Conheci o Piccolo há poucos meses, mas a paixão foi à primeira vista. O restaurante, localizado no bairro de Pinheiros, abriu suas portas em 2016-2017. Pergunto-me por onde andei durante esses anos de sua existência, até então desconhecida para mim. Que pecado!
O pequeno e charmoso restaurante pode ser considerado o irmão mais jovem e descontraído do igualmente delicioso Più. O ambiente traz um ar rústico e intimista e a recepção calorosa e sorridente do gerente Fábio merece destaque. A impressão que tive foi de estar chegando na casa daquele grande amigo de infância que faz a maior festa quando você o visita, sabe? Tudo de bom!
Fábio também orquestra com maestria uma equipe de garçons super simpática e pronta para ajudar, coordenando o estabelecimento de forma impecável. O resultado não poderia ser outro: atendimento de primeiríssima qualidade.
O restaurante funciona com um menu executivo ao preço fixo de R$ 57 no almoço, que inclui entrada, prato principal e sobremesa. Os pratos mudam constantemente e sempre trazem boas surpresas aos nossos sentidos. O chef e sua equipe definitivamente estão de parabéns pela criatividade, cuidado, apresentação e explosão de sabores que nos proporcionam a cada garfada.
Alguns pratos que provei, aprovei e repeti merecem ser compartilhados aqui com vocês. O carro chefe da casa, que está praticamente toda semana no menu, é o polpetone recheado com queijo caccio cavalo, acompanha tagliolini na manteiga de sálvia. Acho que uma imagem vale mais que mil palavras, então, saboreiem com os olhos a foto destacada.
O gnocchi de sêmola com ragu de galinha caipira inova no formato e impressiona no paladar. Já o agnolotti de queijo boursin com espuma de framboesa é uma viagem ao céu em segundos, um delírio gastronômico extremamente instigante e necessário. Amei, amei, amei. De sobremesa, peça frutas da estação ou a criação do dia (recomendo muito). Lembro que comi um cookie de chocolate meio amargo com sorvete de frutas vermelhas DI-VI-NO, como tudo que é servido ali.
Piccolo, sua grandiosidade está no atendimento e nos sabores. Voltarei mil vezes!
Piccolo ❤
Rua dos Pinheiros, 266 – São Paulo, SP
http://piurestaurante.com.br/piccolo/
Clique aqui para descobrir outras delícias gastronômicas da cidade:
Poke – um pedacinho delicioso do Hawaii
Um delicioso restaurante armênio escondido em SP
Mestiço – o restaurante da diversidade
Insalata, uma relação afetivo-gastronômica


Eu escolhi o Ahi Poke (pedaços de atum, avocado, sunomono, alga nori, macadâmia, furiaki, mix de gergelim, cebola roxa e spicy peas de wasabi). O Mau pediu o Salmão Empanado Poke (com avocado, molho agridoce, alga nori, chips de mandioquinha, amêndoas, mix de gergelim, cebola roxa e cebolinha). A combinação de sabores no paladar fica incrível. Saímos de lá super satisfeitos.
Começamos com o básico mezze de homus, coalhada seca e babaganouch. Impossível errar. Além das esfihas tradicionais, assadas em forno a lenha e com massa bem levinha, você também encontra recheios inusitados como polvo, lula, cordeiro, bacalhau e alcachofra. Provamos e aprovamos a de carne (super molhadinha e bem temperada) e a de verdura, que vem com couve, espinafre e escarola. Divinas!

O casarão inaugurado em 1953 tem estilo clássico, decoração elegante, quartos amplos e recém-reformados, orquídeas de todos os tipos dando um charme extra aos ambientes e um café da manhã delicioso. Além disso, o restaurante Hostaria Casacurta traz uma gastronomia bem atraente, uma vez que mistura a tradição das cozinhas italiana e gaúcha com um quê de sofisticação e muito sabor. Recomendo o salmão com crosta de gergelim e um bom vinho local para acompanhar. Aproveite e peça uma sugestão para o proprietário, Cesar Nicolini, que está sempre por ali com ótimas dicas e muitas histórias para compartilhar.
A primeira vinícola que visitamos na região foi a Don Laurindo. Seus vinhos são produzidos para consumo da própria família e apenas o excedente é comercializado, por isso a estrutura é bem enxuta. Na saída, você pode degustar dez rótulos e o valor cobrado na visita pode ser revertido em compras. Uma boa, né?
Também vale muito a pena fazer o tour guiado pela Peterlongo, uma das mais antigas e tradicionais vinícolas de Garibaldi, para compreender a riqueza e importância de seus mais de cem anos de história no Brasil. Ao final do passeio, uma bela degustação de espumantes, vinhos e sucos de uva nos deixam com gostinho de quero mais.
A melhor surpresa da viagem foi, sem dúvida, a vinícola Courmayeur. Chegamos lá de forma totalmente despretensiosa e resolvemos fazer uma degustação só de espumantes. Fomos atendidos pelo super simpático e atencioso Vani Simonaggio, que comanda também o La Fermata Bistrô.

Começamos dando uma volta pela cidade, passamos pelo Templo de Diana, que estava sendo reformado e seguimos para a famosa Capela dos Ossos que, como o nome sugere, é inteirinha feita de ossos humanos. Sim, há caveiras por todos os lados. O lugar tem uma vibe esquisita, mas é parada obrigatória para quem visita Évora. Esse papo de morte nos fez pensar como a vida é passageira. Logo, decidimos aproveitar o que ela tem de melhor: comendo e bebendo bem!
Sendo assim, fomos direto para o Fialho, restaurante bem tradicional, famoso e lotado (é bom reservar). O garçom vai colocando todas as entradas na mesa e você escolhe o que vai comer. Fomos de queijo de ovelha, polvo, pimentão, bolinho de bacalhau…enfim, praticamente tudo. Pedimos Bochecha de Porco Preto e Borrego assado com batatinhas de prato principal. Para acompanhar, uma garrafa do Alicante Bouschet Reguengos de Monsaraz 2009. Tudo fantástico. De quebra, ainda conhecemos um casal nota dez (Tony e Denize) entre uma comilança e outra e batemos altos papos!
Para terminar o dia com chave de ouro, a tão esperada visita à Adega da Cartuxa (Fundação Eugênio de Almeida), produtora de um dos mais conceituados tintos de Portugal, o Pêra Manca, que você pode comprar pela bagatela de 194 euros. Para quem realmente tiver coragem de investir, cada pessoa pode comprar apenas uma garrafa desse vinho, tá? Infelizmente, ele não entra na degustação, o que não tira a graça de forma alguma, porque além de provar outros tintos e brancos deliciosos, também fazemos degustação dos azeites, que são incríveis. Nem preciso dizer que voltei com um na mala, né?
O restaurante chama-se O Bolas e fica na cidade de Azaruja. Quando paramos o carro na frente pensamos – putz, será? Vamos arriscar?Não havia uma alma na rua. O restaurante mais parecia um boteco, mas foi tão bem recomendado, que resolvemos experimentar.

Entramos, escolhemos uma mesa na área externa, ao lado de belas lavandas e pedimos o cardápio. Só que não tinha. Todos os pratos do menu estavam escritos em pequenas lousas, que a dona deixava na porta do restaurante. Tudo escrito em francês. Que “marravilha”!
De entrada uma saladinha de folhas com romã e uma massa filo recheada com queijo de cabra. O prato principal foi um magret de pato com molho de laranja e especiarias, que comi pela primeira vez e fiquei apaixonada pelo sabor! E de sobremesa….bom, dizem por aí que uma imagem vale mais que mil palavras….

Comece pedindo a famosa porção de krathong-thong: cestinhas tailandesas de massa crocante, recheadas de milho, frango e especiarias. Pensa num sabor que invade seu paladar aos poucos, com sutileza, perfume e te deixa completamente arrebatado no final. É isso. Provem e repitam. É maravilhoso!
Meu caso com o Mestiço é antigo e espero que dure por muitos e muitos anos. Afinal, comida saborosa, bem preparada, ambiente agradável, descontraído e atendimento cortês são ingredientes que fazem uma receita impecável dar certo!
Em cada esquina, um cantinho acolhedor e cheio de charme. Em todo o caminho vemos o chão feito de pedra, janelas e portas pintadas de azul, paredes branquinhas e flores cor de rosa, que parecem ter sido escolhidas especialmente para nos encantar. É tudo tão lindo, que você passa o dia todo perambulando e nem vê o tempo passar. São tantas ruelas que nos levam para lá e para cá, que a cidade mais parece um pequeno labirinto.


