Barcelona foi a primeira cidade da Europa que conhecemos, há mais de dez anos. Isso por si só, já nos trouxe uma carga de emoção bem grande. Afinal, quem nunca sonhou em conhecer o Velho Mundo, né?
Foram apenas dois dias e meio hospedados num hotel um pouco afastado do centro. Foi uma coisa bacana, pois caminhávamos bastante para chegar ao metrô e, foi assim, que soubemos da existência do Roserar de Cervantes, um parque muito bonito e bem preservado, com diversos tipos de rosas e outras flores, que alegraram nossa caminhada.
Nossa primeira parada oficial foi no Parc Güell, que apresenta, através das obras de Gaudí, a perfeita combinação da arte e da arquitetura. A beleza natural e os detalhes das obras feitas em mosaico nos encantaram. Sem dúvida um dos parques mais lindos que já vimos.
Almoçamos uma deliciosa paella catalã num restaurante no meio de La Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona, repleta de lojinhas, bares, cafés, artistas de rua, muitos turistas e, consequentemente, pick pockets (batedores de carteira). É bom não dar bobeira nessa região.
No dia seguinte, passamos pela muralha romana, fomos no Museu Picasso e no Dalí e pegamos um daqueles ônibus hop-on/hop-off para ver (de longe) outras construções e pontos turísticos da cidade. Como o tempo era curto, tivemos que optar pelos hot spots que não perderíamos por nada nesse mundo!
Visitamos a Sagrada Família, que estava sendo restaurada, mas de forma alguma perdeu sua majestade e imponência. A arquitetura neogótica é realmente impressionante, assim como a vista panorâmica lá de cima. Os mais de 400 degraus da descida deixaram nossas pernas bambas e a sensação de dever cumprido.
Seguimos pelas charmosas ruas da cidade e demos de cara com o Museu de la Xocolata, que infelizmente estava fechado. Por sorte, encontramos no caminho uma loja de chocolate de dar água na boca, a Xocoa. Tinha chocolate de todos os tipos, formatos e combinações inusitadas de sabores. Até cerveja feita de cacau experimentamos. Voltamos com a sacola recheada. Como boa chocólatra, recomendo!
À noite, combinamos de nos encontrar com um amigo que estava morando em Barcelona, o Marquito, e ele sugeriu o bar La Champañeria. O lugar é pequeno, cosmopolita, abarrotado de gente e meio bagunçado, por isso relaxe e vá preparado para ficar um bom tempo em pé e fazer seu pedido no balcão mesmo. Isso tudo vale à pena, pois o bar tem uma vibe muito boa, pessoas animadas, mandando ver nas cavas e nos deliciosos tapas que a casa oferece. Nós adoramos o bar, a cidade e a companhia.
Nossa, nem acredito que fizemos tudo isso em menos de 3 dias!
Bjs e até a próxima ;o)
Xocoa
Carrer de Petritxol, 11, 08002 Barcelona, Espanha
La Champañeria
Carrer de la Reina Cristina, 7, 08003 Barcelona, Espanha


Ficamos hospedados no La Sebastiana Suites, recomendado pela minha amiga e premiado como Traveller´s Choice 2016 pelo Trip Advisor. O lugar é tipo um studio, com sala, quarto, banheiro e uma pequena cozinha. Não tem nenhum luxo, mas é limpo, cheiroso, espaçoso, tem uma decoração simpática e aconchegante, café da manhã incluso na diária e ainda é extremamente bem localizado. Um ótimo custo benefício para quem busca conforto e também economia. Recomendo!
Um passeio que não toma muito tempo e acho interessante fazer, é subir no Sky Costanera, o prédio mais alto da América Latina, localizado dentro do Shopping Costanera Center, a poucos quarteirões do nosso hotel. Se não me engano, de 2ª à 5ª o preço é 5.000 pesos chilenos por pessoa (aprox. R$ 25 pp – câmbio set/16) e no fim de semana CLP 8.000. Lá do alto você tem uma vista lindíssima 360º de toda a cidade. Vale à pena!
Por uma feliz coincidência, encontramos no topo do Sky Costanera um casal que mora no mesmo prédio que a gente em SP, que só conhecíamos de vista, a Simone e o Alexandre. Naquele dia, marcamos de fazer juntos um passeio pelo Valle Nevado, depois saímos para jantar, conhecemos lugares bacanas, descobrimos que temos muitas coisas em comum e demos muita, muita risada. Tá vendo como viajar faz bem? Talvez, se não fosse pela viagem, hoje seríamos apenas vizinhos de elevador….
Quando saímos do metrô e demos de cara com o Coliseu fiquei cho-ca-da. Não é à toa que esse monumento é considerado uma das 7 Maravilhas do Mundo. Sua imponência é intimidante. Caminhamos pelos corredores do Coliseu e, quando encostei minhas mãos nas paredes, fiquei arrepiada. Me senti no filme de Ridley Scott, como uma gladiadora. Era como se eu mesma estivesse me preparando para uma das batalhas, que tanto divertiram os romanos na época. Fechei os olhos e tentei imaginar o chão tremendo com a força dos aplausos e a gritaria da imensa plateia, que vibrava e esperava ansiosamente pelas lutas. Me senti muito pequena lá dentro, foi uma sensação bem diferente, como nunca tinha vivido.
Saindo de lá, fomos até a Piazza della Bocca della Verita, pois eu queria de qualquer jeito conhecer a famosa escultura que tanto vi nos filmes. A Bocca della Verita, ou Boca da Verdade, fica em frente à praça e é conhecida como detector de mentiras. Reza a lenda que se um mentiroso colocar a mão na boca da escultura ela irá “morder” e arrancar sua mão. Nós passamos no teste, mas que dá um frio na barriga, isso dá! E você, teria coragem de colocar sua mão lá dentro?
A paisagem que vimos no caminho até a vinícola é simplesmente linda. Aquele céu azul, a Cordilheira dos Andes ao fundo, a neve sendo derretida pelo sol, anunciando o fim do inverno, são de tirar o fôlego.
Nem me lembro quantas vinícolas já visitamos nessa vida, mas a Errazuriz foi a que mais nos impressionou. É um lugar que traz um ar de despreocupação, como se fosse possível parar o tempo por alguns instantes, sabe? Muito especial. Queria ter passado mais tempo lá…
Tenho que ser honesta com vocês. Não esperem encontrar uma avenida à beira mar, que margeie o Índico e conecte vocês a todos os lados da ilha de Zanzibar. Isso não existe por ali. De onde quer que você saia, o caminho até a capital Stone Town não é nada bonito. Essa é a verdade nua e crua, mas é bom saber, para não criar expectativas.
Contratamos um guia local para nos levar aos principais pontos da Cidade de Pedra. Começamos pela casa onde nasceu e cresceu o cantor Freddie Mercury, passamos por mesquitas, museus, pelo Mercado Municipal e suas especiarias mil. Aliás, não é à toa que Zanzibar é conhecida como Spice Island, os aromas de noz moscada, canela, cardamomo, cravo e frutas perfumam todos os cantos da cidade. Também entramos numa joalheria para conhecer a tanzanite, a famosa pedra de cor violeta descoberta na Tanzania, objeto de desejo de muitas mulheres. No fim do passeio, paramos numa praça em frente ao mar, onde resolvi prestigiar os artistas de rua fazendo uma tatuagem de henna nas mãos, bastante comum na cultura local.
O mais impressionante de caminhar pelas ruas da cidade é observar as largas portas de madeira talhadas, com estilo meio indiano, meio árabe, reflexo de um passado de diferentes colonizações e influências. Existem centenas de modelos e cores, todas lindas e imponentes. Compramos o pôster ao lado e eternizamos a ilha, não só na parede de casa, mas também em nossos corações.


Ao fundo uma piscina, local perfeito para se deliciar com uma tábua de queijos e algumas taças de vinho. Ah, para nossa alegria, o hotel dispõe daquelas máquinas de vinho que você pode tomar vários rótulos em taças, sabe? Assim, você pode provar todos os vinhos que quiser, sem ter que comprar a garrafa. Muito top, né?
O lugar não tem nenhum luxo, mas é muito especial. Traz um ar bem bucólico, onde a natureza se faz presente o tempo todo. No gramado, você se depara com delicados pés de limão siciliano, muitas plantas e flores. Para encher meu coração de alegria e fechar com chave de ouro, o hotel ainda tinha uma gatinha de estimação, chamada Sofia, que era um doce e muito carinhosa.
O restaurante tem um jeitão meio retrô oldschool, super bem decorado e aconchegante. Para nosso delírio, o cardápio era 100% italiano. A comida é muito, mas muito gostosa. Pedimos uma burrata de entrada e, de prato principal, massas com molhos tipicamente italianos (alla rabiata e matriciana), acompanhadas de um belo filé à milanesa. BRAVO! Ah, o restaurante também tem um pequeno empório, que vende produtos italianos como massas artesanais, temperos, molhos, antepastos, polentas e outras delícias da terrinha. Adoramos e recomendo MUITO. Só digo uma coisa: foi ótimo ter deixado a preguiça de lado e ter conhecido alguns encantos da cidade.
Se você for fã de mostarda e estiver na região, não deixe de fazer uma visita e reservar um tour na Edmond Fallot Moutarderie, um dos mais tradicionais e familiares produtores desse precioso condimento francês. Nós estávamos de passagem e não conseguimos fazer o tour, mas eles serviram algumas mostardas para degustação.
Preciso dizer quantos potes de mostarda trouxemos na mala? Meu Deus! Uma mais deliciosa que a outra. Tem mostarda com pimenta, wasabi, manjericão, ervas, açafrão, cassis, mel e muitos outros. Impossível é sair da loja de mãos vazias. Uma ótima opção também para presentear parentes e amigos.





Andando pelo centrinho de Annecy, você vai encontrar diversos bares e restaurantes, alguns mais animados que outros, mas todos bem movimentados. Dê preferência para os que ficam em frente ao lago para apreciar a melhor vista.
Quando descobrimos que Annecy ficava a apenas 40 e poucos km da fronteira com a Suíça não pensamos duas vezes. Pegamos o carro e demos uma esticada até a cidade de Genebra, tiramos umas fotos e paramos numa lojinha para comprar chocolates que pareciam ser deliciosos (claro, eram suíços!). Quando fui passar no caixa, saquei meus euros da bolsa e – desculpe, senhora, aqui só aceitamos franco suíços. Agradecemos, demos meia volta, sem chocolate, e retornamos à Annecy dando risada!