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Insalata, uma relação afetivo-gastronômica

Que eu amo viajar todos já sabem. Talvez ainda não saibam que eu também amo gastronomia. Não no sentido da execução, mas no da degustação. Gosto de comer bem e sinto um prazer indescritível com isso.

Aprecio um prato bem apresentado, com um layout interessante, que comunique algo, que chame a minha atenção. Adoro sentir o aroma dos temperos, que sobe devagarinho quando o prato está bem quente. Gosto de comer sem pressa, para sentir o sabor de cada ingrediente. Costumo criar uma relação quase que afetiva com o que estou comendo.

Pensando nesse contexto, hoje resolvi falar do Insalata, restaurante que frequento há quase 20 anos e com o qual estabeleci minha relação afetivo-gastronômica mais duradoura.

img_7930O restaurante era uma casinha despretensiosa que servia pratos deliciosos. Ao longo dos anos, o Insalata foi crescendo, se expandindo. A casinha virou uma casona, mas ele nunca perdeu sua essência, seu sabor e sua qualidade. Só foi ganhando mais charme e simpatia. Isso é para poucos!

Especialistas em criar saladas fantásticas e coloridas, eles também têm grelhados, massas, risotos, sanduiches, quiches e sobremesas de comer rezando. Pratos bonitos de se ver e mais ainda de comer. Toda semana tem opções novas no cardápio, uma mais saborosa que a outra. O ambiente é super gostoso, moderno e descontraído e o atendimento é nota 10. Um convite para que você queira voltar sempre.

Acho que já provei de tudo lá, mas vou compartilhar os meus top 5: bruschetta de brie, presunto cru e mel; salada caprina; risoto de alho poró; salada mantova e risoto de funghi. Podem pedir sem titubear.

Uma vez, comi um atum selado com crosta de gergelim e risoto de maracujá D-I-V-I-N-O. Foi um dos melhores pratos que já provei. Pena que não dei sorte de encontra-lo novamente no cardápio da semana. Aliás, se alguém do Insalata vir este post, gostaria de deixar como sugestão colocar esse prato no cardápio fixo. Sem dúvida, ele merece o destaque.

Toda vez que vou lá penso: não posso esquecer de fotografar os pratos para postar no blog. Acho que sempre vou com tanta sede ao pote, que só lembro da fotografia quando já comi tudinho. Dessa última vez, ao menos lembrei de tirar uma foto da minha sobremesa preferida, a torta mole de chocolate (dos deuses).

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Quase 20 anos se passaram. Conversas, gargalhadas, comemorações, notícias dadas em primeira mão, aniversários, convites, amizades, comilanças e muitos drinks. Tudo isso foi vivido e compartilhado ali. O Insalata fez parte da minha história e, após todos esses anos, continua sendo o meu restaurante favorito em São Paulo.

Insalata

Alameda Campinas, 1478 – Jardins

http://www.insalata.com.br/

Dica: chegue cedo ou aproveite a (longa) espera para provar as entradinhas, enquanto toma um Aperol Spritz.

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Stone Town, a capital de Zanzibar

img_2979Tenho que ser honesta com vocês. Não esperem encontrar uma avenida à beira mar, que margeie o Índico e conecte vocês a todos os lados da ilha de Zanzibar. Isso não existe por ali. De onde quer que você saia, o caminho até a capital Stone Town não é nada bonito. Essa é a verdade nua e crua, mas é bom saber, para não criar expectativas.

O traslado do nosso hotel em Nungwi, até o Centro foi bem salgado (USD 100) e ainda perdemos mais de 2h dentro do carro, num sol de rachar, sem ver um pedacinho daquele lindo mar azul. Por isso, nos outros dias, preferimos curtir a piscina e a praia a fazer outros passeios.

Como comentei no post anterior, a cidade vive em extrema miséria e em condições subumanas de higiene e saúde. Por outro lado, Zanzibar tem uma das riquezas mais especiais de todas: sua gente! Um povo que poderia andar de cara feia e reclamar te tudo (com razão), mas que preferiu fazer uma escolha diferente, sendo alegre e sorridente. Praticamente um mantra, o tão falado “hakuna matata”, que em swahili significa “sem problemas”, resume bem o espírito e estilo de vida de todos os seus habitantes.

A população da ilha é basicamente muçulmana. Então, procure respeitar os hábitos e costumes locais. Por mais calor que esteja, nada de andar de shortinhos, minissaias e regatinhas (a não ser que você esteja na praia). Não é porque somos turistas que podemos ignorar suas tradições, certo?

img_2985Contratamos um guia local para nos levar aos principais pontos da Cidade de Pedra. Começamos pela casa onde nasceu e cresceu o cantor Freddie Mercury, passamos por mesquitas, museus, pelo Mercado Municipal e suas especiarias mil. Aliás, não é à toa que Zanzibar é conhecida como Spice Island, os aromas de noz moscada, canela, cardamomo, cravo e frutas perfumam todos os cantos da cidade. Também entramos numa joalheria para conhecer a tanzanite, a famosa pedra de cor violeta descoberta na Tanzania, objeto de desejo de muitas mulheres. No fim do passeio, paramos numa praça em frente ao mar, onde resolvi prestigiar os artistas de rua fazendo uma tatuagem de henna nas mãos, bastante comum na cultura local.

fullsizerenderO mais impressionante de caminhar pelas ruas da cidade é observar as largas portas de madeira talhadas, com estilo meio indiano, meio árabe, reflexo de um passado de diferentes colonizações e influências. Existem centenas de modelos e cores, todas lindas e imponentes. Compramos o pôster ao lado e eternizamos a ilha, não só  na parede de casa, mas também em nossos corações.

Dica de ouro para quem deseja conhecer a ilha de Zanzibar: procure viajar em períodos de temperaturas mais amenas. Nós fomos em setembro, bem distante do Verão e, mesmo assim, chegamos a pegar dias de quase 40 graus. É punk, meus amigos! Esse calor acaba com a gente, viu?

Quer saber mais sobre Zanzibar? Clique aqui ou aqui.

bjs e até a próxima ;o)

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Terraviña, um hotel especial no Valle Colchagua

O Valle Colchagua fica a aproximadamente 150 km de Santiago e é lá que você encontra alguns dos maiores e melhores produtores de vinhos chilenos.

Quando começamos a planejar nossa viagem, minha ideia era ficar hospedada num hotel dentro de uma vinícola. Acontece que esse pequeno luxo custa muito caro e, para falar a verdade, não sei se compensa.

Mesmo assim, já me imaginava acordando bem cedo num dia ensolarado, colocando um macacão jeans, um chapéu e uma botina para participar da colheita manual nos vinhedos. Depois, ajudando os produtores a separar as uvas e entrando naqueles barris gigantes para pisoteá-las. Coisa de filme, sabe? Eu ia AMAR.

Voltando a realidade, continuei pesquisando opções mais viáveis de hospedagem, até que encontrei o adorável Terraviña, que fica na cidade de Santa Cruz. O hotel me conquistou logo de cara pois, além de ter ótima pontuação no TripAdvisor e no Booking, ele ficava num vinhedo. Era exatamente o que buscávamos e ainda cabia no bolso.

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O hotel tem uma excelente localização. Fica próximo a bons restaurantes e às mais conceituadas vinícolas da região, como a Viu Manent, Laura Hartwig, La Postolle e a Montes (minha preferida), que em breve ganharão posts exclusivos aqui no blog.

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Os olhos estavam fechados, mas o sorriso sempre aberto!

Quando chegamos lá, fomos super bem recebidos pelo simpático Nicolas. Pensa numa pessoa que simplesmente ama o que faz, que é apaixonado pelo seu trabalho. Ele conhece muito bem a região, dá ótimas dicas, verdadeiras aulas sobre a história dos vinhos e, de quebra, ainda está estudando português para se comunicar melhor com os hóspedes brasileiros. Sem dúvida, esse é o cara. O diferencial do hotel. Uma pessoa que transborda cordialidade e simpatia, que emana uma energia contagiante. Gratidão por conhecer pessoas assim!

 

Os quartos são amplos, arejados e recebem uma deliciosa iluminação natural. A decoração é rústica, com móveis restaurados e cheios de charme. Você consegue ver o nascer do sol pela janela e o pôr do sol pela varanda. Sensacional!

img_7366Ao fundo uma piscina, local perfeito para se deliciar com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho. Ah, para nossa alegria, o hotel dispõe daquelas máquinas de vinho que você pode tomar vários rótulos em taças, sabe? Assim, você pode provar todos os vinhos que quiser, sem ter que comprar a garrafa. Muito top, né?

img_7305O lugar não tem nenhum luxo, mas é muito especial. Traz um ar bem bucólico, onde a natureza se faz presente o tempo todo. No gramado, você se depara com delicados pés de limão siciliano, muitas plantas e flores. Para encher meu coração de alegria e fechar com chave de ouro, o hotel ainda tinha uma gatinha de estimação, chamada Sofia, que era um doce e muito carinhosa.

O conjunto de todas essas pequenas coisas fez com que nossa estadia no Terraviña fosse muito, mas muito especial.

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De Dijon à Beaune: surpresas gastronômicas

Depois de passar pelo Vale du Loire, fizemos uma parada estratégica em Dijon, comuna francesa na região administrativa de Borgonha. Ficamos hospedados por uma noite no Hotel Des Ducs, que fica bem próximo ao centro histórico da cidade.

A ideia era fazer check in, tomar um banho e cair na cama, pois na manhã seguinte teríamos quase 300 km para percorrer até a cidade de Annecy, no sul da França. Mesmo cansados da viagem, resolvemos dar uma volta, sem mapa, sem indicação, totalmente ao léu. Foi assim, por acaso, que conhecemos o Chez Gina.

img_7226O restaurante tem um jeitão meio retrô oldschool, super bem decorado e aconchegante. Para nosso delírio, o cardápio era 100% italiano. A comida é muito, mas muito gostosa. Pedimos uma burrata de entrada e, de prato principal, massas com molhos tipicamente italianos (alla rabiata e matriciana), acompanhadas de um belo filé à milanesa. BRAVO! Ah, o restaurante também tem um pequeno empório, que vende produtos italianos como massas artesanais, temperos, molhos, antepastos, polentas e outras delícias da terrinha. Adoramos e recomendo MUITO. Só digo uma coisa: foi ótimo ter deixado a preguiça de lado e ter conhecido alguns encantos da cidade.

Na manhã seguinte, pegamos a Route des Grands Crus, visitamos várias vinícolas e, antes de seguirmos para nosso destino final, fizemos mais desvio até a cidade de Beaune. Aliás, que graça de cidade. Demos uma volta e escolhemos o Brasserie Le Carnot para almoçar, francês na veia! Eu pedi um magret de canard com mel e laranja e o Mau foi de steak tartare, ambos acompanhados do vinho da casa. Quase não tomamos vinho nesse dia mesmo, que mal faria mais uma taça?! Estava tudo muito bom, mas acho que saí de lá meio alegrinha…

 

img_7261Se você for fã de mostarda e estiver na região, não deixe de fazer uma visita e reservar um tour na Edmond Fallot Moutarderie, um dos mais tradicionais e familiares produtores desse precioso condimento francês. Nós estávamos de passagem e não conseguimos fazer o tour, mas eles serviram algumas mostardas para degustação.

img_7242Preciso dizer quantos potes de mostarda trouxemos na mala? Meu Deus! Uma mais deliciosa que a outra. Tem mostarda com pimenta, wasabi, manjericão, ervas, açafrão, cassis, mel e muitos outros. Impossível é sair da loja de mãos vazias. Uma ótima opção também para presentear parentes e amigos.

 

Chez Gina

18 Rue Odebert, 21000 Dijon

 

Brasserie Le Carnot

18 Rue Carnot, 21200 Beaune

 

Edmond Fallot

31 rue du Faubourg Bretonnière – 21200, Beaune

http://www.fallot.com/en/

 

Quer saber mais sobre a Route des Grands Crus ? Clique aqui.

Conhece a bela cidade de Annecy? Clique aqui e aqui.

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Cape winelands e cafuné nos cheetahs!

Depois de algumas degustações de vinho em Stellenbosch, fomos até a cidadezinha de Franschhoek para almoçar no La Petite Ferme, que foge um pouco dos roteiros mais turísticos das winelands próximas à Cape Town.

img_2205A vista estonteante dos vinhedos e montanhas, o clima bucólico e caseiro, o ar puro da fazenda, a natureza em abundância, tudo isso faz com que o lugar se torne incrivelmente encantador. Você também pode se hospedar nas belíssimas acomodações do La Petite Ferme. Imagine só acordar com uma vista maravilhosa como essa todas as manhãs!

img_2268Tente reservar uma mesa na varanda para poder apreciar a vista enquanto deleita-se com sua refeição. Pedi uma truta defumada com mini batatas e o Mau pediu uma perna de coelho com legumes. Ficamos impressionados com a qualidade dos pratos. Simples e, ao mesmo tempo, com sabores delicados e sofisticados. Sem dúvida, um dos melhores achados gastronômicos da região. Para acompanhar, pedimos uma garrafa de um delicioso viogner, produzido pela própria casa.

Na volta para Cape Town, se você tiver um tempo e quiser conhecer os guepardos, recomendo o passeio até o Cheetah Outreach, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo garantir a sobrevivência da espécie. Eles têm um programa que ajuda esses animais ameaçados de extinção, deixando-os viver em liberdade, mas acompanhando sua criação e fornecendo todos os cuidados necessários para uma vida longa e saudável.

img_2254Você pode visitar e até fazer um cafuné neles, seguindo todas as recomendações da equipe. Mas, por mais que tenha alguém dizendo que é seguro, você pensa: o cara é o animal mais veloz do mundo, vai de 0 a 100 em segundos. Se ele quiser que eu vire o jantar dele, não vai ter para ninguém. Então, mesmo com o coração a mil por hora e um baita medo, eu fui. Fiz um chamego no Ebony, este lindão da foto, e percebi que estar cara a cara, tocando num animal selvagem é a sensação mais louca desse mundo. Indescritível!

Para saber mais sobre o projeto entre no site:

http://www.cheetah.co.za

Quer saber mais sobre as degustações de vinho em Stellenbosch? Clique aqui.

 

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Embalse el Yeso, deslumbrante.

Foi pela dica de um amigo que descobri a existência dessa maravilha.

Embalse el Yeso é um reservatório de água que fica aos pés da Cordilheira dos Andes, a mais de 2500 m de altitude e é uma das principais fontes de abastecimento de água potável de Santiago. Fica a aproximadamente 100km da capital chilena e a 50km da cidade de San Jose de Maipo, onde nos hospedamos por uma noite, apenas para fazer o tour.

Pesquisei bastante em sites e blogs e li de tudo um pouco. Algumas pessoas dizendo que foram até lá de táxi ou carro alugado, sem problemas. Outros relatos assustadores, dizendo ser extremamente perigoso e imprudente ir por conta própria, algumas agências cobrando mais de 90.000 CLP o casal (aprox. R$ 450) para realizar o tour e outras que não faziam o passeio durante o inverno. Fiquei na dúvida e não sabia o que fazer.

Enfim, nossa sorte foi conhecer, dias antes, um casal no Valle Nevado que tinha alugado um carro e ido por conta própria até Embalse el Yeso. Eles disseram que a estrada tinha muitas curvas sim, mas que era tranquila e estava sem neve. Aliviados, decidimos fazer o mesmo e não nos arrependemos.

Fizemos o passeio no dia 09 de setembro. No caminho, passamos pelo misterioso túnel Tinoco, que fazia parte do sistema ferroviário há muitos anos e hoje está desativado. Em 1998, um jovem chamado Willy, que sofria de depressão, se suicidou no interior do túnel. Há quem atravesse a escuridão de seus 600 metros de extensão para chegar ao santuário de cata-ventos feito para homenagear Willy, mas é preciso ter coragem. Segundo seus pais, ele se comunica através do vento, por isso, muitos visitantes levam cata-ventos como oferenda e fazem pedidos ao passar por ali. Mais à frente, passamos por Las Cascaras, um refúgio militar abandonado, sujo e detonado, sem qualquer atrativo. Dá pra passar batido.

Uma hora e meia depois de percorrer lentamente, em meio à zona vulcânica, um caminho sinuoso e repleto de curvas perigosas, a gente chega e se depara com essa vista deslumbrante, de tirar o fôlego e, então, tem a certeza de que tudo valeu à pena.

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Lá em cima não tem nenhuma infra, por isso é importante levar água e algo para comer. Muitas pessoas fazem piquenique, levam queijos, vinhos. Até churrasquinho nós vimos por ali. Na minha humilde opinião, me dei por satisfeita por apenas parar e contemplar a beleza do lugar, sem distrações. Nem mesmo uma fotografia é capaz de traduzir a grandeza e a energia do momento. Acreditem.

Acho que até para os mais céticos, vendo um espetáculo da natureza como esse, que mais parece uma aquarela, é difícil não acreditar em algo maior. Presenciar o encontro das nuvens do céu com a neve do topo da Cordilheira, o reflexo dessa imagem no lago, realmente é um presente. Tive a impressão de estar bem pertinho de Deus.

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Gratidão!

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Um hotel para chamar de seu

O DysArt Hotel foi mais uma boa surpresa em Cape Town, a cidade que conquistou nossos corações em tão pouco tempo.

A fachada discreta e a tímida porta de entrada nos dão a impressão de que estamos entrando numa simples casinha de rua. Achei esse detalhe um charme. É como se estivéssemos chegando na casa da vovó para a macarronada de domingo, sabe?

O hotel é compacto, com poucos quartos, não tem um restaurante, mas oferece uma boa estrutura, piscina, deck, ambiente bem decorado, acolhedor e, além de tudo, tem uma excelente localização. Fica a 15 minutos do V&A Waterfront a pé.

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Nos hospedamos lá por 4 noites no primeiro trecho da viagem e, por mais uma noite, no trecho final. Ficamos em dois quartos diferentes, um no térreo e outro no primeiro andar, ambos amplos, bem iluminados, modernos e aconchegantes. Detalhe importante para quem vai no inverno ou sente muito frio, como eu: os quartos e banheiros têm piso aquecido e você pode regular a temperatura. Muito top! Ah, e eles têm uma gatinha, chamada Daisy, que fica perambulando pelas áreas comuns, doidinha para ganhar um chamego dos hóspedes. Eu que sou gateira, amei. Ponto para o hotel!

Mas o que faz mesmo toda a diferença é o atendimento. Justamente por ser um hotel pequeno, o tratamento é bem pessoal, próximo. A começar pela dona, a Lo Weber, que está sempre por lá, dando dicas e informações sobre a cidade com muita simpatia. O Martin, que nos ajuda com as malas, chama táxi, conta histórias divertidas. A Zinny e a Ferial, tão amáveis e interessadas pelo nosso país, que nos preparam um café da manhã delicioso, sanduíches fora de hora e muitos outros mimos.

Todos os funcionários, sem exceção, são extremamente gentis e simpáticos. Cuidam da gente como se estivessem cuidado de sua própria família, com carinho e dedicação. Parece que todo mundo faz um pouco de tudo, todos se ajudam e têm o mesmo propósito: fazer com que os hóspedes se sintam em casa, à vontade, abraçados e bem cuidados. Foi assim que me senti durante nossa estadia e agradeço muito por ter conhecido cada um deles.

Eles também são engajados em causas sociais e participam ativamente do projeto Food for Children, que ajuda crianças carentes do subúrbio da cidade. A Zinny, do DysArt Hotel, foi uma das co-criadoras do programa, e posso afirmar que é uma pessoa do bem e com um coração enorme. Com o equivalente a 100 euros, eles alimentam cerca de 350 crianças por semana, fazendo a diferença, como agentes de transformação, por um mundo melhor. Mais um ponto para o hotel :o)

Não foi à toa que, no último dia da viagem, quando o Martin avisou que o táxi havia chegado e todos eles foram lá fora para nos dar tchau, eu entrei no carro e comecei a chorar. Não queria me despedir, não queria ir embora e deixar tanta gente querida para trás. Com certeza, esse foi um canto do mundo que deixou muita saudade…

DysArt Boutique Hotel

17 Dysart Rd, Green Point, Cape Town, 8051, África do Sul

+27 21 439 2832

http://www.dysart.de/

Para mais informações sobre o DysArt Boutique Hotel Food Programme, acesse:

http://foodforchildren.org.za/

Quer saber mais sobre Cape Town? Clique aqui ou aqui.

 

 

 

 

 

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Annecy – encantos sem fim e a melhor pizza ever!

Ficamos apenas três dias em Annecy. Pouquíssimo tempo para desfrutar todos os encantos que a cidade tem para nos oferecer, mas o suficiente para nos apaixonarmos por ela.

Já contei em outro post a minha alegria em andar pelas ruelas da cidade em um dia de feira. Aromas e sabores explodindo pelos ares e por todos os cantos. Simplesmente imperdível.

IMG_7296Andando pelo centrinho de Annecy, você vai encontrar diversos bares e restaurantes, alguns mais animados que outros, mas todos bem movimentados. Dê preferência para os que ficam em frente ao lago para apreciar a melhor vista.

No segundo dia caminhamos até a pont des amours (ponte dos amores), onde os casais costumam passar várias vezes para trazer boa sorte. É claro que respeitamos as tradições e superstições locais e tiramos a nossa foto para registrar o momento. Depois, alugamos um barquinho por meia hora e passeamos pelo lago Annecy. Era fim de primavera, as temperaturas não passavam dos 20º e mesmo assim, a gente viu várias pessoas praticando esportes aquáticos, como vela, stand up paddle e jet ski. Outros, corriam e pedalavam por toda a orla, com uma vista lindíssima do lago.

IMG_7396Quando descobrimos que Annecy ficava a apenas 40 e poucos km da fronteira com a Suíça não pensamos duas vezes. Pegamos o carro e demos uma esticada até a cidade de Genebra, tiramos umas fotos e paramos numa lojinha para comprar chocolates que pareciam ser deliciosos (claro, eram suíços!). Quando fui passar no caixa, saquei meus euros da bolsa e – desculpe, senhora, aqui só aceitamos franco suíços. Agradecemos, demos meia volta, sem chocolate, e retornamos à Annecy dando risada!

Para o jantar, deixo aqui minha dica de ouro: não deixe de ir na pizzaria The Little Italy, a melhor pizza que já comemos fora de São Paulo (sim, pizza na França!). O lugar é bem charmoso, mas tem pouquíssimas mesas, por isso é bom fazer reserva com antecedência. As pizzas são individuais e saborosíssimas, mas eles só fazem de um sabor, não é como no Brasil, onde você pede meia ou um terço de cada sabor e muda todos os ingredientes…rs. Eles também servem vinho em taça ou garrafa. Se conseguir chegar até a sobremesa, experimente o tiramisù. Très bon!!

Quer saber mais sobre Annecy? Clique aqui.

The Little Italy

16 Rue Sainte-Claire, Annecy, França

+33 4 50 52 92 78

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Islândia, uma explosão de natureza

IMG_3802 - CopiaNome: Lais Diniz

Profissão: Psicóloga

Lais é casada e tem 3 filhas, que trabalham e moram fora do Brasil. Ela me contou que desde que conheceu o marido, eles não pararam mais de viajar. “Tenho que fazer minhas ginásticas para poder conciliar meu consultório, que é uma das minhas grandes paixões, com os esquemas das viagens” – ela diz.

Qual o lugar mais incrível que você já visitou?

Todos os lugares foram maravilhosos, cada um com suas peculiaridades.

Tivemos nossa fase de conhecer os grandes centros do mundo, moramos fora do Brasil várias vezes e aprendemos muito sobre culturas diferentes, costumes, culinária, vinhos e como as pessoas se comportam. Agora, numa fase mais intimista, resolvemos procurar países com menos glamour cosmopolita e com mais belezas naturais. Fomos para Alaska, Antarctica e, recentemente, Islândia.

A Islândia foi uma grande surpresa para mim. Todos falam inglês, pois a língua islandesa é somente deles. A natureza explode em todos momentos e lugares. É uma grande ilha de 350.000 habitantes, que fica entre o Reino Unido e a Groenlândia, quase no Polo Ártico, onde o sol não se põe no verão.

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Parece meia-noite?  Lá escurece às 2h da madrugada e às 4h já tem sol!

 

 O que te despertou interesse para fazer essa viagem?

Nosso interesse era mais histórico. Eu tinha vontade de conhecer a história dos Vikings, tanto que trouxe de lá um livro de 1000 páginas, que conta as sagas dos islandeses. Também queria conhecer os sistemas de aquecimento através da energia vulcânica. A água sai absolutamente quente das torneiras!

Conte um pouco da sua experiência e do que mais impressionou nessa viagem.

Lá, nós fazíamos programas diários por nossa conta, através de mapas e indicações. O navio oferecia programas de excursões, mas fomos poucas vezes. Esses pacotes eram extremamente caros como, aliás, tudo na Islândia.

O País tem seus recursos hídricos, energia dos vulcões e parques aquáticos com águas sulforosas e muito quentes, como a da Lagoa Azul, uma das atrações mais visitadas por turistas.

As paisagens me impressionaram bastante. Terra vulcânica, imagens áridas sem vegetação, como se estivéssemos em Marte. Formações rochosas vulcânicas, gêiseres, que transbordam águas ferventes e jorram água vinda de vulcões no subsolo. Enfim, muita beleza natural.

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

Recomendaria restaurantes da orla em Reykjavík, capital da Islândia, onde servem comidas típicas de baleia, tartarugas marinhas, lagostas e puffins (pequena ave que vive no mar e em cavernas) deliciosos!

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?

A natureza explode em todos momentos e lugares. As pessoas são muito agradáveis, gentis e, em geral, belíssimas, principalmente as mulheres.

Bate Pronto – por Lais Diniz 

Comida mais deliciosa: Costelinha de porco com batatas assadas, no único pub de Akureyri, norte da ilha, para assistir e torcer para Islândia no jogo com a França na Euro Copa.

Uma bebida para acompanhar: Chopp feito no pub

A paisagem mais encantadora: Montanhas beirando o mar com várias cavernas e baleias nadando ao lado

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Só não consegui fotografar as baleias! – diz Lais

Para quantos países você já foi? Muitos, mas acho que preciso visitar muito mais países para ter mais cultura. Hahaha!!

Próximo destino: Talvez Marrocos