Não me canso de dizer que os pequenos vilarejos sempre me encantaram mais do que as grandes cidades. Não que elas não sejam incríveis. São sim. Mas, na minha opinião, as pequenas vilas expressam com mais intensidade a alma do lugar, o estilo de vida de seus habitantes. E volto a dizer: o tempo parece passar mais devagar nesses lugares.
Costumamos nos hospedar em hotéis que têm a cara do destino que estamos visitando, evitando ficar em hotéis de rede, padronizados. É claro que o risco de encontrar algo que não nos agrade acaba sendo maior, mas normalmente temos acertado!
Localizado no coração do Parque Luberon, e com uma linda vista para o vilarejo de Gordes, o hotel La Ferme de la Huppe foi a nossa escolha para três dos quatro dias que passamos em Provence.
O caminho que nos leva até ele vai aos poucos mostrando a beleza da região. Céu azul, casinhas de pedra com janelas verde água, parreiras e campos de lavanda, que parecem dançar com o sopro dos ventos. É tudo tão lindo, que você se pergunta se é real mesmo.
Travellers´choice 2016 no Tripadvisor, o hotel faz jus à posição que ocupa.
Fomos recepcionados pelo proprietário que, com muita gentileza, fez questão de que nos sentíssemos em casa. O atendimento de todo staff é bem caseiro, no melhor sentido da palavra. É como se todos os hóspedes fizessem parte de uma grande família.
Com apenas dez habitações, o La Ferme de la Huppe é bastante procurado. O estilo provençal está impresso em cada cantinho do hotel, bem rústico, decorado com muita madeira e pedra. O jardim é belíssimo, com muito verde, imponentes ciprestes e delicadas lavandas, que enfeitam e perfumam toda a propriedade. O delicioso café da manhã é servido na varanda, em frente à piscina, ao som dos passarinhos cantando, com direito a produtos frescos da região e queijo de cabra da fazenda. Ah, eles também oferecem alimentos sem lactose, é só informar no momento da reserva!

Apesar de ser tão linda quanto as demais, não recomendo a acomodação chamada L´amandier para pessoas que valorizam amplo espaço e ventilação, pois ela é bem pequena (18m2). De resto, tudo nota 10! Me hospedaria lá novamente, com certeza.
Depois de um passeio pelo vilarejo de Gordes, peça um bom vinho e uma tábua de queijos, sente-se à beira da piscina e aproveite o fim de tarde na bela Provence.
La Ferme de la Huppe
info@lafermedelahuppe.com
http://www.lafermedelahuppe.com/
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Já que sou fã da marca, escolhi visitar a Veuve Clicquot. No estacionamento, só carrão de luxo e o nosso carrinho alugado. Por alguns instantes, me senti na Ilha de Caras. O lugar já era bonito do lado de fora, imaginem por dentro. Um truck estiloso e meio vintage estacionado no belo jardim servia como vitrine para promover alguns dos produtos, que estão à venda no interior da Maison. Impossível sair com as mãos vazias! rs..
O tour guiado conta a história da Madame Clicquot, a viúva que decidiu tomar as rédeas da empresa após a morte do marido e conseguiu expandir seu negócio com excelência. Depois, passa por uma aula sobre o processo de produção e armazenamento dessa maravilha dos deuses, direto das caves, e termina com uma deliciosa degustação. Esse tour que escolhemos, durou cerca de 1 hora e custou algo em torno de 35 euros por pessoa. Dicas: a temperatura lá embaixo é muito fria, levem agasalho. Ah, fiquem atentos aos feriados locais e agendem seu tour previamente pelos sites!
Demos um passeio rápido pela cidade, que é simplesmente encantadora. Reims me pareceu um lugar muito tranquilo. Suas ruas pacatas são arborizadas, extremamente limpas e cheias de verde. A arquitetura dos pequenos prédios dá à cidade um charme extra. A Catedral de estilo gótico, mesmo em reforma, era imponente e contrastava com o lindo céu azul daquele dia. Gostaria de voltar e ficar hospedada pelo menos uns dois dias por lá 🙂

Foram apenas dois dias e meio hospedados num hotel um pouco afastado do centro. Foi uma coisa bacana, pois caminhávamos bastante para chegar ao metrô e, foi assim, que soubemos da existência do Roserar de Cervantes, um parque muito bonito e bem preservado, com diversos tipos de rosas e outras flores, que alegraram nossa caminhada.
No dia seguinte, passamos pela muralha romana, fomos no Museu Picasso e no Dalí e pegamos um daqueles ônibus hop-on/hop-off para ver (de longe) outras construções e pontos turísticos da cidade. Como o tempo era curto, tivemos que optar pelos hot spots que não perderíamos por nada nesse mundo!
Visitamos a Sagrada Família, que estava sendo restaurada, mas de forma alguma perdeu sua majestade e imponência. A arquitetura neogótica é realmente impressionante, assim como a vista panorâmica lá de cima. Os mais de 400 degraus da descida deixaram nossas pernas bambas e a sensação de dever cumprido.

Quando saímos do metrô e demos de cara com o Coliseu fiquei cho-ca-da. Não é à toa que esse monumento é considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo. Sua imponência é intimidante. Caminhamos pelos corredores do Coliseu e, quando encostei minhas mãos nas paredes, fiquei arrepiada. Me senti no filme de Ridley Scott, como uma gladiadora. Era como se eu mesma estivesse me preparando para uma das batalhas, que tanto divertiram os romanos na época. Fechei os olhos e tentei imaginar o chão tremendo com a força dos aplausos e a gritaria da imensa plateia, que vibrava e esperava ansiosamente pelas lutas. Me senti muito pequena lá dentro, foi uma sensação bem diferente, como nunca tinha vivido.
Saindo de lá, fomos até a Piazza della Bocca della Verita, pois eu queria de qualquer jeito conhecer a famosa escultura que tanto vi nos filmes. A Bocca della Verita, ou Boca da Verdade, fica em frente à praça e é conhecida como detector de mentiras. Reza a lenda que se um mentiroso colocar a mão na boca da escultura ela irá “morder” e arrancar sua mão. Nós passamos no teste, mas que dá um frio na barriga, isso dá! E você, teria coragem de colocar sua mão lá dentro?
O restaurante tem um jeitão meio retrô oldschool, super bem decorado e aconchegante. Para nosso delírio, o cardápio era 100% italiano. A comida é muito, mas muito gostosa. Pedimos uma burrata de entrada e, de prato principal, massas com molhos tipicamente italianos (alla rabiata e matriciana), acompanhadas de um belo filé à milanesa. BRAVO! Ah, o restaurante também tem um pequeno empório, que vende produtos italianos como massas artesanais, temperos, molhos, antepastos, polentas e outras delícias da terrinha. Adoramos e recomendo MUITO. Só digo uma coisa: foi ótimo ter deixado a preguiça de lado e ter conhecido alguns encantos da cidade.
Se você for fã de mostarda e estiver na região, não deixe de fazer uma visita e reservar um tour na Edmond Fallot Moutarderie, um dos mais tradicionais e familiares produtores desse precioso condimento francês. Nós estávamos de passagem e não conseguimos fazer o tour, mas eles serviram algumas mostardas para degustação.
Preciso dizer quantos potes de mostarda trouxemos na mala? Meu Deus! Uma mais deliciosa que a outra. Tem mostarda com pimenta, wasabi, manjericão, ervas, açafrão, cassis, mel e muitos outros. Impossível é sair da loja de mãos vazias. Uma ótima opção também para presentear parentes e amigos.
Sou apaixonada pelo sol. Sol é vida, é calor, é alegria. Deve ser impossível não sorrir ao apreciar um nascer ou um pôr do sol. Pelo menos para mim é. O sol é capaz de aquecer, contagiar e derreter até mesmo o coração mais frio. Por tudo isso, eu já imaginava que veria uma linda paisagem e ficaria encantada, mas me surpreendi muito com o que vi.
Então, depois de passear pelas ruelas da vila, você começa a se preparar para o espetáculo. Cada um dá uma sugestão do melhor ponto e ângulo para assistir e fotografar o show. Quando você para e percebe o movimento ao seu redor, vê que andou para lá e para cá e que todos os hot spots já estão tomados por multidões, afinal todo mundo recebeu as mesmas dicas que você!

O hotel é um grande casarão feito todinho de pedras, os jardins são impecavelmente bem cuidados, há ciprestes e flores por toda parte. O staff é super solícito e cortês. Nosso quarto era o típico cantinho provençal, charmoso, delicado e bem decorado. Definitivamente, o lugar foi projetado para nos fazer sentir em casa, em pleno aconchego.
E o café da manhã? O que são aqueles croissants quentinhos que derretem na boca? Está aí uma coisa que não podemos negar, esses franceses realmente sabem preparar um croissant. E a quantidade de opções de geleias? A maioria é feita na própria fazenda, por isso elas são tão fresquinhas e têm aroma e sabor bem marcantes das frutas. Os queijos também são preparados localmente. Me acabei no queijo de cabra, um dos meus preferidos. Agora, tomar um café da manhã incrível com uma vista dessas não tem preço. E quando eu imaginava que tudo não podia ficar ainda mais perfeito, eis que aparece um gatinho para nos fazer companhia, aproveitando o sol e as guloseimas que ganhou da gente. Eles não são bobos, né? ❤
Um dos meus restaurantes preferidos é o Ithaki, localizado na praia de Ornos. Ele conseguiu ganhar ponto em todos os quesitos. Pé na areia, vista estonteante para o mar, comida muito bem preparada e apresentada, preço adequado e ambiente nota mil. Aliás, foi o que mais me conquistou. Internamente ele tem delicadas pinturas nas paredes, decoração viva, cheia de cores, espalhadas em pequenos detalhes e nas inúmeras almofadas que enfeitam o local.
Por ser pé na areia, ele é bastante casual e muito procurado, tanto no almoço, quanto no jantar, por isso, é bom reservar. Especializado em culinária grega e mediterrânea, é difícil não se apaixonar pelos seus pratos, geralmente repletos de frutos do mar, tomate, cogumelos e muito, muito azeite. Se eu tivesse que resumir o Ithaki em poucas palavras, eu diria: comida saborosa, charme puro e muito alto astral.
Para quem procura uma opção um pouco mais sossegada, mas igualmente maravilhosa, recomendo o Hippie Fish, localizado na praia de Ai Yanni. O restaurante, apesar de também ser pé na areia, me pareceu um pouco mais requintado. Casual, mas ao mesmo tempo elegante, sabe?

E foi assim, que esse filme conseguiu despertar meu interesse e desejo de conhecer a bela Paris. No dia que chegamos, fomos direto para a famosa esquina onde o escritor todas as noites pegava sua carona. Para quem quiser passar por lá, esse cantinho fica na Rue Sainte-Geneviève, bem atrás do Pantheon.

O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.
O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.