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Barcelona em menos de 3 dias

Barcelona foi a primeira cidade da Europa que conhecemos, há mais de dez anos. Isso por si só, já nos trouxe uma carga de emoção bem grande. Afinal, quem nunca sonhou em conhecer o Velho Mundo, né?

italia-2007-137Foram apenas dois dias e meio hospedados num hotel um pouco afastado do centro. Foi uma coisa bacana, pois caminhávamos bastante para chegar ao metrô e, foi assim, que soubemos da existência do Roserar de Cervantes, um parque muito bonito e bem preservado, com diversos tipos de rosas e outras flores, que alegraram nossa caminhada.

Nossa primeira parada oficial foi no Parc Güell, que apresenta, através das obras de Gaudí, a perfeita combinação da arte e da arquitetura. A beleza natural e os detalhes das obras feitas em mosaico nos encantaram. Sem dúvida um dos parques mais lindos que já vimos.

Almoçamos uma deliciosa paella catalã num restaurante no meio de La Rambla, a avenida mais famosa de Barcelona, repleta de lojinhas, bares, cafés, artistas de rua, muitos turistas e, consequentemente, pick pockets (batedores de carteira). É bom não dar bobeira nessa região.

italia-2007-272No dia seguinte, passamos pela muralha romana, fomos no Museu Picasso e no Dalí e pegamos um daqueles ônibus hop-on/hop-off para ver (de longe) outras construções e pontos turísticos da cidade. Como o tempo era curto, tivemos que optar pelos hot spots que não perderíamos por nada nesse mundo!

italia-2007-200Visitamos a Sagrada Família, que estava sendo restaurada, mas de forma alguma perdeu sua majestade e imponência. A arquitetura neogótica é realmente impressionante, assim como a vista panorâmica lá de cima. Os mais de 400 degraus da descida deixaram nossas pernas bambas e a sensação de dever cumprido.

Seguimos pelas charmosas ruas da cidade e demos de cara com o Museu de la Xocolata, que infelizmente estava fechado. Por sorte, encontramos no caminho uma loja de chocolate de dar água na boca, a Xocoa. Tinha chocolate de todos os tipos, formatos e combinações inusitadas de sabores. Até cerveja feita de cacau experimentamos. Voltamos com a sacola recheada. Como boa chocólatra, recomendo!

À noite, combinamos de nos encontrar com um amigo que estava morando em Barcelona, o Marquito, e ele sugeriu o bar La Champañeria. O lugar é pequeno, cosmopolita, abarrotado de gente e meio bagunçado, por isso relaxe e vá preparado para ficar um bom tempo em pé e fazer seu pedido no balcão mesmo. Isso tudo vale à pena, pois o bar tem uma vibe muito boa, pessoas animadas, mandando ver nas cavas e nos deliciosos tapas que a casa oferece. Nós adoramos o bar, a cidade e a companhia.

Nossa, nem acredito que fizemos tudo isso em menos de 3 dias!

Bjs e até a próxima ;o)

Xocoa

http://www.xocoa-bcn.com/

Carrer de Petritxol, 11, 08002 Barcelona, Espanha

 

La Champañeria

Carrer de la Reina Cristina, 7, 08003 Barcelona, Espanha

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Insalata, uma relação afetivo-gastronômica

Que eu amo viajar todos já sabem. Talvez ainda não saibam que eu também amo gastronomia. Não no sentido da execução, mas no da degustação. Gosto de comer bem e sinto um prazer indescritível com isso.

Aprecio um prato bem apresentado, com um layout interessante, que comunique algo, que chame a minha atenção. Adoro sentir o aroma dos temperos, que sobe devagarinho quando o prato está bem quente. Gosto de comer sem pressa, para sentir o sabor de cada ingrediente. Costumo criar uma relação quase que afetiva com o que estou comendo.

Pensando nesse contexto, hoje resolvi falar do Insalata, restaurante que frequento há quase 20 anos e com o qual estabeleci minha relação afetivo-gastronômica mais duradoura.

img_7930O restaurante era uma casinha despretensiosa que servia pratos deliciosos. Ao longo dos anos, o Insalata foi crescendo, se expandindo. A casinha virou uma casona, mas ele nunca perdeu sua essência, seu sabor e sua qualidade. Só foi ganhando mais charme e simpatia. Isso é para poucos!

Especialistas em criar saladas fantásticas e coloridas, eles também têm grelhados, massas, risotos, sanduiches, quiches e sobremesas de comer rezando. Pratos bonitos de se ver e mais ainda de comer. Toda semana tem opções novas no cardápio, uma mais saborosa que a outra. O ambiente é super gostoso, moderno e descontraído e o atendimento é nota 10. Um convite para que você queira voltar sempre.

Acho que já provei de tudo lá, mas vou compartilhar os meus top 5: bruschetta de brie, presunto cru e mel; salada caprina; risoto de alho poró; salada mantova e risoto de funghi. Podem pedir sem titubear.

Uma vez, comi um atum selado com crosta de gergelim e risoto de maracujá D-I-V-I-N-O. Foi um dos melhores pratos que já provei. Pena que não dei sorte de encontra-lo novamente no cardápio da semana. Aliás, se alguém do Insalata vir este post, gostaria de deixar como sugestão colocar esse prato no cardápio fixo. Sem dúvida, ele merece o destaque.

Toda vez que vou lá penso: não posso esquecer de fotografar os pratos para postar no blog. Acho que sempre vou com tanta sede ao pote, que só lembro da fotografia quando já comi tudinho. Dessa última vez, ao menos lembrei de tirar uma foto da minha sobremesa preferida, a torta mole de chocolate (dos deuses).

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Quase 20 anos se passaram. Conversas, gargalhadas, comemorações, notícias dadas em primeira mão, aniversários, convites, amizades, comilanças e muitos drinks. Tudo isso foi vivido e compartilhado ali. O Insalata fez parte da minha história e, após todos esses anos, continua sendo o meu restaurante favorito em São Paulo.

Insalata

Alameda Campinas, 1478 – Jardins

http://www.insalata.com.br/

Dica: chegue cedo ou aproveite a (longa) espera para provar as entradinhas, enquanto toma um Aperol Spritz.

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De Dijon à Beaune: surpresas gastronômicas

Depois de passar pelo Vale du Loire, fizemos uma parada estratégica em Dijon, comuna francesa na região administrativa de Borgonha. Ficamos hospedados por uma noite no Hotel Des Ducs, que fica bem próximo ao centro histórico da cidade.

A ideia era fazer check in, tomar um banho e cair na cama, pois na manhã seguinte teríamos quase 300 km para percorrer até a cidade de Annecy, no sul da França. Mesmo cansados da viagem, resolvemos dar uma volta, sem mapa, sem indicação, totalmente ao léu. Foi assim, por acaso, que conhecemos o Chez Gina.

img_7226O restaurante tem um jeitão meio retrô oldschool, super bem decorado e aconchegante. Para nosso delírio, o cardápio era 100% italiano. A comida é muito, mas muito gostosa. Pedimos uma burrata de entrada e, de prato principal, massas com molhos tipicamente italianos (alla rabiata e matriciana), acompanhadas de um belo filé à milanesa. BRAVO! Ah, o restaurante também tem um pequeno empório, que vende produtos italianos como massas artesanais, temperos, molhos, antepastos, polentas e outras delícias da terrinha. Adoramos e recomendo MUITO. Só digo uma coisa: foi ótimo ter deixado a preguiça de lado e ter conhecido alguns encantos da cidade.

Na manhã seguinte, pegamos a Route des Grands Crus, visitamos várias vinícolas e, antes de seguirmos para nosso destino final, fizemos mais desvio até a cidade de Beaune. Aliás, que graça de cidade. Demos uma volta e escolhemos o Brasserie Le Carnot para almoçar, francês na veia! Eu pedi um magret de canard com mel e laranja e o Mau foi de steak tartare, ambos acompanhados do vinho da casa. Quase não tomamos vinho nesse dia mesmo, que mal faria mais uma taça?! Estava tudo muito bom, mas acho que saí de lá meio alegrinha…

 

img_7261Se você for fã de mostarda e estiver na região, não deixe de fazer uma visita e reservar um tour na Edmond Fallot Moutarderie, um dos mais tradicionais e familiares produtores desse precioso condimento francês. Nós estávamos de passagem e não conseguimos fazer o tour, mas eles serviram algumas mostardas para degustação.

img_7242Preciso dizer quantos potes de mostarda trouxemos na mala? Meu Deus! Uma mais deliciosa que a outra. Tem mostarda com pimenta, wasabi, manjericão, ervas, açafrão, cassis, mel e muitos outros. Impossível é sair da loja de mãos vazias. Uma ótima opção também para presentear parentes e amigos.

 

Chez Gina

18 Rue Odebert, 21000 Dijon

 

Brasserie Le Carnot

18 Rue Carnot, 21200 Beaune

 

Edmond Fallot

31 rue du Faubourg Bretonnière – 21200, Beaune

http://www.fallot.com/en/

 

Quer saber mais sobre a Route des Grands Crus ? Clique aqui.

Conhece a bela cidade de Annecy? Clique aqui e aqui.

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Cape winelands e cafuné nos cheetahs!

Depois de algumas degustações de vinho em Stellenbosch, fomos até a cidadezinha de Franschhoek para almoçar no La Petite Ferme, que foge um pouco dos roteiros mais turísticos das winelands próximas à Cape Town.

img_2205A vista estonteante dos vinhedos e montanhas, o clima bucólico e caseiro, o ar puro da fazenda, a natureza em abundância, tudo isso faz com que o lugar se torne incrivelmente encantador. Você também pode se hospedar nas belíssimas acomodações do La Petite Ferme. Imagine só acordar com uma vista maravilhosa como essa todas as manhãs!

img_2268Tente reservar uma mesa na varanda para poder apreciar a vista enquanto deleita-se com sua refeição. Pedi uma truta defumada com mini batatas e o Mau pediu uma perna de coelho com legumes. Ficamos impressionados com a qualidade dos pratos. Simples e, ao mesmo tempo, com sabores delicados e sofisticados. Sem dúvida, um dos melhores achados gastronômicos da região. Para acompanhar, pedimos uma garrafa de um delicioso viogner, produzido pela própria casa.

Na volta para Cape Town, se você tiver um tempo e quiser conhecer os guepardos, recomendo o passeio até o Cheetah Outreach, uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo garantir a sobrevivência da espécie. Eles têm um programa que ajuda esses animais ameaçados de extinção, deixando-os viver em liberdade, mas acompanhando sua criação e fornecendo todos os cuidados necessários para uma vida longa e saudável.

img_2254Você pode visitar e até fazer um cafuné neles, seguindo todas as recomendações da equipe. Mas, por mais que tenha alguém dizendo que é seguro, você pensa: o cara é o animal mais veloz do mundo, vai de 0 a 100 em segundos. Se ele quiser que eu vire o jantar dele, não vai ter para ninguém. Então, mesmo com o coração a mil por hora e um baita medo, eu fui. Fiz um chamego no Ebony, este lindão da foto, e percebi que estar cara a cara, tocando num animal selvagem é a sensação mais louca desse mundo. Indescritível!

Para saber mais sobre o projeto entre no site:

http://www.cheetah.co.za

Quer saber mais sobre as degustações de vinho em Stellenbosch? Clique aqui.

 

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2 restaurantes imperdíveis na Cidade do Cabo

O Old Biscuit Mill é um complexo cultural e gastronômico que fica na área de uma antiga fábrica de biscoitos (hoje desativada) no bairro de Woodstock, a 15 minutos de carro de Green Point, Cidade do Cabo, África do Sul.

Lá você pode encontrar sofisticadas lojas de artesanato, design, artistas de rua, food trucks com gastronomia variada e renomados restaurantes. Para aproveitar tudo isso, recomendo que faça o passeio durante o dia. Nós fomos à noite e as lojas estavam fechadas. Se quiser jantar nos mais badalados, fique esperto e faça a reserva com bastante antecedência, pois alguns chegam a ter MESES de espera, como foi o caso dos famosos The Test Kitchen e o Potluck Club. Bem que tentamos!

FullSizeRender[1]Eu já tinha lido boas críticas do Burrata e, como ele era o único com disponibilidade de reserva, unimos o útil ao agradável. O restaurante é especializado em comida italiana, o ambiente é bonito, moderno e tem um preço muito bom. De entrada fomos de burrata, em homenagem ao local. Deliciosa, mas bem que podiam incluir uns pãezinhos extras na porção. Pedimos pizza, feita no forno à lenha, tamanho individual, mas muito bem servida. Eu fui de prosciutto e arugula, presunto cru e rúcula com mozzarella e parmesão (divina) e o Mau pediu uma tradicional margherita. Tomamos uma garrafa do pinotage local Bot River Beaumont e, infelizmente, não sobrou espaço para a sobremesa. Gastamos em torno de 40 dólares e achei bem em conta, considerando a fartura, a qualidade e o sabor dos pratos.

FullSizeRenderOutro restaurante incrível que adoramos, indicação de uma amiga, foi o Societi Bistro. Se estiver um clima agradável, você pode sentar nas mesinhas do jardim ao ar livre. Se estiver frio, sente no ambiente interno, que é muito charmoso e aconchegante, com uma decoração sofisticada e acolhedora, bem carinha de bistrô mesmo. O restaurante traz um outro conceito à gastronomia, uma vez que criam os animais de forma livre, utilizam produtos orgânicos e uma série de cuidados com os alimentos. O atendimento é nota mil, os garçons são jovens e super descolados, conhecem cada ingrediente e sabem como harmonizá-los com bons vinhos. Eu me lembro que estávamos loucos por uma carninha sangrando e pedimos fillet au poivre e sirloin com cogumelos portobello. Para acompanhar, uma garrafa de cabernet sauvignon Holden Manz, produzido em Franschhoek (uma cidade linda, que terá um post exclusivo aqui) e de sobremesa comemos uma torta de chocolate dos deuses! Minha nossa senhora, deu água na boca só de escrever. Na dúvida, aceite as sugestões dos atenciosos garçons e não vai errar. Nós gostamos tanto que voltamos lá na noite seguinte Mais do que recomendado, super aprovado!

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Não é uma graça?

 

Burrata

The Old Biscuit Mill

375 Albert Road, Woodstock, Cape Town, South Africa

http://burrata.co.za/

Societi Bistro

50 Orange Street, Gardens, Cape Town, South Africa

http://societi.co.za/

obs.: as fotos deste post foram retiradas do próprio site dos restaurantes, já que esqueci de levar a câmera nos jantares e a qualidade das fotos do celular à meia luz deixou muito a desejar. Sorry 😦

Bjs e até semana que vem!

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Mykonos pé na areia

Além de ser louca por viagens, sou realmente fã de comida. Como com prazer, com alegria, com atenção aos sabores e aromas. Como com os olhos, boca e nariz.

Gosto do layout dos pratos, de apreciar as obras de arte que os chefs criam na cozinha, de sentir o cheirinho do parmesão gratinado à distância, de sentir a explosão do tomate fresco, do crocante da cebola, do aroma sedutor do funghi, da combinação de cores, do doce com o salgado, do azedo, do amargo, do apimentado, das especiarias. Gosto de comer bem e sempre topo programas gastronômicos, de preferência regados com muito vinho.

E por falar neles, me lembrei de dois lugares bem especiais e encantadores da ilha de Mykonos, na Grécia, que valem uma longa parada.

P1040535 - CopiaUm dos meus restaurantes preferidos é o Ithaki, localizado na praia de Ornos. Ele conseguiu ganhar ponto em todos os quesitos. Pé na areia, vista estonteante para o mar, comida muito bem preparada e apresentada, preço adequado e ambiente nota mil. Aliás, foi o que mais me conquistou. Internamente ele tem delicadas pinturas nas paredes, decoração viva, cheia de cores, espalhadas em pequenos detalhes e nas inúmeras almofadas que enfeitam o local.

P1040536 - CopiaPor ser pé na areia, ele é bastante casual e muito procurado, tanto no almoço, quanto no jantar, por isso, é bom reservar. Especializado em culinária grega e mediterrânea, é difícil não se apaixonar pelos seus pratos, geralmente repletos de frutos do mar, tomate, cogumelos e muito, muito azeite. Se eu tivesse que resumir o Ithaki em poucas palavras, eu diria: comida saborosa, charme puro e muito alto astral.

P1040702Para quem procura uma opção um pouco mais sossegada, mas igualmente maravilhosa, recomendo o Hippie Fish, localizado na praia de Ai Yanni. O restaurante, apesar de também ser pé na areia, me pareceu um pouco mais requintado. Casual, mas ao mesmo tempo elegante, sabe?

Foi lá que experimentei pela primeira vez o tzatziki, aquela divina pasta de iogurte, pepino, alho e dill, com um sabor refrescante e marcante, do qual não vou me esquecer jamais. Além de servir comida típica grega e mediterrânea, o restaurante também tem opções de comida japonesa, mas eu sugiro que você prove o máximo possível da comida local, que é extremamente saudável e deliciosa.

Eu e meu marido somos loucos por frutos do mar. Então, pedimos carpaccio de robalo, lula, camarões e para acompanhar, uma garrafa de vinho branco grego, de uma uva que nunca tínhamos ouvido falar, chamada Assyrtiko, bem mineral, que harmonizou perfeitamente com os pratos. De sobremesa fomos de baklava, doce de nozes bem tradicional com massa filo e mel. Dos deuses!P1040704

Almoçar com uma vista dessas, abre qualquer apetite.

Quando for para Mykonos, escolha um restaurante à beira mar que mais lhe agrade, desconecte-se de seu celular ou qualquer outra fonte de distração, peça um vinho branco e deleite-se com a culinária mediterrânea e a vista que esse paraíso grego tem a oferecer.

 

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Um achado em Ménerbes

Se o meu blog fosse uma pessoa e pudesse escolher um lugar para viver o resto de seus dias, tenho certeza que escolheria a encantadora Provence, sem titubear. A região tem centenas de pequenos e charmosos vilarejos, que dão o sentido literal ao nome do site.

IMG_7385Em cada canto em que passei, me encantei com algum detalhe. Sejam os campos de girassóis ou os de lavanda, seja uma casa todinha feita de pedra ou trepadeiras subindo até suas janelas coloridas, seja um gatinho perambulando por suas ruelas ou o cheiro de pão quentinho saindo do forno de uma boulangerie. Tudo é lindo demais e altamente capaz de te roubar um sorriso.

Ménerbes não poderia ser diferente. Esse vilarejo de Luberon, o coração de Provence, fica bem no topo de uma colina. Suas ruelas são estreitas e praticamente sem calçadas. As casinhas têm janelas em tons de azul e lilás, que me lembraram as plantações de lavanda que vimos pelo caminho. Não sei bem o porquê, mas tive a impressão de estar em outra época, alguns séculos atrás.

No dia em que visitamos o vilarejo, havia poucas pessoas pelas ruas. Estávamos procurando um lugar para almoçar, mas muitos restaurantes estavam fechados, talvez por conta do horário. Até que, entre uma ruela e outra, encontramos uma portinhola discreta com uma placa de metal em formato de talheres. Entramos!

IMG_7511O Les Saveurs Gourmandes é um restaurante bem pequeno, mas muito charmoso. As paredes são todas de pedra, o que dá um toque bem natural e medieval à decoração que, apesar de ter traços rústicos, é muito elegante. O pé direito é baixo e nos deu a sensação de estarmos numa cave ou grande adega. O lugar ainda conta com lareira e iluminação indireta, que o torna ainda mais aconchegante.

No cardápio, que muda de tempos em tempos, tudo parecia apetitoso. Fomos gentilmente atendidos pela dona do restaurante. Optamos pelo menu de 29 euros, com entrada, prato principal e sobremesa. O Mauricio foi de carpaccio de melão com presunto cru de Avignon e eu de tagliatelle de legumes com lascas de parmesão e molho cítrico. Duas taças de vinho branco da casa para acompanhar. Começamos bem!

IMG_7410De prato principal, pedi um filé de peixe com molho de pimenta vermelha e queijo de cabra (descobri depois que era um tipo de bacalhau e, ainda assim, achei sensacional) e o Mau foi de filé mignon suíno com molho de mel e tomilho. O aroma das ervas frescas e da pimenta denunciava que os pratos estavam a caminho da nossa mesa e perfumava todo o ambiente. Mais duas taças de vinho da casa, por favor!

De sobremesa pedimos o que parecia ser um petit gateau, mas chamava-se moelleux au chocolat, era de dar água na boca e aplausos no final.

Não foi só o sabor incrível dos produtos selecionados pelos melhores fornecedores da região que nos impressionou. A qualidade e o layout dos pratos estavam formidáveis. Pareciam a de um renomado restaurante de uma grande metrópole. Tivemos que parabenizar o chef, tamanha era a nossa satisfação com a experiência gastronômica.

E foi assim, plenamente satisfeitos, que voltamos para nossa base em Provence, a cidadela de Gordes que, em breve, também terá suas histórias reveladas aqui no blog.

Continue acompanhando!

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Os encantos da Vila

Às vezes os programas mais simples podem ser exatamente os que vão fazer diferença no seu dia.

Vivemos numa cidade maluca, cheia de trânsito e correria, onde tudo acontece na velocidade da luz. Nosso ritmo também é acelerado. Fazemos muitas coisas ao mesmo tempo e, por diversas vezes, em modo automático. Temos vários compromissos e eventos marcados para os finais de semana, nem vemos o tempo passar.

De repente, nos deparamos com um sábado livre, todinho só para gente. De forma totalmente despretensiosa, decidimos fazer um programa bem simples: ir à feira da Vila Madalena, um dos meus bairros preferidos de Sampa.

Ela acontece no burburinho da Vila, entre a Aspicuelta e a Mourato Coelho. Chegamos lá por volta do meio dia, quando os preços já começam a ficar negociáveis, mas antes da xepa. Eu estava toda animada, há anos não ia numa feira em SP, levei até o meu carrinho.

IMG_6446Acho que o legal da feira é comprar produtos fresquinhos, sentir o cheiro dos temperos, das ervas e especiarias, pechinchar bastante, provar tudo que te oferecem e, claro, dar risada das cantadas que, ano após ano, continuam as mesmas. Parar numa barraquinha para comer um pastel era o momento mais esperado. Afinal, dia de feira, pastel de palmito e caldo de cana em companhia bacana, é melhor que qualquer caviar.

Voltamos para casa com o carrinho cheio e o bolso, nem tanto.

IMG_6399Outro programa legal para fazer num dia de sol é passear a pé ou de bike pelo Beco do Batman, um lugar muito procurado por fotógrafos, apreciadores de arte urbana e turistas. É um conjunto de ruelas com paredes cheias de arte, grafites lindos que, de tempos em tempos, são renovados pelos artistas de rua. Vale à pena passear por ali e contemplar o visual. Cor é vida, cor é alegria. Renove suas energias!

IMG_6380E quando bater aquela fome, você estará no lugar certo. O que não faltam na Vila são opções. Se procura um boteco, que foi o nosso caso, nada como um pit stop no Salve Jorge, um dos meus preferidos, justamente pela simplicidade. Se quiser ousar, peça uma caipirinha de tangerina com hortelã e gengibre, que vem com um picolé dentro do copo. Na dúvida, peça o tradicional e geladíssimo chopp com três dedos de espuma bem cremosa e uma porção de frango empanado com corn flakes e não vai se arrepender.

Se preferir um restaurante, sugiro o Martin Fierro. Tímido e discreto por fora, ele surpreende com seu cardápio e bom atendimento. Especializado em culinária argentina, é um dever experimentar as deliciosas empanadas e o bife de chorizo, se possível, com batatas rústicas e uma taça de malbec.

Caso queira estender até à noite, um bar que gosto muito é o Armazém Piola. Tem música ao vivo, drinks inusitados e bem preparados, pizzas e petiscos saborosíssimos e de personalidade, como o pastel de costela com catupiry. O bar também tem teto retrátil, uma ótima opção quando esse frio de lascar for embora.

A verdade é que quando falamos em Vila Madalena e região, o céu é o limite para entretenimento e diversão. O que não falta nesse bairro boêmio de São Paulo é opção. Lojas, restaurantes, livrarias, bares, praças e feiras ao ar livre. Com certeza tem um pedacinho da Vila que vai te encantar também. Aproveite e divirta-se.

 

 

 

 

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Um pouco de Toscana nunca é demais

Minha recomendação mais importante para uma viagem pela Toscana é que você se perca, propositalmente. Não se apegue tanto ao GPS, pois a região tem tanto a oferecer, que seria um desperdício selecionar o que visitar ou não. Deixe-se levar e não se arrependerá.

Chegamos a Firenze ainda sem hotel definido, mas com algumas ideias em mente. Fomos parando de hotel em hotel, até encontrarmos um que nos encantasse e, claro, que tivesse um quarto disponível. Foi assim, que encontramos o Villa Belvedere Hotel.

Ele era simples, mas atendia aos quatro pontos que mais levo em consideração ao escolher um hotel: limpeza, conforto, charme e um belo café da manhã. De lambuja, ainda vi um gatinho andando no estacionamento (para quem não me conhece, sou gateira), era o sinal que faltava para que nos hospedássemos ali.

3O quarto era bem tradicional, estilo fiorentino, e espaçoso. Da janela, além da vista para a piscina, cercada pelos mais belos tipos de flores, ainda podíamos avistar ao fundo a magnífica Catedral Santa Maria del Fiore.

Sempre pedimos dicas de passeio ao concierge do hotel e, dessa vez, nos recomendaram uma esticada até uma comuna italiana chamada Fiesole, que fica a aproximadamente 10 km de Firenze. Fomos conferir.

2O lugar é realmente encantador. Subimos de carro até uma colina que revelava novamente a grandeza da Duomo, dessa vez vista de outro ângulo, mas igualmente bela. A foto principal do post de hoje foi tirada no caminho para lá. Fiquei apaixonada pelos diferentes tons de verde que enfeitavam a antiga construção. Suas paisagens retratam as cores, a personalidade e a alma da Toscana. Simplesmente imperdível.

No final do dia, resolvemos jantar num restaurante, do qual infelizmente não me lembro o nome, pois era incrível. Lembro que pedimos uma entrada divina, que mais parecia um prato principal. Havia porções do puríssimo e saboroso parmigiano reggiano, tomate seco, azeitona (pulei essa parte), caponata de berinjela e abobrinha, salames e cogumelos variados. Para acompanhar, pedimos um Chianti clássico, com a certeza de que seria o casamento perfeito. Nossa, só de falar, já me deu água na boca!

Agora só me resta preparar algo para jantar que me lembre essa experiência, já que o vinho estou tomando desde que comecei a contar essa história…

Até a próxima ;o)

 

 

 

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Aruba, the happy island

Aruba é um destino muito procurado por turistas, não apenas por conta do seu exuberante mar azul, mas também, por oferecer programas para todos os gostos e idades.

Ficamos hospedados com a família no Riu Palace, localizado em Palm Beach, a praia mais badalada da região.

Bem em frente ao hotel, diversas opções de esportes aquáticos, passeios de barco e jet ski ficam à disposição dos mais animados e aventureiros, por uma pequena quantia de dólares, que vale a diversão.

Também é possível escolher entre sombra e água fresca, para acompanhar uma boa leitura, ou Coronas e frutos do mar no bar do píer, o disputado Bugaloe Beach Bar. Ambiente descontraído, garçonetes-cantoras e muita animação tomam conta do lugar, que tem uma das melhores vistas de Aruba.

Um amigo nos recomendou um restaurante chamado Barefoot que, segundo ele, era imperdível para assistir ao pôr do sol.

Em um fim de tarde, estávamos no centrinho de Oranjestad, a capital, quando resolvemos conhecer o restaurante. Fomos caminhando pela avenida da praia. Andamos, andamos e nada. Perguntamos para as pessoas na rua e falaram que estávamos perto. Estão vendo aquele farol? Fica logo ali. Andamos mais um pouco e perguntamos de novo. Estão vendo aquele barco? É lá atrás…Depois de andarmos uns 3 km e pensarmos seriamente em desistir, finalmente o encontramos.

Já estávamos soltando fogos (e famintos), quando a hostess perguntou: vocês têm reserva? Putz, vou ter que fazer um teatro – pensei. Mas nem precisei me esforçar. Quando falei que éramos do Brasil e queríamos muito conhecer o restaurante, ela pediu para aguardarmos, que iria ver o que era possível fazer.

Acho que ainda temos algum prestígio, pelo menos por aquelas bandas, pois a simpática hostess conseguiu uma mesa para a gente do lado de fora, pé na areia, com vista para o mar e o incrível pôr do sol. Mais perfeito impossível!

O garçom que nos atendeu foi muito cortês, agradável e atencioso. A comida extremamente bem preparada e saborosa (recomendo o spicy shrimp). Pedimos drinks coloridos, enfeitados com guarda-chuvas e um belo e refrescante pinot grigio para acompanhar a comilança. A noite foi maravilhosa e, com certeza, fez valer a longa caminhada. Se você planeja uma viagem para lá, não deixe de conhecer o Barefoot!

Aruba também foi eleita o cenário perfeito para celebrar a união de muitos casais. Enquanto estávamos lá, houve pelo menos três casamentos. Um deles, eu e meu cunhado presenciamos. Em meio aos turistas, que tomavam sol num calor de mais de 30 graus, a noiva caminhava pela areia, de sapatilha e um volumoso vestido, ao encontro de seu futuro marido que a aguardava sob um arco florido, cujo fundo era preenchido pelo límpido azul do mar. A plateia, em traje de banho, aplaudiu, curtiu e fotografou o evento do desconhecido casal, como se fizesse parte da família.

Aruba é assim, contagiante.  O clima lá é de festa e alegria em todo canto, regado a música caribenha e incontáveis mojitos.

Não é à toa que a ilha do Caribe é chamada de “The Happy Island”.