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Meio dia em Paris

Confesso que nunca fui muito fã de Woody Allen, mas tive que dar o braço a torcer quando assisti Meia Noite em Paris pela primeira vez.

O filme conta a história do escritor americano Gil (Owen Wilson) que está de férias em Paris e, na noite que resolve caminhar até o hotel para tomar um ar fresco, se dá conta de que está perdido. Sentado aos pés da escadaria de uma igrejinha, após ouvir as doze badaladas da meia noite, ele pega carona num carro antigo que, misteriosamente, o leva de volta aos anos 20.

Num bar, ele encontra grandes artistas, músicos e pintores, pelos quais tem enorme admiração, como Scott Fitzgerald, Cole Porter, Ernest Hemingway, Picasso e Dalí. No início, fica bastante atordoado e desorientado ao ouvi-los contar suas histórias, até compreender que havia feito uma viagem no tempo.

A partir de então, ele cria uma rotina e todas as noites passa a viver incríveis momentos ao lado de seus ídolos. O passado sempre teve um charme especial para Gil. Ele pensava que seria mais feliz vivendo em outra época e, na verdade, realmente viveu, ainda que por alguns dias. Esses encontros enriquecedores, serviram de grande inspiração para que ele conseguisse finalizar o romance no qual estava trabalhando e tomar a decisão de largar tudo e morar em Paris. A chance de um recomeço.

Do jardim de Giverny, à tão clichê e necessária Torre Eiffel, a beleza da cidade dispensa qualquer cenário, pois cada canto parece uma verdadeira pintura.

O filme é doce, delicado, instigante. A trilha sonora é tão envolvente, que só de ouvir uma das minhas canções preferidas, chamada “Si tu vois ma mère”, já começo a me imaginar caminhando pelas ruas da capital francesa.

Sério, faça o teste. Digite o nome da música no You Tube e ouça com o coração. Foi o que fiz durante todo o tempo que me dediquei a escrever esse post. Ouvi toda a trilha sonora que, inevitavelmente, me emocionou.

IMG_6864E foi assim, que esse filme conseguiu despertar meu interesse e desejo de conhecer a bela Paris. No dia que chegamos, fomos direto para a famosa esquina onde o escritor todas as noites pegava sua carona. Para quem quiser passar por lá, esse cantinho fica na Rue Sainte-Geneviève, bem atrás do Pantheon.

Foi tão legal estar ali e imaginar como seria viajar no tempo, escolher uma época que te agrada e embarcar sem medo de ser feliz…

 

Nesse dia, caminhamos pelas ruas da cidade despretensiosamente. Compramos alguns doces na Angelina (Rue de Rivoli), sentamos numa praça dentro do belíssimo Jardin de Tuileries e aproveitamos a  simplicidade do momento, sem pressa e com muito amor.

Afinal, a encantadora Paris inspira toda e qualquer paixão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Os contrastes de Zanzibar

Zanzibar é um pequeno arquipélago banhado pelo Oceano Índico. Considerado um país semiautônomo à Tanzânia, esse pedacinho do continente africano tem mais de 90% de população muçulmana, que vive em extrema pobreza. Sua economia gira, principalmente, por conta do turismo.

Para quem está à procura de praias paradisíacas, mergulho, passeios de barco, calor escaldante e muito sossego, a ilha é um prato cheio e oferece inúmeras opções de hotéis, para todos os gostos e bolsos.

A eleita para os três dias da nossa passagem pela ilha foi a praia de Nungwi, uma das mais belas de Zanzibar. Ficamos hospedados no Z Hotel, mais bonito por fora do que por dentro, mas valeu. Caso tenha interesse, minhas considerações detalhadas sobre o hotel estão no Tripadvisor ;o)

Depois de tanto acordar cedo para pegar os diversos voos que nos levaram para lá e para cá pela África, resolvemos que nossa parada em Zanzibar seria somente para R-E-L-A-X-A-R. Então, passamos boa parte do tempo tomando um sauvignon blanc geladinho na piscina de borda infinita do hotel, com vista para o oceano. O azul do Índico contrastava com os coloridos trajes das muçulmanas que, ao final do dia, lavavam suas roupas à beira mar, enquanto as crianças brincavam alegremente a sua volta. IMG_3016

IMG_2939Tenho que ser sincera. Fazer um passeio romântico (a dois) nessa praia é complicado, pois lá, nunca estamos a sós. Basta colocar os pés na areia, na linha tênue que separa o hotel da praia, que inúmeros pescadores começam a te abordar, tentando vender passeios de barco, artesanato local ou descolar algum agrado. Quando você nega, eles respondem: hakuna matata e passam a rodear outros turistas. A expressão em swahili, a língua local, significa “sem problemas”, “não se preocupe” e resume bem o espírito de seus habitantes.

IMG_2929Quando conseguimos nos desvencilhar dessa turma de capitães de areia, demos uma olhada para trás e vimos que ainda tínhamos companhia. Eram eles, uma dupla da tribo maasai, nômades que costumam circular pelo Quênia e Tanzânia, em seus mantos vermelhos. Eles simplesmente passam a te se seguir e acompanhar sua caminhada e, se você dá corda, começam a conversar, falam um pouco de sua cultura e não deixam dúvida de sua enorme simpatia e marcante personalidade. Estes são Daniel e Michael, que após um jogo de vôlei na praia, nos acompanharam de volta ao hotel, cheios de estilo e alegria.

Tudo isso me fez pensar. Em meio a uma condição de vida precária em todos os sentidos, o povo de Zanzibar, que tem tantos motivos para reclamar e se lamentar, é guerreiro e batalhador. Mais agradece do que pede e está sempre distribuindo gentilezas e sorrisos, acompanhados do mantra “hakuna matata”, e seguindo em frente.

Zanzibar é um lugar que mexe com a gente e ponto. É inevitável.

Eu voltei de lá com um sentimento de que essa viagem foi um divisor de águas na minha vida. Algo aqui dentro mudou. Poucos dias na ilha foram suficientes para gerar um misto de inquietação, questionamento e reflexão, que me trouxe bastante aprendizado. Uma mudança de perspectiva. Uma mudança para o bem. Uma grande lição.

Acho que a canção do filme O Rei Leão resume bem o significado por trás dessa experiência e incrível viagem: “isso é viver, é aprender, hakuna matata”.IMG_2917

 

 

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Cape Town vista de cima

Em dias como o de hoje, frio e chuvoso, costumo me transportar mentalmente para um lugar quente e ensolarado, do jeitinho que eu gosto. Hoje, meus pensamentos foram até a Cidade do Cabo, África do Sul, um lugar surpreendente, que deixou ótimas lembranças.

Quando planejamos nossa viagem, não havia voos diretos de São Paulo para Cape Town (CPT). A parada em Johannesburg (JNB) seria obrigatória. Voamos pela South African Airways e, no momento do check in em SP, nos disseram que teríamos que trocar de aeronave em JNB, passar pela alfândega, pegar as bagagens na esteira e fazer um novo check in para CPT. Nem preciso dizer que perdemos o voo, né?

Conseguimos resolver o perrengue e pegamos o próximo voo com destino à Cape Town. Chegamos no dia do aniversário do Mauricio, e meu maior desejo era que esse dia fosse muito especial.

O clima de Cape Town é um pouco instável. Em poucas horas, um dia ensolarado pode se transformar num céu carregado e coberto de nuvens. Por isso, a recomendação que mais recebi de amigos viajantes e compartilho aqui com vocês é: se você chegar à Cape Town num dia de céu aberto, corra para a Table Mountain.

Foi exatamente o que fizemos. Assim que nos instalamos no Dysart Boutique Hotel, (um encanto à parte), comemos um lanche rápido, pedimos um taxi e fomos direto para lá. Também é possível pegar uma carona no City Sightseeing Bus ou utilizar ônibus convencionais. O imprescindível é não deixar de ir.

IMG_9352Chegamos e compramos nossos ingressos para subir pelo cable car, um tipo de bondinho, que nos leva até o topo do complexo de montanhas em apenas cinco minutos. Confesso que estava com frio na barriga, pois não sou fã de altura, nem de lugares fechados. Porém, o cable car é aberto e giratório, o ar circula bastante e a paisagem é tão, mas tão linda, que nem vi o tempo passar.

Desembarcamos a mais de mil metros de altitude. Por mais alta que esteja a temperatura lá embaixo, a história muda de figura lá em cima. Leve um agasalho. Você pode fazer trilhas, caminhadas e, se tiver um verdadeiro espírito destemido e aventureiro (que não é o meu caso), também pode escalar os penhascos. Boa sorte!

A vista panorâmica realmente impressiona, lembra um pouco o Rio de Janeiro. É possível ver cada canto da cidade e a sensação é de estar bem pertinho do céu.

Demos sorte, pois o vento frio afastou para longe as poucas nuvens que havia do céu, dando espaço para um colorido que anunciava a chegada de mais um pôr do sol. E foi, desse jeito, que começamos a comemorar o aniversário do Mau, agradecendo por esse presente que a natureza nos deu.

A beleza e energia que vimos e sentimos por estarmos ali no alto, tendo a mais bela vista de Cape Town, jamais caberiam numa fotografia. Tentamos eternizar esse momento mesmo assim…

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À noite fomos jantar no Beluga, um restaurante descolado e cosmopolita, especializado em frutos do mar e gastronomia japonesa, localizado num galpão desativado na região de Green Point.

Pedimos lulas e camarões marinados de entrada e, de prato principal, o Mau pediu atum com crosta de gergelim e eu arrisquei um “kingklip”, peixe típico das águas frias do País, ambos deliciosos. Para acompanhar, seguimos a sugestão do garçom e tomamos duas garrafas de Chenin Blanc sul-africano, fresco e frutado, e não nos arrependemos.

Fomos muito bem atendidos do início ao fim por um garçom que realmente sabia o que estava fazendo, conhecia no detalhe os ingredientes dos pratos, sugeria vinhos para as harmonizações e, para fechar com chave de ouro, nos trouxe um sorvete personalizado e ainda cantou parabéns para o Mau.

No final das contas, o dia foi bem mais especial do que eu havia planejado. Com certeza, esse aniversário vai ficar guardado para sempre em nossos corações.

 

 

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Um pouco de Toscana nunca é demais

Minha recomendação mais importante para uma viagem pela Toscana é que você se perca, propositalmente. Não se apegue tanto ao GPS, pois a região tem tanto a oferecer, que seria um desperdício selecionar o que visitar ou não. Deixe-se levar e não se arrependerá.

Chegamos a Firenze ainda sem hotel definido, mas com algumas ideias em mente. Fomos parando de hotel em hotel, até encontrarmos um que nos encantasse e, claro, que tivesse um quarto disponível. Foi assim, que encontramos o Villa Belvedere Hotel.

Ele era simples, mas atendia aos quatro pontos que mais levo em consideração ao escolher um hotel: limpeza, conforto, charme e um belo café da manhã. De lambuja, ainda vi um gatinho andando no estacionamento (para quem não me conhece, sou gateira), era o sinal que faltava para que nos hospedássemos ali.

3O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.

Sempre pedimos dicas de passeio ao concierge do hotel e, dessa vez, nos recomendaram uma esticada até uma comuna italiana chamada Fiesole, que fica a aproximadamente 10 km de Firenze. Fomos conferir.

2O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.

No final do dia, resolvemos jantar num restaurante, do qual infelizmente não me lembro o nome, pois era incrível. Lembro que pedimos uma entrada divina, que mais parecia um prato principal. Havia porções do puríssimo e saboroso parmigiano reggiano, tomate seco, azeitona (pulei essa parte), caponata de berinjela e abobrinha, salames e cogumelos variados. Para acompanhar, pedimos um Chianti clássico, com a certeza de que seria o casamento perfeito. Nossa, só de falar, já me deu água na boca!

Agora só me resta preparar algo para jantar que me lembre essa experiência, já que o vinho estou tomando desde que comecei a contar essa história…

Até a próxima ;o)

 

 

 

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Annecy, charmosa até em dia de feira

Na manhã de 15 de junho do ano passado, saímos de Dijon a caminho de Annecy, uma cidadezinha da região dos Alpes franceses. Escolhemos estar a muitos quilômetros de distância da Copa do Mundo no Brasil. E fizemos a escolha certa.

A pequena Annecy já encantava pelas fotos, parecia uma cidade de conto de fadas, de tão perfeita. Eu sabia que ela nos encantaria ainda mais ao vivo, mas não imaginava que pudesse ser tão charmosa e apaixonante.

IMG_2048A começar pelo Splendid Hotel, que, em minha opinião, merece muito mais do que as 3 estrelas que tem. Muito bem localizado e com uma maravilhosa vista para o lago Annecy, ele nos surpreendeu positivamente em vários momentos.

Na recepção, fomos acolhidos com muita simpatia e, quando souberam que éramos brasileiros, ficaram animadíssimos, afinal, o Brasil estava em alta na época. Ao chegar no quarto, bastante espaçoso e confortável, encontramos um cartão de boas-vindas assinado pelo gerente do hotel e acompanhado por uma porção de deliciosos macarons. Quem não adora esses mimos? No café da manhã, croissants quentinhos com chocolate adoçavam ainda mais nossos dias e nos davam energia para perambular pela cidade.

Tivemos a sorte de chegar num dia de feira. A cidade fica lotada de turistas que, provavelmente, assim como eu, enlouquecem ao se deparar com tantas cores, cheiros e sabores. Vamos começar pelos tomates no canto esquerdo da foto abaixo. Meu Deus, que coisa mais linda é essa? Parece uma abóbora, só que vermelha e pequena. Não provei, mas imaginei que devia ser muito suculento e ter um sabor bem adocicado. Um pouco a frente, queijos e mais queijos, infinitos tipos e formatos de queijos. Aquele cheiro incrível de roquefort, brie e chèvre no ar. Definitivamente, eu moraria numa cidade de queijos – pensei. Mais adiante, torrones (também conhecidos como nougat) de figo, café, pistache, nutella, gengibre, caramelo e muitas outras opções, que comprei em fatias e trouxe comigo na mala. Flores, pasta de caviar, azeitonas, frutas, pães e artesanatos completavam as barraquinhas que tornavam Annecy ainda mais charmosa.

Você pode caminhar pelas ruelas ou alugar uma bicicleta. Nós passeamos o dia inteiro a pé. O importante é explorar cada canto, já que há tanta beleza e boas surpresas por lá.

No fim de tarde, sentamos num dos barzinhos à beira do lago, pedimos um croque monsieur, uma cervejinha gelada e aproveitamos a vista romântica.

Esse foi um dia simples, mas muito feliz. Que venham outros!

Em breve, outras paisagens, experiências e dicas desse pedacinho do paraíso.

Beijos,

 

 

 

 

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Aruba, the happy island

Aruba é um destino muito procurado por turistas, não apenas por conta do seu exuberante mar azul, mas também, por oferecer programas para todos os gostos e idades.

Ficamos hospedados com a família no Riu Palace, localizado em Palm Beach, a praia mais badalada da região.

Bem em frente ao hotel, diversas opções de esportes aquáticos, passeios de barco e jet ski ficam à disposição dos mais animados e aventureiros, por uma pequena quantia de dólares, que vale a diversão.

Também é possível escolher entre sombra e água fresca, para acompanhar uma boa leitura, ou Coronas e frutos do mar no bar do píer, o disputado Bugaloe Beach Bar. Ambiente descontraído, garçonetes-cantoras e muita animação tomam conta do lugar, que tem uma das melhores vistas de Aruba.

Um amigo nos recomendou um restaurante chamado Barefoot que, segundo ele, era imperdível para assistir ao pôr do sol.

Em um fim de tarde, estávamos no centrinho de Oranjestad, a capital, quando resolvemos conhecer o restaurante. Fomos caminhando pela avenida da praia. Andamos, andamos e nada. Perguntamos para as pessoas na rua e falaram que estávamos perto. Estão vendo aquele farol? Fica logo ali. Andamos mais um pouco e perguntamos de novo. Estão vendo aquele barco? É lá atrás…Depois de andarmos uns 3 km e pensarmos seriamente em desistir, finalmente o encontramos.

Já estávamos soltando fogos (e famintos), quando a hostess perguntou: vocês têm reserva? Putz, vou ter que fazer um teatro – pensei. Mas nem precisei me esforçar. Quando falei que éramos do Brasil e queríamos muito conhecer o restaurante, ela pediu para aguardarmos, que iria ver o que era possível fazer.

Acho que ainda temos algum prestígio, pelo menos por aquelas bandas, pois a simpática hostess conseguiu uma mesa para a gente do lado de fora, pé na areia, com vista para o mar e o incrível pôr do sol. Mais perfeito impossível!

O garçom que nos atendeu foi muito cortês, agradável e atencioso. A comida extremamente bem preparada e saborosa (recomendo o spicy shrimp). Pedimos drinks coloridos, enfeitados com guarda-chuvas e um belo e refrescante pinot grigio para acompanhar a comilança. A noite foi maravilhosa e, com certeza, fez valer a longa caminhada. Se você planeja uma viagem para lá, não deixe de conhecer o Barefoot!

Aruba também foi eleita o cenário perfeito para celebrar a união de muitos casais. Enquanto estávamos lá, houve pelo menos três casamentos. Um deles, eu e meu cunhado presenciamos. Em meio aos turistas, que tomavam sol num calor de mais de 30 graus, a noiva caminhava pela areia, de sapatilha e um volumoso vestido, ao encontro de seu futuro marido que a aguardava sob um arco florido, cujo fundo era preenchido pelo límpido azul do mar. A plateia, em traje de banho, aplaudiu, curtiu e fotografou o evento do desconhecido casal, como se fizesse parte da família.

Aruba é assim, contagiante.  O clima lá é de festa e alegria em todo canto, regado a música caribenha e incontáveis mojitos.

Não é à toa que a ilha do Caribe é chamada de “The Happy Island”.

 

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Nannai – sossego e conforto

Há muito tempo namorávamos o Nannai Resort & Spa, localizado na praia de Muro Alto, Pernambuco. Conseguimos nos planejar e, no ano passado, ficamos quatro dias lá.

Assim que chegamos, fomos recepcionados com espumante, água de coco e muita simpatia pela equipe do hotel. A decoração rústica e praiana, acompanhada de pequenos detalhes e artesanatos locais, dão um toque aconchegante e especial ao lugar.

Dentre as opções de acomodação, uma mais incrível que a outra, optamos pelo Bangalô Super Luxo. Projetado para nos fazer pensar que estamos no Taiti, o confortável e charmoso bangalô fica sobre as águas de uma piscina privativa, rodeado por coqueiros e muito verde. É tão lindo, que nem dá vontade de sair de lá.

Resolvemos curtir a piscina da área comum nas espreguiçadeiras com vista para o mar e nos deliciamos com camarões, lulas e caipirinhas, feitas com frutas típicas da região. Ao redor dessa área, há muitas namoradeiras, redes e gazebos, perfeitos para relaxar, ler um livro e namorar.

Ao longo do dia, os garçons passam oferecendo finger foods para os hóspedes, mimos que costumam agradar muito, uma vez que o sistema lá é de meia pensão (café da manhã e jantar). No fim da tarde, o hotel também oferece um pequeno banquete com diversas variedades de bolos, tortas, pães, tapiocas, sucos e chás. Sensacionais!

Outro diferencial é o Spa da L´Occitane que, além de oferecer serviços de massagem e tratamentos corporais com produtos da marca, ainda possui um ambiente de relaxamento com piscina aquecida, hidromassagem e sauna.

Sem dúvida, a estrutura e localização privilegiadas do Nannai nos trazem muito sossego e tranquilidade. Se você busca se desligar um pouco do mundo, lá é uma ótima pedida.

Na última noite da viagem, eu e o Mau estávamos conversando e tomando um vinho branco à beira da piscina, quando nos demos conta de que nunca havíamos visto um nascer do sol juntos. Decidimos resolver essa questão (gravíssima) e ajustamos nosso despertador para as 5h da manhã seguinte.

Escolhemos um cantinho especial e, por volta das 5:20 da manhã, lá estávamos, só eu e o meu amor, num cenário paradisíaco, assistindo aquele momento mágico, um espetáculo de cores, quando o sol raiou, nos desejando um bom dia e nos trazendo a sensação de muita paz e alegria.

E, foi assim, que encerramos nossa viagem.

 

 

 

 

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Viajar é preciso!

Meu espírito viajante deve ter sido, em outra vida, um fanático jogador de War.

Brinco que meu objetivo é conquistar países e percorrer o máximo de território possível em cada um deles, e essa brincadeira tem um fundo de verdade.

Outro dia vi na internet uma publicação, de autor desconhecido, que traduz meu sentimento sobre viagens. Dizia o seguinte: “Se algo de bom acontecer, faça uma viagem para comemorar. Se algo de ruim acontecer, faça uma viagem para esquecer. Se nada acontecer, faça uma viagem para que algo aconteça”.

É isso, simples assim.

Tirei esta foto na orla de Palm Beach, em Aruba, e ela me fez pensar se terei férias e/ou dinheiro suficientes para conhecer todos os lugares que gostaria nesta vida. Provavelmente, não. O que me faz pensar que serão necessárias outras vidas para realizar o sonho de viajar o mundo. Ainda bem que sou espírita…rs

Viajar é, em minha opinião, o melhor investimento que se pode fazer. Expande mentes e horizontes. Nos permite conhecer culturas tão diferentes da nossa e, ao mesmo tempo, nos ensina a compreender e respeitar essas diferenças. Nos faz crescer e amadurecer tanto, em tão pouco tempo.

Viajar lava a alma, nos enriquece, nos torna seres humanos melhores. Viajar é explorar, descobrir, sentir, amar, observar, se permitir e querer mais, sempre mais. Viajar nos faz sentir vivos e nos faz abrir o coração para abraçar o mundo, com toda sua controvérsia e imensidão.

Muitas vezes, as ideias e roteiros para minhas viagens surgem a partir de histórias e paisagens apaixonantes que vejo em filmes e seriados. Outras vezes, o filme, por si só, já é tão bom, que me dá vontade de fazer as malas e partir. E é assim, que minha lista de desejos vai aumentando.

Sou cinéfila e poderia passar o dia dando indicações, mas acho que os filmes abaixo são um bom começo para inspirá-los a planejar algumas viagens.

O Último Samurai, Meia Noite em Paris, O Carteiro e o Poeta, Coração Valente, PS Te Amo, Vicky Cristina Barcelona, Um Bom Ano, Um Lugar Chamado Notting Hill, Sob o Sol da Toscana, Saída de Mestre, Comer, Rezar e Amar, Sideways, A Proposta, Cartas para Julieta, Game of Thrones, Juntos e Misturados, etc.

Já visitei alguns países por conta dessas inspirações, mas ainda tenho muito a percorrer.

E você, vai para onde?

O que te inspira a escolher seu próximo destino? Qual a melhor viagem que já fez?

Compartilhe suas experiências comigo!

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O fim da aventura na selva

Fazer um safari desperta em cada um de nós a vontade de desbravar a extensa selva, na busca incessante pelas nossas presas.

Com o passar dos dias, aprendemos a exercitar nosso poder de concentração e percepção. Nossos sentidos tornam-se mais aguçados e passamos a ajustar nossa visão, audição e olfato, com o intuito de não deixar passar um único detalhe.

É nesse momento que nos tornamos caçadores.

Naquela manhã, passamos por uma família de hipopótamos que brincavam uns com os outros, submersos na água. Dizem que eles ficam lá o dia inteiro.

Às vezes nos deparamos com certas coisas que nos chocam um pouco, como carcaça e ossos de uma girafa, morta há algum tempo por um predador. Logo depois, uma boa surpresa, e muitas delas ao nosso redor.

Seguimos em frente e encontramos o 3º dos Big Five – o rinoceronte. O coitado, além de feio e desajeitado, ainda é perseguido por inúmeros caçadores, que os matam para roubar seu chifre, valioso como ouro no mercado negro.

Eles parecem inofensivos, desde que ninguém perturbe sua paz. Pelas primeiras fotos, dá para perceber que eles não estavam ligando muito para a nossa presença.

Mas, quando encontramos mãe e filhote mais adiante, a situação mudou de figura, já que a mãe nos viu como uma ameaça. Nesse instante, ela começou a nos encarar e raspar uma das patas no chão, se preparando para pegar impulso e correr em nossa direção. Meu coração quase saiu pela boca. Cristo colocou a ré e acelerou o jipe com força. Continuamos vivos – suspirei com alívio.

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Passado o susto e a taquicardia, seguimos com o nosso safari.

Nicholas encontrou pegadas e fezes de elefantes ainda quentes, que indicavam que eles estavam por perto. Demos umas voltas e paramos o jipe. No silêncio da mata, num momento de paz profunda, uma manada de elefantes passou bem nossa frente. Mais um check na lista – o 4º dos Big Five.

Procuramos pelo dos Big Five por toda parte, todos os dias e todas as noites, em cada canto da reserva.

Na última noite, ouvimos um uivado altíssimo de um waterbuck, que emite esse som quando se sente ameaçado e também para alertar os outros animais. Nesse momento, sabíamos que o leopardo estava lá, bem perto de nós, caçando. Rodeamos a área, encontramos o waterbuck, passamos das três horas de duração do safari procurando por ele, e nada. Ficamos um pouco frustrados, mas entendemos que o leopardo simplesmente não queria ser encontrado. Não nessa viagem.

Em nosso último safari, passamos por um local que estava cheirando muito mal. Foi, então, que encontramos uma zebra morta. Ela foi o jantar de um leão na noite anterior. Suas entranhas estavam à mostra, totalmente expostas, embrulhando nosso estômago instantaneamente. Um chacal aproveitava para fazer sua refeição antes que o predador voltasse. É chocante, mas a natureza é assim, vale a lei da sobrevivência.

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Depois de três dias de viagem, entendi que estava muito enganada ao pensar que seria cansativo fazer os 6 safaris. Se pudesse, passaria dia e noite sentada naquele jipe, sentido a energia daquele lugar. Com certeza, foi a melhor e mais emocionante experiência que já vivi.

Naquela manhã de Setembro, me despedi do Kapama com lágrimas nos olhos e um enorme sentimento de gratidão.

 

 

 

 

 

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A aventura continua

6h da manhã. Difícil traduzir em palavras a sensação de estar no meio da selva, totalmente exposta e a mercê da vida selvagem.

É um medo gostoso, um frio na barriga, acompanhado de um coração batendo acelerado. Não se pode prever o que vai acontecer. Tudo é inesperado. Absolutamente nada é planejado.

Esperávamos não nos deparar com algum animal faminto pelo caminho, mas o que nos movia mesmo era cumprir a nossa missão e encontrar os Big Five.

No início da nossa aventura, encontramos o 1º deles – o búfalo. Ele ficou nos encarando por um bom tempo. Fiquei imaginando como devia ser complicado dormir com aquele par de chifres. Deve ser por isso que eles têm esta cara de mal-humorado.

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Mais à frente, nos deparamos com um bando de “impalas”, mais conhecidos como bambis. Eles são naturalmente assustados e prontos para uma rápida fuga, já que fazem parte da cadeia alimentar de todos os outros grandes mamíferos.

As simpáticas girafas e zebras estavam por toda parte e, juntamente a outras espécies, davam um colorido especial à savana africana.

Quando olhamos no relógio, já passava das 9 da manhã e nosso safari matinal chegava ao fim. Nem vimos o tempo passar. Retornamos, tomamos um belo café da manhã e fomos aproveitar as instalações do hotel, já contando os minutos para o safari do fim da tarde.

Por volta das 17h nosso jipe partiu novamente.

De repente, poucos minutos depois, nosso ranger, Cristo, levou o indicador à boca e pediu silêncio. A excitação e o medo automaticamente dispararam nosso coração e a adrenalina correu a todo vapor. Lá estava ele: o 2º dos Big Five – o rei leão, vindo em nossa direção. Gelamos.

Ele passou do lado do nosso jipe. Tão perto que, se alguém estendesse o braço para fora, poderia tocar sua vasta juba. E continuou, com toda sua majestade, até encontrar duas lindas leoas que buscavam, a qualquer custo, chamar sua atenção. Ficamos um tempão criando mentalmente cenários, imaginando o que viria a seguir, o que ele faria com elas. No final das contas, ele as rodeou, soltou um rugido feroz, fez seu charme, deitou no chão e dormiu. Desoladas, as duas leoas fizeram o mesmo. Vai entender!

Antes do sol se pôr, paramos o jipe no meio da selva. O ranger e o tracker sacaram uma mesinha, onde colocaram petiscos e uma geladeira cheia de bebidas. Era hora dos sundowners drinks. Então, saboreando uma Savanna Dry e uma taça de vinho tinto, assistimos ao pôr do sol, com uma sensação de incrível liberdade.

Quando escurece, a única luz que existe na selva é a da lanterna do tracker, que fica sentado num banquinho para fora do jipe, iluminando as árvores ao nosso redor e rastreando os animais pelo som e pelo cheiro. Qualquer barulho pode significar uma ameaça e, por isso, temos que ficar sempre alertas.

Estávamos contemplando as tantas estrelas que preenchiam a imensidão do céu, quando nos demos conta de que nosso safari noturno também chegava ao fim.

Queríamos mais, muito mais. Afinal, ainda faltavam 3 dos Big Five.

Será que tivemos sorte e fomos bem-sucedidos em nossa missão?

Só há um jeito de descobrir….