A foto do post de hoje é uma das minhas favoritas. Não foi à toa que a escolhi para representar o Em Cada Canto um Encanto. Ela foi tirada em Provence, na França, há quase 3 anos. Toda vez que olho para ela, me transporto para lá, sinto o perfume dos campos de lavanda, a despreocupação com compromissos e uma adorável sensação de paz e liberdade. Todo esse encanto perdido num dos cantinhos de seus vilarejos.
Mas, hoje, não vou falar de viagens. Dia 08 de março é um dia muito especial para mim. Há exatamente um ano, resolvi criar o blog Em Cada Canto um Encanto, para compartilhar experiências sobre minhas grandes paixões: viagem, cinema, vinho e gastronomia.
Aqui, falo de tudo um pouco, mas sempre do que realmente gosto.
Escrevo para relembrar, para reviver todos os momentos incríveis que, às vezes, acabam ficando esquecidos lá no fundo da nossa memória. Escrevo para eternizar histórias. Escrevo por prazer, para me sentir plena. Escrevo para compartilhar com vocês tudo de bom que conheci nesse mundo afora.
E hoje, no Dia Internacional da Mulher, escrevo para agradecer especialmente a quatro mulheres que contribuíram, às vezes sem se dar conta, para que o Em Cada Canto um Encanto se tornasse realidade:
A minha mãe, Maria Helena, que me sempre me deu palavras de carinho, amor, força e incentivo, me fazendo acreditar que posso, sim, conquistar o mundo;
A Regina, minha acupunturista, com sua energia leve e palavras de sabedoria, em um dos poucos lugares onde fico totalmente em paz e com a mente aberta para a chegada de um turbilhão de boas ideias e ações;
A minha amiga irmã, Zanin, que nunca me deixou esquecer meus pontos fortes, minhas qualidades e há anos insistia na ideia de que eu deveria começar a escrever um blog;
A minha pequena grande amiga nerd, Cris Saemy, que, entre uma dose de paciência e muitas gargalhadas, me ajudou a entender o básico do WordPress e colocar meu blog no ar.
E agradeço imensamente ao meu marido, Mauricio, que sempre esteve ao meu lado, com sua visão realista das coisas, me trazendo de volta ao chão, me apoiando, me divertindo e, claro, sendo o melhor companheiro de viagens que eu poderia ter.
Obrigada a todos que fazem parte dessa história e acompanham nossas aventuras aqui pelo blog e também pelo Instagram, onde já temos 16 mil seguidores.
Sem vocês não teria tanto sentido ❤
Leia o 1o post publicado aqui no blog: Sob o Sol da Toscana


Em cada esquina, um cantinho acolhedor e cheio de charme. Em todo o caminho vemos o chão feito de pedra, janelas e portas pintadas de azul, paredes branquinhas e flores cor de rosa, que parecem ter sido escolhidas especialmente para nos encantar. É tudo tão lindo, que você passa o dia todo perambulando e nem vê o tempo passar. São tantas ruelas que nos levam para lá e para cá, que a cidade mais parece um pequeno labirinto.

Chegando lá, você já é recepcionado por esse “Budão” simpático e sorridente. Não tem como não retribuir o sorriso. O ambiente, em meio à natureza, e o silêncio nos trazem imediatamente uma paz quase que divina. São poucos os lugares que nos permitem sentir, mesmo que por alguns minutos, tamanha sensação de serenidade.

Localizado no coração do Parque Luberon, e com uma linda vista para o vilarejo de Gordes, o hotel La Ferme de la Huppe foi a nossa escolha para três dos quatro dias que passamos em Provence.


Nome: Caio Barbosa Kaku



Comida mais deliciosa: Kare Udon (sugiro MUITO o do restaurante Senkichi), uma sopa de curry japonês, muito bem temperada e apimentada na medida certa para quem, como eu, não é muito chegado em comida picante.

A La Postolle produz vinhos orgânicos e biodinâmicos, isso quer dizer que todos os fatores envolvidos na produção (solo, plantas, humanos e animais) atuam num sistema holístico, harmonioso e autossustentável, preocupado não somente com a qualidade, mas também com a preservação da natureza e uso consciente de seus recursos. É um trabalho bem manual mesmo.














Já que sou fã da marca, escolhi visitar a Veuve Clicquot. No estacionamento, só carrão de luxo e o nosso carrinho alugado. Por alguns instantes, me senti na Ilha de Caras. O lugar já era bonito do lado de fora, imaginem por dentro. Um truck estiloso e meio vintage estacionado no belo jardim servia como vitrine para promover alguns dos produtos, que estão à venda no interior da Maison. Impossível sair com as mãos vazias! rs..
O tour guiado conta a história da Madame Clicquot, a viúva que decidiu tomar as rédeas da empresa após a morte do marido e conseguiu expandir seu negócio com excelência. Depois, passa por uma aula sobre o processo de produção e armazenamento dessa maravilha dos deuses, direto das caves, e termina com uma deliciosa degustação. Esse tour que escolhemos, durou cerca de 1 hora e custou algo em torno de 35 euros por pessoa. Dicas: a temperatura lá embaixo é muito fria, levem agasalho. Ah, fiquem atentos aos feriados locais e agendem seu tour previamente pelos sites!
Demos um passeio rápido pela cidade, que é simplesmente encantadora. Reims me pareceu um lugar muito tranquilo. Suas ruas pacatas são arborizadas, extremamente limpas e cheias de verde. A arquitetura dos pequenos prédios dá à cidade um charme extra. A Catedral de estilo gótico, mesmo em reforma, era imponente e contrastava com o lindo céu azul daquele dia. Gostaria de voltar e ficar hospedada pelo menos uns dois dias por lá 🙂



Chegando lá, compramos os tickets e subimos pelo teleférico até o topo das montanhas. Meu marido parecia uma criança chegando no parque de diversão pela primeira vez. Ele e o Alexandre foram fazer uma aula para principiantes e, minutos depois, já mandaram ver na pista. Enquanto isso, eu e a Simone ficamos apreciando a paisagem e dando risada dos capotes alheios. Nem sei dizer quantas vezes o Mau subiu naquele teleférico e desceu pelas montanhas, mas vê-lo feliz daquele jeito, me encheu de alegria e tive a certeza de que o passeio valeu demais à pena!

