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Borgonha e a vida das vinhas

Um dia desses assisti ao documentário “A Year in Burgundy”, no Netflix. Ele mostra o processo de produção de vinhos de algumas famílias produtoras de Borgonha. Cada estágio da produção é acompanhado pela francesa Martine Saunier, uma das maiores e mais respeitadas importadoras de vinho de São Francisco. Profunda conhecedora das particularidades das vinhas francesas, ela seleciona pessoalmente os vinhos que compra.

IMG_7249Há centenas de anos, quando não havia estudos geológicos avançados, os vinicultores perceberam que as mesmas uvas, plantadas em diferentes partes do terreno, tinham sabor diferente. Então, cada terroir foi demarcada e fechada com portões, que definiam a propriedade de cada um dos produtores. Os vinhos da região recebem o nome dessas vilas onde são produzidos e imprimem a personalidade de seu vinicultor, como se contassem um pouquinho de sua história.

Estivemos na França em 2014, e fizemos a Route des Grands Crus, passando por diversas vinícolas. Queria ter conhecido essa história linda de dedicação, precisão, amor e carinho, antes de ter feito a viagem pela região. Se eu já me emocionei por estar lá, em meio a todos aqueles vinhedos sem fim, imaginem se tivesse feito esse passeio depois de entender bem todo o esforço que, passado de geração para geração, está por trás da identidade das vinhas. Afinal, o bom vinho vem dos corações e das mentes das pessoas que os criam, não é mesmo?

Uma coisa é verdade, depois que você conhece as particularidades dos vinhos de Borgonha, a natureza, o terroir e a arte que os tornam tão singulares e especiais, é impossível não se apaixonar.

Se você estiver planejando uma viagem para a região, considere levar aquelas malas próprias para transporte de garrafas, pois a qualidade dos vinhos é excepcional e você vai se arrepender de não voltar com a mala cheia! Os destaques, na minha opinião, são as uvas Pinot Noir e Chardonnay. Ah, não deixe de visitar a Château de Corton-Andre. É bárbara! Outra dica de ouro é se hospedar em algum dos vilarejos da Route des Grands Crus, assim você pode fazer todas as degustações que quiser, como se não houvesse amanhã!

Château de Corton-Andre ❤

Rue d’Aloxe Corton, 21420 Aloxe-Corton, França

http://www.corton-andre.com/

*Quer saber mais sobre a Borgonha? Clique nos posts abaixo:

Route des Grands Crus

De Dijon à Beaune: surpresas gastronômicas

 

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Um ano de Em Cada Canto um Encanto!

A foto do post de hoje é uma das minhas favoritas. Não foi à toa que a escolhi para representar o Em Cada Canto um Encanto. Ela foi tirada em Provence, na França, há quase 3 anos. Toda vez que olho para ela, me transporto para lá, sinto o perfume dos campos de lavanda, a despreocupação com compromissos e uma adorável sensação de paz e liberdade. Todo esse encanto perdido num dos cantinhos de seus vilarejos.

Mas, hoje, não vou falar de viagens. Dia 08 de março é um dia muito especial para mim. Há exatamente um ano, resolvi criar o blog Em Cada Canto um Encanto, para compartilhar experiências sobre minhas grandes paixões: viagem, cinema, vinho e gastronomia.

Aqui, falo de tudo um pouco, mas sempre do que realmente gosto.

Escrevo para relembrar, para reviver todos os momentos incríveis que, às vezes, acabam ficando esquecidos lá no fundo da nossa memória. Escrevo para eternizar histórias. Escrevo por prazer, para me sentir plena. Escrevo para compartilhar com vocês tudo de bom que conheci nesse mundo afora.

E hoje, no Dia Internacional da Mulher, escrevo para agradecer especialmente a quatro mulheres que contribuíram, às vezes sem se dar conta, para que o Em Cada Canto um Encanto se tornasse realidade:

A minha mãe, Maria Helena, que me sempre me deu palavras de carinho, amor, força e incentivo, me fazendo acreditar que posso, sim, conquistar o mundo;

A Regina, minha acupunturista, com sua energia leve e palavras de sabedoria, em um dos poucos lugares onde fico totalmente em paz e com a mente aberta para a chegada de um turbilhão de boas ideias e ações;

A minha amiga irmã, Zanin, que nunca me deixou esquecer meus pontos fortes, minhas qualidades e há anos insistia na ideia de que eu deveria começar a escrever um blog;

A minha pequena grande amiga nerd, Cris Saemy, que, entre uma dose de paciência e muitas gargalhadas, me ajudou a entender o básico do WordPress e colocar meu blog no ar.

E agradeço imensamente ao meu marido, Mauricio, que sempre esteve ao meu lado, com sua visão realista das coisas, me trazendo de volta ao chão, me apoiando, me divertindo e, claro, sendo o melhor companheiro de viagens que eu poderia ter.

Obrigada a todos que fazem parte dessa história e acompanham nossas aventuras aqui pelo blog e também pelo Instagram, onde já temos 16 mil seguidores.

Sem vocês não teria tanto sentido ❤

Leia o 1o post publicado aqui no blog: Sob o Sol da Toscana

 

 

 

 

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A melhor pizza….de Mykonos!

Se perder pelas ruas de Mykonos é muito fácil e delicioso…

p1040595Em cada esquina, um cantinho acolhedor e cheio de charme. Em todo o caminho vemos o chão feito de pedra, janelas e portas pintadas de azul, paredes branquinhas e flores cor de rosa, que parecem ter sido escolhidas especialmente para nos encantar. É tudo tão lindo, que você passa o dia todo perambulando e nem vê o tempo passar. São tantas ruelas que nos levam para lá e para cá, que a cidade mais parece um pequeno labirinto.

Certa noite, estávamos à procura de um lugar para jantar e acabamos nos perdendo nas vielas. Depois de um tempinho caminhando (e a fome só aumentando), sem querer acabamos descobrindo a Casa di Giorgio, um autêntico e legítimo restaurante italiano no meio de Mykonos. Na entrada, fomos atendidos por um simpático italiano que falava com as mãos e transbordava simpatia. Não tivemos dúvida. Entramos.

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Por mais que eu tenha amado (e muito) a comida mediterrânea, tenho que confessar que minha raiz italiana fez meus olhos brilharem quando li as palavras pasta & pizza. Ah, como eu amo uma pizza, gente! E lá as massas são fresquinhas e as pizzas feitas em forno à lenha com aquele molho de tomate fresco dos deuses, sabe? Pode pedir qualquer sabor, que vai acertar. Que boa surpresa tivemos 🙂

Se estiver em Mykonos e for um fanático por pizza, não deixe de visitar esse verdadeiro pedaço da Itália em terras gregas e depois, me conte como foi a sua experiência.

Obs.: tive que pegar a imagem acima emprestada do restaurante, porque estava com tanta fome, que nem foto eu me lembrei de tirar….rs

Casa di Giorgio ❤

http://casadigiorgio-mykonos.gr/

info@casadigiorgio-mykonos.gr

Para ver mais informações da Grécia, veja os links abaixo:

A culinária digna dos Deuses

Um segredo bem guardado

Mykonos pé na areia

Santorini e seu majestoso pôr do sol

Atenas, onde a história ainda vive

Bjs e até semana que vem!

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Para fugir da folia: Templo Zu Lai

Vai ficar em São Paulo no Carnaval? Que tal fugir da folia dos bloquinhos e conhecer um templo budista?

Uma boa opção em São Paulo é fazer um passeio pelo Templo Zu Lai, que fica a poucos quilômetros da capital, no município de Cotia.

O templo é um verdadeiro refúgio para quem está cansado do caos das grandes cidades, do trânsito, do barulho, da “muvuca”, da tensão do trabalho, das pressões do dia a dia e do turbilhão de pensamentos, que parecem nunca nos deixar a sós.

zu-lai-6Chegando lá, você já é recepcionado por esse “Budão” simpático e sorridente. Não tem como não retribuir o sorriso. O ambiente, em meio à natureza, e o silêncio nos trazem imediatamente uma paz quase que divina. São poucos os lugares que nos permitem sentir, mesmo que por alguns minutos, tamanha sensação de serenidade.

O lugar é lindo e tem uma energia boa demais. Você pode fazer uma visita guiada ou simplesmente caminhar pelo templo e descobrir as belezas e riquezas de sua história por conta própria.

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Um dos objetivos da filosofia budista é purificar mentes e corações. E esse trabalho é feito por meio de ensinamentos e pensamentos, que se baseiam em 4 pilares: ações sociais, educacionais, culturais e práticas religiosas. Para isso, há salas de meditação, espaços onde são realizadas as cerimônias e onde todos esses ensinamentos são postos em prática pelos monges e seus discípulos.

Há um museu, que conta um pouco da história do templo e da cultura budista e uma lojinha, com uma vasta literatura sobre o tema e muitas opções de presentes, que costumam trazer proteção e boa sorte. Também há atividades pagas, como cursos de meditação, artes marciais, língua e culinária chinesas.

Para os que estão à procura de uma experiência mais imersiva e intensa, é possível fazer um retiro nesse feriado (de 25 a 28/fevereiro) com direito a aulas, meditações e participação em cerimônias. As inscrições podem ser feitas pelo site.

IMPORTANTE: antes de ir, leia com atenção as regras da etiqueta budista no site, e lembre-se de respeitar esse local sagrado!

Bjs e bom feriado a todos! 🙂

Templo Zu Lai

http://www.templozulai.org.br/

zulai@templozulai.org.br

tel. 11 3500-3600

Para ver outras opções em São Paulo, veja os links abaixo:

Os encantos da Vila

Insalata, uma relação afetivo-gastronômica

 

 

 

 

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Mercado gourmet-restaurante em Santiago

Hoje vou compartilhar com vocês uma ótima opção gastronômica para quem visitar a capital chilena: o Coquinaria, amor pelo sabor.

img_7121Localizado no bairro de Las Condes, além de restaurante, é também um mercado gourmet, onde você encontra inúmeras opções de chás, especiarias, massas frescas, vinhos, pães, queijos, antepastos, chocolates e outras gostosuras. O ambiente é descontraído e agradável. Os pratos são muito bem feitos e apresentados e as opções de vinhos são extensas. Sem dúvida, é um lugar para ir sem pressa e em boa companhia.

Caso queira apenas beliscar, você pode escolher seus queijos e frios no empório e pedir que preparem uma tábua personalizada. Eles cobram o valor do produto mais uma taxa de serviço. Provamos queijos que eu nunca nem tinha ouvido falar, como o Manchego e o Tres Leches, acompanhado por uma garrafa do tinto Caballo Loco. Também experimentamos o queijo mais fedido da história, do qual não me lembro o nome, mas era delicioso. Deixa um bafo do cacete, isso não dá para negar, mas vale à pena!

Minhas sugestões:

Tabla italiana (entrada) – burrata, presunto cru e molho pesto

Tabla empório (entrada) – seleção de salames, presuntos e queijos

Atún en Costra de Pistachos – atum selado em crosta de pistache com castanhas e broto de feijão (maravilhoso!)

Solomillo de cerdo em três salsas – filé suíno com três tipos mostarda e ragu de tomate

Degustacion de postres del chef & churros – sobremesas variadas

Se quiser economizar um pouco, vá no horário do almoço e peça o menu executivo. Existem 3 tipos, que variam de CLP 8.500 à CLP 15.400 (algo entre R$ 40 e R$ 70).

 O melhor de tudo é que você pode comprar todos os ingredientes que fizeram parte do seu prato no empório gourmet. Nós trouxemos queijos, mostardas e outras delícias para o Brasil. A-D-O-R-O!

Se você for amante de vinhos, aproveite para conhecer a loja El Mundo del Vino, que fica ao lado do Coquinaria. Nós fomos atendidos pelo Marcelo que, com muita simpatia e disposição, nos deu uma verdadeira aula sobre vinhos chilenos. Saímos de lá com umas dez garradas, isso porque ainda íamos passar uns dias nas vinícolas do Valle Colchagua…

Coquinaria

http://www.coquinaria.cl

Isidora Goyenechea 3000 – Las Condes  

El Mundo del Vino

http://www.elmundodelvino.cl

 

Quer saber mais sobre o Chile, veja os posts abaixo:

Por que se hospedar em Las Condes?

2 Vinícolas imperdíveis no Valle Colchagua

Valle Nevado. Vale?

Terraviña, um hotel especial no Valle Colchagua
Embalse el Yeso, deslumbrante.


 

 

 

 

 

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Procurando hotel em Provence?

Não me canso de dizer que os pequenos vilarejos sempre me encantaram mais do que as grandes cidades. Não que elas não sejam incríveis. São sim. Mas, na minha opinião, as pequenas vilas expressam com mais intensidade a alma do lugar, o estilo de vida de seus habitantes. E volto a dizer: o tempo parece passar mais devagar nesses lugares.

Costumamos nos hospedar em hotéis que têm a cara do destino que estamos visitando, evitando ficar em hotéis de rede, padronizados. É claro que o risco de encontrar algo que não nos agrade acaba sendo maior, mas normalmente temos acertado!

img_7655Localizado no coração do Parque Luberon, e com uma linda vista para o vilarejo de Gordes, o hotel La Ferme de la Huppe foi a nossa escolha para três dos quatro dias que passamos em Provence.

 

O caminho que nos leva até ele vai aos poucos mostrando a beleza da região. Céu azul, casinhas de pedra com janelas verde água, parreiras e campos de lavanda, que parecem dançar com o sopro dos ventos. É tudo tão lindo, que você se pergunta se é real mesmo.

Travellers´choice 2016 no Tripadvisor, o hotel faz jus à posição que ocupa.

Fomos recepcionados pelo proprietário que, com muita gentileza, fez questão de que nos sentíssemos em casa. O atendimento de todo staff é bem caseiro, no melhor sentido da palavra. É como se todos os hóspedes fizessem parte de uma grande família.

Com apenas dez habitações, o La Ferme de la Huppe é bastante procurado. O estilo provençal está impresso em cada cantinho do hotel, bem rústico, decorado com muita madeira e pedra. O jardim é belíssimo, com muito verde, imponentes ciprestes e delicadas lavandas, que enfeitam e perfumam toda a propriedade. O delicioso café da manhã é servido na varanda, em frente à piscina, ao som dos passarinhos cantando, com direito a produtos frescos da região e queijo de cabra da fazenda. Ah, eles também oferecem alimentos sem lactose, é só informar no momento da reserva!

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Apesar de ser tão linda quanto as demais, não recomendo a acomodação chamada L´amandier para pessoas que valorizam amplo espaço e ventilação, pois ela é bem pequena (18m2). De resto, tudo nota 10! Me hospedaria lá novamente, com certeza.

Depois de um passeio pelo vilarejo de Gordes, peça um bom vinho e uma tábua de queijos, sente-se à beira da piscina e aproveite o fim de tarde na bela Provence.

La Ferme de la Huppe

info@lafermedelahuppe.com

http://www.lafermedelahuppe.com/

*Quer saber mais sobre Provence? Veja os links abaixo ❤

Girassóis em Provence

O vilarejo de St. Rémy

Um achado em Ménerbes

Mais aromas e sabores de Provence

 

 

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Diga sim a Tóquio!

tokyoNome: Caio Barbosa Kaku

 Ocupação: Estudante do último ano de Medicina

Quem é você?

Um jovem de 23 anos, extremamente curioso e eclético em tudo. É o primeiro a agitar um festival de música eletrônica, mas também nunca perde a chance de tocar um bom samba. Gosta igualmente de jogar conversa fora, bebendo uma cerveja no boteco da esquina, ou de ver um filme com amigos em casa, tomando um vinho bacana.

“Para mim, com boas companhias, tudo vale à pena. Quem escolhe se restringir, está jogando a vida fora” – diz ele. 

Qual o lugar mais incrível que você já visitou? 

De longe, Tóquio, Japão.

 O que despertou seu interesse para fazer essa viagem?

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Caio no aparelho de cirurgia robótica para treinamento – Hospital Keio University

O Japão sempre foi um lugar que eu quis conhecer mas, pela distância e pelo idioma, essa viagem parecia um sonho distante, impossível. Há dois anos, fui convidado para participar de um estágio em um hospital de Tóquio e, a partir do convite, fiz de tudo para agarrar essa oportunidade.

 

Conte um pouco do seu dia a dia. O que mais gostou/te impressionou?  

Por conta do estágio, minha viagem não foi aquela típica de turismo, mas isso me permitiu entrar de cabeça na rotina do Japão e conhecer muitos japoneses. Nisso, duas coisas já chamaram muito a atenção: a organização de Tóquio e como os japoneses fazem questão de receber bem um convidado.

japoneses

Na grelha: intestino de porco!

Minha principal dica para quem vai conhecer a cidade: venha preparado para não ficar parado, para se jogar no desconhecido. Por ser organizada e extremamente segura, Tóquio é uma cidade que permite e, até mesmo, exige isso, pois suas melhores surpresas nem sempre estão à vista. Muitas vezes, os melhores restaurantes, as experiências únicas, estão no quarto andar de um prédio, cuja fachada não sugere nada, ou na última estação da linha do trem. E, repito: apesar de sentir uma certa distância, não encontrei um japonês que não tenha sido educado e receptivo.

 

Tem alguma recomendação ou dica para os nossos leitores? Um restaurante, uma vista, uma experiência imperdível?

Aqui me dá vontade de escrever sem parar, mas vou tentar resumir o melhor mês da minha vida em algumas dicas:

  1. Fiquem espertos quanto ao visto japonês. Existem diferentes categorias, e todas tem um prazo de validade rígido.
  2. Mesmo em Tóquio, capital do Japão, NÃO é comum encontrar alguém que fale inglês. Mesmo se encontrar, os japoneses são extremamente reservados e não existe muita abertura para conversa. Ressalto novamente, Tóquio será um mergulho no desconhecido!
  3. Para quem não tem tantos pudores, não deixem de conhecer alguma das casas de banho com águas termais japonesas. Para se banhar, há uma separação entre os sexos (casais, vocês serão separados!), e é obrigatório entrar totalmente pelado.
  4. Se forem na temporada, não percam uma luta de sumô. É fácil de entender e dá pra se divertir muito vendo tanto o esporte, como a torcida.sumo
  5. Para quem curte uma balada, a que eu mais gostei foi a Womb. Lembra bastante a D-Edge, em São Paulo, com vários andares e muitos estrangeiros.
  6. Se for para escolher apenas um templo, vão no Sensoji, que fica em Asakusa. É o mais antigo e o mais bonito dos que eu vi e o mercado que tem em frente ao templo é incrível!templo-sensoji-asakusa

Se pudesse descrever em poucas palavras a sensação de estar ali, o que diria?            Tóquio é a convivência da forma mais harmoniosa entre o tradicional e o moderno. É a sensação de liberdade para explorar inúmeras oportunidades, numa cidade confinada. É se sentir seguro no meio do caos de uma metrópole. É o melhor mergulho no desconhecido.

 

JOGO RÁPIDO por Caio Kaku

kare-udonComida mais deliciosa: Kare Udon (sugiro MUITO o do restaurante Senkichi), uma sopa de curry japonês, muito bem temperada e apimentada na medida certa para quem, como eu, não é muito chegado em comida picante.

Uma bebida para acompanhar: Umeshu, um licor de ameixa típico do Japão

Paisagem mais encantadora: Monte Fuji. Vale gastar um dia inteiro indo ao Lago Kawaguchi só para vê-lo.

monte-fuji

Para quantos países você já foi? Com o Brasil, 10 países

Próximo destino:  Nada programado ainda, vou onde aparecer a oportunidade! Mas, se depender de mim, Turquia ou algum lugar da África.

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Meu japa preferido em Sampa!

Demorei alguns anos para começar a gostar de comida japonesa. Que heresia, não? Mas, vamos ser sinceros: não é uma comida que você experimenta e logo se apaixona. Pelo menos, não foi assim que aconteceu comigo. A consistência do peixe cru me dava uma sensação de que ele estava vivo e se mexendo dentro da minha boca. Foi um longo caminho até eu me tornar fã, mas hoje, não conseguiria viver sem.

E, para homenagear o aniversário de 463 anos da nossa cidade, hoje vou falar sobre o JAM (Japanese Food, Arts & Music), que é o meu japa preferido em São Paulo. Super indico a todos que passarem por aqui.

Não tem rodízio e não é barato, mas dá para se deliciar de vez em quando, pois vale muito à pena. Para vocês terem uma ideia, um casal que pede uma entrada, um combinado e uma garrafa de sakê das boas gasta em média R$ 250. E aí, dá pra encarar?!

Como o próprio nome diz, além da comida japonesa, o restaurante é todo decorado com obras de arte, que vão mudando de tempos em tempos. O ambiente de meia luz é descontraído, aconchegante e ainda tem música ao vivo, de ótima qualidade. Na unidade Itaim, que vamos sempre, o atendimento é nota dez. Enfim, é o cenário perfeito para qualquer ocasião.

As entradas e os combinados são realmente incríveis. A combinação de produtos inusitados, traz uma verdadeira explosão de sabores e é um presente ao nosso paladar. A forma como são montados no prato, dá um quê de modernidade e realmente encanta.

Aqui vai minha lista de favoritos:

Maguro JAM: sashimi de atum selado com crosta de gergelim, fatias de caju e tomatinho cereja com azeite (e não é que fica bom demais?!)

Shake Passion: sashimi de salmão selado em forma de flor e molho de maracujá (dá até dó de comer)

Ussuzukuri Spicy: salmão ou atum com molho spicy, pimenta dedo de moça e crispy de alho poró

*Wasi Maguro (o melhor dos melhores, na minha opinião): sashimi de atum com gergelim, massago, cebola roxa e molho de manjericão com azeite de trufa. Gente, o que dizer desse azeite de trufa? Seu sabor e aroma inigualáveis! Já sei: que tal um pão italiano para “tchutchar” nesse molhinho que fica no prato? (meu Deus!)

Normalmente, depois das entradas, pedimos o combinado Fusion Inspiration (esse da foto principal), que traz o clássico dos peixes com um mix de produtos locais. Todos são maravilhosos. No final, só sobra mesmo o nabo para contar a história. Tudo isso acompanhado de uma boa garrafa do sakê japonês Hakutsuru. Não tem como não amar!

Se tiver um espacinho para a sobremesa, experimente o sorvete de gengibre com calda de chá verde, biscoito e caramelo!

**Agora um desafio:

Quem conhecer um restaurante japa muito, muito bom (tipo o JAM), por favor, compartilhe com a gente aqui nos comentários! Vamos adorar conhecer e conferir.

Bjs e até a próxima semana 🙂

 

JAM

Itaim: Rua Lopes Neto, 308 ❤

Jardins: Rua Bela Cintra, 1929

Reservas: (11) 3473-3273

contato@jam.com.br

http://www.jam.com.br/

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2 Vinícolas imperdíveis no Valle Colchagua

O Valle Colchagua é um verdadeiro deleite para os apreciadores de vinhos chilenos. As condições climáticas e geográficas da região favorecem a produção de vinhos de excelente qualidade. Lá, existem vinícolas de todos os portes e para todos os gostos, mas o bom mesmo é degustar os vinhos e admirar a belíssima paisagem.

Ficamos quatro dias no Valle Colchagua e visitamos algumas vinícolas da região. Hoje vou falar de duas que considero imperdíveis: La Postolle e Montes.

img_1281A La Postolle produz vinhos orgânicos e biodinâmicos, isso quer dizer que todos os fatores envolvidos na produção (solo, plantas, humanos e animais) atuam num sistema holístico, harmonioso e autossustentável, preocupado não somente com a qualidade, mas também com a preservação da natureza e uso consciente de seus recursos. É um trabalho bem manual mesmo.

Além do tour pela propriedade, você pode fazer a degustação de quatro tipos de vinho, incluindo seu ícone, o Clos Apalta, super premiado mundo afora. Caso queira ampliar sua experiência, você também pode se hospedar dentro da La Postolle por uma quantia, na minha opinião, um pouco alta. Vi pelo site que as instalações são muito bacanas, mas, sinceramente, não sei se vale à pena.

Em termos de estrutura e beleza, achei a Montes bem mais rica e completa. A propriedade onde ficam os vinhedos é lindíssima e todo o interior foi projetado com base no Feng Shui, utilizando a força da água e do vento para que as energias positivas possam influenciar o ambiente. Acho que deu certo, viu?!

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A degustação é muito legal, pois temos uma verdadeira aula sobre o processo de produção utilizado, o dry farmed, em que eles irrigam o mínimo possível os vinhedos (economizando 65% de água) para que eles busquem os nutrientes por meio de suas raízes mais profundas, tornando-se mais fortes e, consequentemente, produzindo vinhos mais complexos. Eu achei incrível!

Particularmente, prefiro os vinhos da Montes aos da La Postolle. Eles agradam mais o meu paladar. E acho que isso é o que mais importa: saborear um vinho pelo prazer que ele te dá e não por ele ser um ícone mundialmente reconhecido e premiado. Certo?

Ao final do tour, aproveite para comprar os vinhos que, em média, custam 1/3 do preço que pagamos aqui no Brasil. Vale M-U-I-T-O à pena. Depois, sente-se à beira dos espelhos d’água e almoce no Bistrô Alfredo, com uma vista incrível dos vinhedos. Se for fã de frutos do mar, recomendo o polvo à vinagrete. É de cair o queixo.

Dica: como todas as vinícolas da região, é bom reservar tour, degustação e almoço com antecedência.

La Postolle

www.lapostolle.com

closapaltatours@lapostolle.com

Montes ❤

www.monteswines.com

lafinca@monteswines.com

Por hoje é só. Espero que tenham gostado das dicas!

bjs e até a próxima ;o)

obs.: quer saber mais sobre as vinícolas chilenas? Clique aqui e aqui.

 

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10 lugares para conhecer antes de partir

Nessas férias assisti novamente Antes de Partir (The Bucket List), estrelado pelos brilhantes Morgan Freeman e Jack Nickolson, que por si só já fariam desse filme um grande sucesso. O melhor é que, além de uma atuação impecável, ele traz também uma boa história.

Cinéfila confessa, não me lembro quantas vezes já assisti, gargalhei e me emocionei com a trama. Seus personagens, completamente antagônicos, se encontram num quarto de hospital como pacientes terminais e, com o tempo, criam empatia um pelo outro e iniciam uma amizade. Um deles, simples, simpático e sábio e o outro, presunçoso, arrogante e milionário. Juntos, eles decidem fazer uma lista de coisas que precisam fazer antes de morrer e fogem do hospital para aproveitar o tantinho de vida que lhes resta, realizando seus últimos desejos. Nessa aventura, acabam enxergando o que realmente tem valor nessa vida: a família, o amor e a felicidade.

Associando o filme a minha outra paixão, que é viajar e desbravar o mundo, fiquei pensando em quais lugares eu gostaria de ir antes de partir, do que eu gostaria de ver, sentir e experimentar. Experiências e paisagens de tirar o fôlego, lavar a alma e me fazer agradecer ainda mais pela vida. Lugares cheios de história, de encantos. Lugares que me trouxessem um significado especial.

Segue minha lista com os Top 10 (em ordem aleatória, e não de prioridade).

  1. Presenciar o fenômeno da Aurora Boreal (Top 5)
  2. Andar de balão na Turquia (clique aqui para ver uma entrevista inspiradora)
  3. Conhecer a Grande Muralha da China e os Guerreiros de Xian
  4. Fazer a Costa do Adriático de carro, passando pela Croácia, Eslovênia, Bósnia Montenegro e Riviera Albanesa. Esta viagem já estamos planejando há um tempo, só falta o câmbio dar aquela mãozinha! (Top 5)
  5. Ver de perto o Monte Fuji, conhecer Kyoto e outras cidades do interior do Japão. Tenho verdadeira paixão, respeito e admiração pela tradicional cultura japonesa e a certeza de que seria uma viagem inesquecível. (Top5)
  6. Passear pelas ruas charmosas de Amsterdã, na Holanda
  7. Desbravar Portugal de ponta a ponta
  8. Passear de camelo no Marrocos (Top 5)
  9. Escócia, Irlanda e Inglaterra
  10. Imersão na cultura asiática: Tailândia, Vietnã, Myanmar, Camboja, Laos (Top 5).

obs.: como nunca estive em nenhum desses lugares, selecionei algumas fotos públicas e lindas que encontrei em ferramentas de busca e peço licença aos fotógrafos para compartilhá-las com os leitores!

Foi muito gostoso escrever esse post e, ao mesmo tempo, bem difícil. Deu vontade de repetir alguns lugares que conheço e gostaria de voltar. Deu dor no coração de cortar alguns outros que eu tinha colocado na lista….

É, gente, escolher os Top 10 entre tantos lugares incríveis nesse mundão afora não é mole não!

E você, quais lugares colocaria na sua lista de desejos para conhecer antes de partir?