no aeroporto de Hoedspruit. A vontade de ver de perto tudo aquilo era tão grande, que meu coração disparou de ansiedade. Quando avistei o jipe que nos levaria até o hotel (sim, esse é o transfer) eu parecia uma criança que visita a Disney pela primeira vez, de tanta felicidade. Não conseguia conter a emoção de estar ali.

O Kapama fica, literalmente, do outro lado da rua do aeroporto. Assim que entramos na reserva, fomos recepcionados por uma girafa, que saiu da mata e passou bem em frente ao nosso jipe. Apesar de caminhar de forma meio desengonçada, ela era inegavelmente elegante e linda de viver. Eu não sabia se fotografava ou simplesmente ficava admirando sua beleza. Optei pela segunda alternativa, afinal, aquele era apenas o primeiro dia da viagem e muitas outras girafas cruzariam o nosso caminho.

Chegamos no Karula e fizemos nosso check in. O hotel em si é tão, mas tão incrível, que merece (e terá) um post exclusivo, dedicado somente a ele.

Às 5:30 da manhã o nosso ranger, Cristo, um guia com profundo conhecimento da vida na selva, nos despertou para um rápido café, pois a nossa aventura começaria às 6h em ponto.

Nosso tracker, Nicholas, especializado em rastrear os animais, já estava nos aguardando no jipe com bolsas de água quente e cobertores, mimos essenciais para nos aquecer nas primeiras horas frias da manhã.

E lá fomos eu, o Mau, um casal de brasileiros engraçadíssimos e duas alemãs (avó corajosa e neta medrosa), em busca dos famosos Big Five, os cinco mamíferos de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem: leão, búfalo, elefante, rinoceronte e leopardo.

Quando o ranger deu a partida no motor do jipe, um mix de emoções se instalou em cada um de nós.

O que será que encontraríamos nas três horas seguintes?

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Um segredo bem guardado

O segredo mais bem guardado da ilha – dizia a indicação do guia de viagem.

Ficamos intrigados com a descrição e boas referências do restaurante e já o incluímos na lista de “must go” da Grécia, quando começamos a planejar nossa viagem.

Localizado ao norte de Mykonos, na praia de Agios Sostis, Kiki´s Tavern é um restaurante que poderia passar facilmente despercebido, se não fosse pela fila de pessoas do lado de fora, esperando por uma mesa.

Já faz alguns anos que fomos para lá, mas, na época, lembro que não encontramos o endereço na internet e não havia nenhuma sinalização ou placa indicando sua localização. Apenas colocamos o nome da praia no GPS e seguimos para lá.

Rodamos pelas redondezas, parando em cada ruazinha e perguntando aos moradores e turistas se conheciam o restaurante. Não sei se realmente ele devia ser mantido em segredo, mas o engraçado é que a maioria das pessoas dizia que não o conhecia, ou respondia alguma coisa em grego, o que, definitivamente, não ajudava muito.

De repente, avistamos um cantinho cheio de gente na frente. Só poderia ser ali. Estacionamos o carro um pouco adiante, pois não havia vagas. Chegando lá, perguntamos para uma pessoa na fila se ali era o famoso Kiki´s e a resposta afirmativa, acompanhada de um sorriso no rosto, confirmou o que tanto esperávamos. Finalmente havíamos chegado!

Enquanto esperávamos pela nossa mesa, pedimos um vinho branco da casa, geladinho e refrescante, perfeito para amansar o calor do verão.

O restaurante de estilo rústico e casual, tem poucas mesas, que ficam sob um telhado de madeira vazado e entrelaçado por plantas trepadeiras e, ainda, conta com uma vista estonteante da pequena praia de Agios Sostis.

Especializado em comida grega e frutos do mar, no Kiki´s os pratos são preparados na brasa e servidos com a simpatia e a alegria que só os gregos têm. Seguimos a recomendação do guia à risca e pedimos lula grelhada e peito de frango recheado com queijo feta e tomate seco. Simplesmente imperdíveis.

Depois de almoçar com esta vista privilegiada, o melhor a fazer é descer a trilha que dá acesso à praia, dar um mergulho no mar, estender sua canga e relaxar.

Obs.: peço desculpas à tradição local, mas me senti na obrigação de compartilhar esse segredo com você!

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O vilarejo de St. Rémy

Quando cheguei à pequena Saint-Rémy-de-Provence, avistei a charmosa Joël Durand Chocolatier.

Ao entrar na loja, o cheiro de chocolate tomou conta do ar. Aromas de laranja, mel, lavanda, pimenta, canela e outras especiarias instigavam os sentidos. Joël, que cuida pessoalmente da “chocolateria”, desenvolveu um alfabeto de sabores, onde cada bombom leva uma letra e cada sabor possui uma história. Todos os que experimentei eram D-E-L-I-C-I-O-S-O-S. Recomendo muito!

Logo me lembrei do antigo e adorável filme “Chocolat”, estrelado por Juliette Binoche (Vianne) e outros grandes atores. Ele conta a história de mãe e filha, nômades e ateias, que chegam a um vilarejo tranquilo na França e resolvem abrir uma loja de chocolates em plena Quaresma.

Por se tratar de um período de abstinência, os religiosos mais conservadores do tranquilo vilarejo ficam horrorizados, pois consideram um momento inoportuno para abrir o comércio e, de forma preconceituosa, evitam qualquer contato com as novas moradoras com intuito de boicotar o negócio.

Por herança de seus ancestrais, Vianne acreditava que o cacau, além de possuir propriedades medicinais de cura, tinha o poder de libertar desejos e revelar o destino das pessoas. Por isso, preparava tudo com tanta paixão e dedicação.

O aroma do chocolate, que invadia as ruas da vizinhança, com o tempo foi despertando a curiosidade e encantando a todos, que acabaram se entregando a este prazer e experimentando uma nova forma de ver o mundo.

Acredito que o filme tenha tudo a ver com a Páscoa, não somente por conta do chocolate, mas, principalmente, pela mensagem que ele traz. No final das contas, toda a comunidade foi capaz de refletir, aprender a não julgar os outros, aceitar as diferenças, perdoar e renascer, completando a passagem e o aprendizado necessários para evoluir e seguir em frente.

Ao contrário do fictício vilarejo onde se passa o filme, St. Rémy é cheia de vida e cor. Seus habitantes são gentis e hospitaleiros. Em suas ruelas, muitos restaurantes, galerias de arte, lojas de artesanato e decoração nos convidam a esquecer o relógio e desfrutar o momento, como se não houvesse amanhã.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa, repleta de alegria e chocolate!

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Vinho com chocolate. Pode isso?

Não só pode como deve.

Talvez algumas pessoas que tenham enxaqueca (eu sou uma delas) possam discordar, por considerar essa combinação fatal para desencadear uma crise. Talvez, vocês possam mudar de ideia e se divertir um bocado com isso!

Minha sugestão é que você procure viver essa experiência sensorial pelo menos uma vez na vida. São aromas, sensações e sabores que se misturam e se completam.

Fomos pegos de surpresa quando a guia que contratamos em Cape Town, África do Sul, nos sugeriu uma degustação de vinhos e chocolates. Normalmente, fazemos harmonização com queijos, certo? Mas quem disse que essa outra combinação não é interessante?

Resolvemos experimentar e seguimos para Lanzerac Wine State, que fica a alguns minutos de carro da charmosa cidade de Stellenbosch, localizada a aproximadamente 50 km de Cape Town.

Visitamos outros lugares mais rústicos anteriormente (e igualmente intrigantes), mas o Lanzerac tem um apelo mais comercial que encanta, não somente pela estrutura, charme e elegância de suas instalações e staff, mas também pela qualidade de seus vinhos.

Dentre as opções, escolhemos a chamada “Premium Tasting”, que é a degustação de 5 vinhos da linha que leva o mesmo nome, com as seguintes uvas: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Merlot, Pinotage e Cabernet Sauvignon. Primeiramente, degustamos somente os vinhos.

O primeiro deles, o Sauvignon Blanc, com aroma bem tropical e sabor de abacaxi, era um vinho bem equilibrado. O segundo, um Chardonnay, repousado em barril de carvalho, tinha aroma predominantemente cítrico, mas com notas de baunilha. O terceiro foi o Merlot, e sentimos um aroma de chocolate. O melhor de todos, na minha opinião foi o Pinotage, um vinho de personalidade, que nasceu da combinação de duas uvas na África do Sul. Com aroma de ameixa e frutas pretas, ele é mais encorpado e marcante. Por último, degustamos o Cabernet Sauvignon, com um final de boca mais longo e aroma de amêndoas.

É claro que durante a degustação, demos os nossos palpites, nem sempre certeiros, mas um sommelier nos explicou as características principais presentes em cada um dos vinhos provados.

Depois, nos deixou à vontade para repetirmos a degustação, só que dessa vez, com os chocolates. Os vinhos brancos foram acompanhados de chocolate branco, com sabor de frutas e lima limão. O Merlot foi combinado com um chocolate amargo. O Pinotage, com um bombom de chocolate amargo e cereja (sim, o paraíso existe) e, por sua vez, o chocolate ao leite fez companhia ao Cabernet Sauvignon.

Aqueles vinhos que ficamos na dúvida, quando degustados sozinhos, ficaram com sabores evidentes com os chocolates, pedindo aplausos. Foi incrível sentir como o sabor dos vinhos se alterava e se intensificava com a presença do chocolate. Uma verdadeira explosão de sabores!

E você, está esperando o que para experimentar?

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A culinária digna dos Deuses

Não foi difícil escolher o destino da nossa lua de mel.

A Grécia sempre foi uma certeza para nós. Difícil foi não se apaixonar pelas experiências gastronômicas que tivemos por lá. Algumas delas vou contar para vocês hoje.

Na primeira noite em Atenas, por indicação de um amigo, fomos jantar no Dionysos. Fique atento à localização, pois estabelecimentos com este nome são bem comuns em diversas cidades gregas. Estou falando do Dionysos Zonar´s.

O restaurante, além de servir pratos extremamente bem preparados, tipicamente mediterrâneos, tem atendimento impecável e uma vista privilegiada da Acrópole, que fica ainda mais bela e suntuosa, iluminada à noite.

De entrada, nossa escolha foi queijo de cabra e ervas aromáticas, com seu sabor forte e marcante. Os pratos principais foram moussaka (lasanha de berinjela) e risoto de cogumelos, ambos divinos.  Para acompanhar, pedimos um vinho tinto produzido com a uva grega Agiorgitiko. Vale à pena!

Na manhã seguinte, conhecemos um casal de brasileiros, hospedados no mesmo hotel e também em lua de mel. Foi empatia instantânea e já combinamos de fazer todos os passeios juntos. A sintonia foi tanta que tentamos até conciliar o próximo destinos da viagem, já que iríamos para Santorini primeiro, e eles para Mykonos, mas acabamos não conseguindo.

Visitamos as principais atrações da capital do berço da civilização, democracia e filosofia, depois paramos em uma pracinha para almoçar.

Tudo no cardápio parecia delicioso e a nossa pedida foi a famosa salada grega com  queijo feta (bem clichê mesmo) e um saganaki – queijo frito, com páprica, limão siciliano e tomates frescos. Só de olhar para essa foto consigo me lembrar do sabor de cada tempero e fico com água na boca.

Meu sacrilégio foi demorar tempo demais para descobrir o tzatziki, um molho à base de iogurte, pepino, alho e dill. Para ser sincera, eu nunca fui muito fã de iogurte, por isso demorei a experimentar, mas depois que provei, ele se tornou meu companheiro inseparável, pois combina com tudo e é muito refrescante.

A culinária grega vai além da necessidade fisiológica de se alimentar. O que a torna especial é saboreá-la em meio à beleza, à história, à tradição. Alimentos extremamente frescos, suculentos e saborosos, que têm o poder de nos deixar com gostinho de quero mais.