Às vezes os programas mais simples podem ser exatamente os que vão fazer diferença no seu dia.
Vivemos numa cidade maluca, cheia de trânsito e correria, onde tudo acontece na velocidade da luz. Nosso ritmo também é acelerado. Fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e, por diversas vezes, em modo automático. Temos vários compromissos e eventos marcados para os finais de semana, nem vemos o tempo passar.
De repente, nos deparamos com um sábado livre, todinho só para gente. De forma totalmente despretensiosa, decidimos fazer um programa bem simples: ir à feira da Vila Madalena, um dos meus bairros preferidos de Sampa.
Ela acontece no burburinho da Vila, entre a Aspicuelta e a Mourato Coelho. Chegamos lá por volta do meio dia, quando os preços já começam a ficar negociáveis, mas antes da xepa. Eu estava toda animada, há anos não ia numa feira em SP, levei até o meu carrinho.
Acho que o legal da feira é comprar produtos fresquinhos, sentir o cheiro dos temperos, das ervas e especiarias, pechinchar bastante, provar tudo que te oferecem e, claro, dar risada das cantadas que, ano após ano, continuam as mesmas. Parar numa barraquinha para comer um pastel era o momento mais esperado. Afinal, dia de feira, pastel de palmito e caldo de cana em companhia bacana, é melhor que qualquer caviar.
Voltamos para casa com o carrinho cheio e o bolso, nem tanto.
Outro programa legal para fazer num dia de sol é passear a pé ou de bike pelo Beco do Batman, um lugar muito procurado por fotógrafos, apreciadores de arte urbana e turistas. É um conjunto de ruelas com paredes cheias de arte, grafites lindos que, de tempos em tempos, são renovados pelos artistas de rua. Vale à pena passear por ali e contemplar o visual. Cor é vida, cor é alegria. Renove suas energias!
E quando bater aquela fome, você estará no lugar certo. O que não faltam na Vila são opções. Se procura um boteco, que foi o nosso caso, nada como um pit stop no Salve Jorge, um dos meus preferidos, justamente pela simplicidade. Se quiser ousar, peça uma caipirinha de tangerina com hortelã e gengibre, que vem com um picolé dentro do copo. Na dúvida, peça o tradicional e geladíssimo chopp com três dedos de espuma bem cremosa e uma porção de frango empanado com corn flakes e não vai se arrepender.
Se preferir um restaurante, sugiro o Martin Fierro. Tímido e discreto por fora, ele surpreende com seu cardápio e bom atendimento. Especializado em culinária argentina, é um dever experimentar as deliciosas empanadas e o bife de chorizo, se possível, com batatas rústicas e uma taça de malbec.
Caso queira estender até à noite, um bar que gosto muito é o Armazém Piola. Tem música ao vivo, drinks inusitados e bem preparados, pizzas e petiscos saborosíssimos e de personalidade, como o pastel de costela com catupiry. O bar também tem teto retrátil, uma ótima opção quando esse frio de lascar for embora.
A verdade é que quando falamos em Vila Madalena e região, o céu é o limite para entretenimento e diversão. O que não falta nesse bairro boêmio de São Paulo é opção. Lojas, restaurantes, livrarias, bares, praças e feiras ao ar livre. Com certeza tem um pedacinho da Vila que vai te encantar também. Aproveite e divirta-se.


E foi assim, que esse filme conseguiu despertar meu interesse e desejo de conhecer a bela Paris. No dia que chegamos, fomos direto para a famosa esquina onde o escritor todas as noites pegava sua carona. Para quem quiser passar por lá, esse cantinho fica na Rue Sainte-Geneviève, bem atrás do Pantheon.


Tenho que ser sincera. Fazer um passeio romântico (a dois) nessa praia é complicado, pois lá, nunca estamos a sós. Basta colocar os pés na areia, na linha tênue que separa o hotel da praia, que inúmeros pescadores começam a te abordar, tentando vender passeios de barco, artesanato local ou descolar algum agrado. Quando você nega, eles respondem: hakuna matata e passam a rodear outros turistas. A expressão em swahili, a língua local, significa “sem problemas”, “não se preocupe” e resume bem o espírito de seus habitantes.
Quando conseguimos nos desvencilhar dessa turma de capitães de areia, demos uma olhada para trás e vimos que ainda tínhamos companhia. Eram eles, uma dupla da tribo maasai, nômades que costumam circular pelo Quênia e Tanzânia, em seus mantos vermelhos. Eles simplesmente passam a te se seguir e acompanhar sua caminhada e, se você dá corda, começam a conversar, falam um pouco de sua cultura e não deixam dúvida de sua enorme simpatia e marcante personalidade. Estes são Daniel e Michael, que após um jogo de vôlei na praia, nos acompanharam de volta ao hotel, cheios de estilo e alegria.

Chegamos e compramos nossos ingressos para subir pelo cable car, um tipo de bondinho, que nos leva até o topo do complexo de montanhas em apenas cinco minutos. Confesso que estava com frio na barriga, pois não sou fã de altura, nem de lugares fechados. Porém, o cable car é aberto e giratório, o ar circula bastante e a paisagem é tão, mas tão linda, que nem vi o tempo passar.

O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.
O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.
A começar pelo Splendid Hotel, que, em minha opinião, merece muito mais do que as 3 estrelas que tem. Muito bem localizado e com uma maravilhosa vista para o lago Annecy, ele nos surpreendeu positivamente em vários momentos.





